Grandes jogos de peixe

EVolvo chegaram a versão 2 um peixe muito interessante do jogo e semelhante ao anterior versunea para jogar no fe deve comer todos os peixes menores que você e evitar grandes peixes: tubarões, arraias, etc. Você precisa mover muito ussurinta entre os peixes que estão vindo em sua direção. Se iria como estes peixes então jogar gratuitamente o jogo novamente.Jogos de destaque na injetar ... Jogos de Peixes no Jogos 360 online, 100% grátis. Os melhores e mais novos Jogos de Peixes, habilidade, peixe, aventura, pesca, animais, pescar, mar, ação, agilidade, tubarão para jogar grátis no Jogos 360 Outra opção nestes jogos de pesca é jogar a partir da perspetiva do peixe. Tenta sobreviver ao comeres peixes mais pequenos do que tu enquanto evitas ser comido pelos peixes grandes. Existem muitos jogos com temática de pesca para te divertires. Jogos de Peixe no Jogos 360 online, 100% grátis. Os melhores e mais novos Jogos de Peixe, habilidade, peixes, aventura, pesca, animais, mar, pescar, ação, agilidade, tubarão para jogar grátis no Jogos 360 Apanhe várias espécies de peixe, desde raças pequenas a médias como o peixe-gato, atum voador, salmão até raças grandes como celacantos, robalo pavão e até tubarões brancos e baleias. Adicionamos constantemente mais espécies de peixe e novas funcionalidades à aplicação. O principal sinal de que a abertura do jogo, você vai jogar o peixe, e não o idiota ou algo fantástico, é claro, um aquário ou um tanque de peixes. Por mais que possa parecer óbvio, mas os peixes de aquário são visualmente diferente, não só na vida, seus designers de jogos e gráficos isolado a partir de uma série de viagens de pesca ... Na história dos duelos entre os dois, são vários placares dilatados – afinal, a média de gols é superior a três por jogo – e o Peixe fez grandes partidas contra o rival, a começar pela primeira peleja disputada entre ambos. Confira este e outros quatro grandes encontros entre Santos e Vasco. 1927 – Vasco 3 X 5 Santos No jogo você será capaz de proteger um pequeno peixe dos vizinhos que cercam grandes, que e se esforçar para engolir o pequeno. Embora este peixe não é tão inofensivo. Scuttling do peixe gigante, com sua ajuda, ele vai absorver os peixes menores em ascensão e, assim, aumentar de tamanho. Conforme o tamanho e produção tornam-se maiores. A partir da imagem do pintor Pieter Brueghel, tivemos que elaborar uma outra imagem que remetesse a obra original. Ingrid, então, divide em 2 grupos. Imagem Original - 'Peixes grandes comem peixes pequenos' Imagem criada pelo Grupo 1 Imagem criada pelo grupo 2 Relembre grandes jogos de Gylmar dos Santos Neves pelo Peixe 1 /5 Gylmar dos Santos Neves foi decisivo na final da Libertadores de 1962, principalmente na primeira partida, contra o Peñarol, no Uruguai (Foto: Acervo/Gazeta Press)

GT DA BROTHERAGEM

2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.09.07 06:41 futebolstats A Carreira de Gabriel Barbosa em Números

Quando cita-se um dos melhores atacantes brasileiros da atualidade, o nome de Gabriel Barbosa que atualmente joga pelo Flamengo e que está no radar de Tite – técnico da Seleção Brasileira -, deve ser levado em conta.
Gabriel Barbosa Almeida nasceu em 30/08/1996 em São Bernardo do Campo, cidade que se localiza na região metropolitana de São Paulo. Gabigol, apelido pelo qual é conhecido, foi artilheiro das duas últimas edições do Campeonato Brasileira e já teve passagem por 2 clubes europeus. Porém, o que mais se sabe sobre Gabigol? Por quais clubes jogou? Quais feitos atingiu ao longo de sua carreira?

Juvenil

Antes de jogar futebol, Gabriel costumava jogar futsal pelo São Paulo e durante um amistoso contra o Santos, ao qual marcou “todos os gols” da vitória do seu time por 6-1, foi descoberto por Zito, ex-jogador do Santos entre os anos de 1955 e 1967 e que também atuou pela Seleção Brasileira.
Depois disso, chegou as categorias de base do Santos quando tinha apenas 8 anos de idade e pouco a pouco, foi queimando etapas até estrear como profissional no ano de 2013.

A Carreira de Gabriel Barbosa em Números

Santos

Categorias de Base

Como foi dito anteriormente, Gabriel chegou às categorias de base do Santos quando tinha apenas 8 anos de idade e virou grande promessa das categorias de base do clube, sendo muito conhecido desde pequeno como joia, marcou mais de 600 gols nas divisões de base e desde os 14 anos, acumulou convocações às seleções de base do Brasil e vendo o potencial do garoto, o Santos elevou a multa dele à 50 milhões de euros (cerca de

2013

Gabriel foi promovido para a equipe principal do Santos em 2013 com apenas 16 anos de idade. Apesar de treinar com o time principal do clube desde o início deste ano, somente em 26 de maio deste ano, na estreia do alvinegro praiano – Santos – nessa edição do Brasileirão (Campeonato Brasileiro), Muricy Ramalho promoveu a estreia da joia quando o colocou no lugar de Henrique Dourado aos 24 minutos do primeiro tempo, mas mesmo com esta e mais duas alterações, o Santos só empatou em 0-0 com o Flamengo na Vila Belmiro (estádio do Santos). Vale ressaltar que esta foi a última partida de Neymar pelo clube, pois o jogador já havia acertado a sua transferência para o Barcelona da Espanha.
Em 29/05/2013, em jogo da 2ª rodada do Brasileirão, Gabriel jogou os últimos 24 minutos do revés por 2-1 ante o Botafogo fora de casa. Dois dias após essa derrota, o Santos anunciou a demissão de Muricy Ramalho e com a saída deste técnico, Claudinei Oliveira, até então técnico das categorias de base do alvinegro praiano, assume o comando do time principal.
Em 21/08/2013, primeiro confronto das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Grêmio, Gabriel entrou em campo aos 23 minutos da segunda etapa no lugar de Neílton e 14 minutos depois, fez o único gol da vitória do Santos nessa partida que ocorreu na Vila Belmiro. Três dias depois, em jogo válido pela 16ª rodada do Brasileirão, Gabigol – apelido pelo qual é conhecido desde as categorias de base – atuou como titular pela primeira vez pelo clube e na sua estreia entre os titulares, marcou seu 2º e último tento nessa temporada no triunfo por 2-0 sobre o Vitória na Vila Belmiro. Posteriormente, o Santos perdeu o segundo confronto para o Grêmio por 2-0 na Copa do Brasil e sendo assim, deu adeus às chances de conquistar o título desse torneio.
Em suma, na sua 1ª temporada como profissional, Gabriel Barbosa disputou 15 partidas, fez 2 gols e proveu duas assistências. Quanto ao Santos, foi vice-campeão do Campeonato Paulista, terminou em 7º lugar no Brasileirão e chegou às oitavas de final da Copa do Brasil.
PdGmACACVMj no ano de 2013
152 2 20512
Pd – Partidas disputadas; Gm – Gols marcados; A – Assistências; CA – Cartões amarelos; CV – Cartões vermelhos e Mj* – Minutos jogados

2014

Logo no início do ano de 2014, o Santos demitiu Claudinei Oliveira e anunciou que Oswaldo de Oliveira seria o treinador do clube nesse ano.
No primeiro jogo do time nessa temporada em 18 de janeiro de 2014 – estreia do time nessa edição do Paulistão -, Gabriel atuou como titular e marcou o único gol da vitória sobre o XV de Piracicaba na Vila Belmiro.
Em 29/01/2014, em jogo da 4ª rodada do Estadual, Gabigol marcou seu 2º tento nessa temporada na goleada por 5-1 sobre o Corinthians. Na rodada seguinte do Estadual, em 01/02/2014, Gabriel marcou seu primeiro doblete – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – da carreira na goleada por 5-1 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. Nesse jogo contra o Botafogo, Gabriel entrou para a história do Santos marcando o gol número 12 mil da história do clube.
Posteriormente, Gabigol perdeu a titularidade com a chegada do atacante Leandro Damião, a contratação mais cara envolvendo clubes brasileiros e a segunda mais cara do futebol brasileiro. Em 27/02/2014, em partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Paulista, Gabriel recebeu uma oportunidade de atuar entre os titulares e marcou o 2º gol da goleada por 5-0 sobre o Bragantino na Vila Belmiro. Vale ressaltar que Gabigol foi um dos destaques do time durante a disputa do Paulistão e ajudou o time a chegar à final do campeonato, quando foi vencido pelo Ituano na disputa por pênaltis.
Em 16/04/2014, em confronto válido pela 1ª fase da Copa do Brasil, Gabigol atuou como titular e marcou seu 2º doblete nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Mixto-MT. Quatro dias depois, na estreia do Santos nessa edição do Brasileirão, o camisa 7 do clube – Gabriel Barbosa – marcou o único tento do time no empate em 1-1 com o Sport na Vila Belmiro.
Após uma sequência de maus resultados, em 02/09/2014 o Santos anunciou a demissão de Oswaldo de Oliveira e com a saída dele, Enderson Moreira assume o comando do alvinegro praiano.
Em 19/10/2014, em jogo da 29ª rodada do Brasileirão, Gabigol foi um dos destaques do “Clássico da Saudade” – nome dado ao clássico entre Palmeiras e Santos – e marcou seu 3º e último doblete nessa temporada no triunfo santista por 3-1 no estádio do Pacaembu.
Em 02/11/2014, em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 7 do Santos marcou seu 20º tento nessa temporada no revés por 3-2 ante o Internacional fora de casa. Três dias depois, no segundo confronto da semifinal da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, Gabigol marcou seu último tento nessa temporada no empate em 3-3 com a equipe mineira. Como o Cruzeiro havia vencido o primeiro jogo por 1-0 na Vila Belmiro, ficou com a vaga para a final dessa edição da Copa do Brasil. Com esse gol marcado, Gabriel Barbosa foi o artilheiro da Copa do Brasil 2014 ao lado de Bill do Ceará e de Léo Gamalho do Santa Cruz, cada um dos 3 marcou 6 gols.
Em suma, na sua 2ª temporada com a camisa do clube da Baixada Santista, Gabriel Barbosa disputou 56 partidas, fez 21 gols e proveu 10 assistências. Quanto ao Santos, além de ter sido vice-campeão do Campeonato Paulista e de ter chegado à semifinal da Copa do Brasil, o clube terminou em 9º lugar no Brasileirão 2014.
PdGmACACVMj no ano de 2014
5621 10 703846
21 gols dos quais 8 foram pelo Brasileirão, 7 pelo Campeonato Paulista e 6 pela Copa do Brasil

2015

Gabriel Barbosa teve pouco espaço no time titular do Santos no início dessa ano e somente após a demissão de Enderson Moreira em 5 de março, é que Gabigol passou a ter mais espaço entre os titulares, desta vez sob o comando de Marcelo Fernandes.
Em 14/03/2015, em jogo do Campeonato Paulista, o novo camisa 10 do “Peixe” – Santos – marcou seu primeiro tento nessa temporada na goleada por 4-1 sobre o Marília no Bento de Abreu (estádio do Marília).
Em 26/03/2015, em mais uma partida válida pelo Paulistão, Gabigol atuou como titular e fez o único tento do time no revés por 3-1 ante a Ponte Preta. Na rodada seguinte do Estadual, em 29/03/2015, Gabriel marcou o segundo gol do Santos no empate em 2-2 com o São Bento na Vila Belmiro. Posteriormente, Gabigol viu do banco o Santos vencer o Palmeiras nos pênaltis na final do Paulistão em 03/05/2015.
Após o gol marcado contra o São Bento em 29 de março, Gabigol passou por um jejum de gols, ao qual pôs um fim em 10/06/2015 em jogo da 7ª rodada do Brasileirão, quando o Santos empatou em 2-2 com o Atlético-MG na Arena Independência.
Após o revés por 4-1 ante o Goiás na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro – em 08/07/2015 -, Marcelo Fernandes foi rebaixado novamente para o cargo de treinador auxiliar e com isso, Dorival Júnior assume o comando do time.
Na estreia do novo técnico em 11/07/2015, confronto válido pela 13ª rodada do Brasileirão, Gabigol atuou como titular e fez o gol que selou o resultado do jogo; vitória do Santos por 3-0 sobre o Figueirense na Vila Belmiro. Além do gol marcado, o camisa 10 do Peixe também contribuiu com assistência para o gol de David Braz.
Em 22/07/2015, no segundo confronto da 3ª fase da Copa do Brasil, Gabriel marcou seu primeiro doblete nessa temporada na vitória por 3-1 sobre o Sport. Com uma vantagem de 4-3 no placar agregado – o Santos perdeu o primeiro confronto por 2-1 -, o Peixe seguiu adiante nesse torneio. Quatro dias depois, em jogo da 15ª rodada do Brasileirão, Gabigol repetiu o desempenho da partida anterior e marcou outro doblete e com isso, o Santos venceu o Joinville por 2-0.
Em 19/08/2015, no primeiro confronto das oitavas de final da Copa do Brasil, o camisa 10 do alvinegro praiano marcou seu 10º tento nessa temporada no triunfo por 2-0 sobre o Corinthians na Vila Belmiro. No segundo confronto entre as duas equipes em 26/08/2015, Gabigol marcou novamente em nova vitória sobre o rival fora de casa; vitória do Santos na Arena Corinthians por 2-1.
Em 16/09/2015, em partida válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, Gabriel marcou seu 3º doblete nessa temporada na goleada por 4-0 sobre o Atlético-MG.
Em 25/11/2015, no primeiro confronto da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras, Gabigol marcou o único gol da vitória do Santos na Vila Belmiro. No segundo confronto contra o arquirrival no Allianz Parque, o Santos perdeu por 2-1, mas vale ressaltar que na final não há o critério do gol fora de casa e como consequência, o campeão foi definido nos pênaltis onde o rival levou a melhor e venceu por 4-3.
Em 06/12/2015, na última rodada dessa edição do Brasileirão – 38ª rodada do campeonato -, Gabigol encerrou essa temporada marcando 2 gols na goleada por 5-1 sobre o Athletico-PR na Vila Belmiro. Além de ter feito 2 gols, proveu assistência para 1 dos 2 gols de Geuvânio e para o gol de Vitor Bueno. Também é importante mencionar que Gabriel encerrou este ano considerado o jogador mais valorizado do futebol brasileiro, segundo site especializado.
Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa do Peixe, Gabriel Barbosa disputou 56 partidas, fez 21 gols – sendo 8 tentos marcados na Copa do Brasil, o que fez dele o artilheiro isolado – e proveu 11 assistências. Quanto ao Santos, além de ter sido campeão estadual e vice-campeão da Copa do Brasil, terminou em 7º lugar no Brasileirão 2015.
PdGmACACVMj no ano de 2015
5621 11 913358
21 gols dos quais 10 foram pelo Brasileirão, 8 pela Copa do Brasil e 3 pelo Campeonato Paulista

2016

Na estreia do Santos nessa edição do Paulistão, em 30 de janeiro, Gabigol marcou o gol do time no empate em 1-1 com o São Bernardo na Vila Belmiro. Na rodada seguinte, em 03/02/2016, o camisa 10 do Santos fez um dos gols da vitória por 2-0 sobre a Ponte Preta em pleno Moisés Lucarelli, em Campinas.
Em 13/02/2016, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Paulista, Gabriel marcou seu 3º tento nessa temporada no empate em 3-3 com o Novorizontino fora de casa.
Após o gol marcado contra o Novorizontino, Gabigol só voltou a balançar as redes em 31/03/2016, em confronto válido pela 12ª rodada do Paulistão, ao qual o Santos venceu a Ferroviária por 4-1 na Vila Belmiro. Na rodada seguinte do estadual, em 03/04/2016, o camisa 10 do Peixe marcou seu 5º tento nessa temporada no triunfo por 5-3 sobre o Capivariano fora de casa.
Em 24/04/2016, em partida válida pela semifinal do Campeonato Paulista, Gabriel marcou os gols do Santos no empate em 2-2 com o Palmeiras. Com este resultado, as duas equipes definiriam o classificado para a fase seguinte nos pênaltis onde o Santos levou a melhor e venceu por 3-2. Posteriormente, o Santos empatou em 1-1 com o Osasco Audax no primeiro confronto e depois venceu o segundo jogo por 1-0 e com isso, o alvinegro praiana se sagrou campeão do Paulistão pelo 2º ano consecutivo.
Em 22/06/2016, em jogo da 10ª rodada do Brasileirão, Gabigol marcou seu último doblete com a camisa do Santos na vitória por 4-2 sobre o Fluminense fora de casa.
Em 16/07/2016, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, Gabriel marcou seu último tento com a camisa do Santos no triunfo por 3-1 sobre a Ponte Preta na Vila Belmiro.
Em 28/08/2016, em jogo da 22ª rodada do Brasileirão, Gabriel entrou em campo logo após o intervalo no lugar de Jonathan Copete e jogou o segundo tempo do revés por 1-0 ante o Figueirense em plena Vila Belmiro. Após o jogo, Gabigol foi oficializado como novo reforço da Internazionale da Itália.
Gabriel Barbosa marcou 13 gols e proveu 5 assistências em 30 partidas disputadas e inclusive, foi o 4º maior goleador do Paulistão 2016 ao lado de Wellington Paulista da Ponte Preta e de William Pottker do Linense e ficando atrás apenas de Roger do Red Bull Brasil (11 gols) e de Alecsandro do Palmeiras e de Rodrigo Andrade do Osasco Audax, cada um dos 2 últimos marcou 8 tentos.
PdGmACACVMj no ano de 2016
3012 5 802310
12 gols dos quais 7 foram pelo Campeonato Paulista e 5 pelo Brasileirão
Títulos que conquistou pelo Santos - Paulistão2015 e 2016
- O vídeo abaixo mostra todos os gols marcados por Gabigol na sua 1ª passagem pelo Santos - Este vídeo foi publicado no YouTube em 29 de agosto de 2016por Football Nation BR

Internazionale

2016-17

Gabriel Barbosa sendo apresentado como novo reforço da InternazionaleEm 26 de agosto de 2016, Gabriel viajou para a Itália para assinar contrato com a Internazionale. O atacante voltou ao Brasil após fazer exames médicos e assinar contrato com o clube italiano para jogar sua última partida pelo Santos, contra o Figueirense na Vila Belmiro dois dias depois de viajar para o país europeu.
Em 30/08/2016, no seu 20º aniversário, Gabriel foi anunciado como o novo reforço da Internazionale, contratado por 27,5 milhões de euros (cerca de 172,5 milhões de reais).
Em 25/09/2016, em jogo da 6ª rodada da Serie A (Campeonato Italiano), Frank de Boer – técnico da Internazionale nessa época – promoveu a estreia de Gabriel quando o colocou em campo aos 29 minutos da segunda etapa no lugar de Antonio Candreva no empate em 1-1 com o Bologna no Giuseppe Meazza (estádio da Inter de Milão).
Após vários jogos no banco de reservas e com a demissão de Frank de Boer, Stefano Pioli assume o comando da equipe nerazzurri – Internazionale – e em 18/12/2016, em jogo da 17ª rodada da Serie A, Gabriel jogou os últimos minutos da vitória por 1-0 sobre o Sassuolo fora de casa.
Em 17 de janeiro de 2017, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa da Itália, Gabigol teve sua primeira chance de iniciar entre os titulares no triunfo por 3-2 sobre o Bologna na prorrogação. Apesar de ter começado essa partida como titular, não jogou os 120 minutos, pois acabou sendo substituído aos 27 minutos do segundo tempo por Antonio Candreva.
Em 19/02/2017, em partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Italiano, o camisa 96 da Inter – Gabriel Barbosa – entrou em campo aos 29 minutos do segundo tempo no lugar de Candreva e 7 minutos depois, marcou o gol da vitória do time sobre o Bologna.
Mesmo com o gol marcado diante do Bologna na 25ª rodada da Serie A, Gabriel ainda não era visto como opção por Pioli e sendo assim, só jogou mais 3 partidas pela Internazionale antes de ser emprestado.
Em suma, na sua única temporada com a camisa da equipe nerazzurri, Gabriel Barbosa disputou 10 partidas e fez 1 gol. Quanto a Internazionale, terminou em 7º lugar no Campeonato Italiano, chegou às quartas de final da Copa da Itália e caiu na fase de grupos da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
101 0 30183
Gol marcado na Serie A

Benfica

2017-18

Em 31 de agosto de 2017, a Internazionale anunciou o empréstimo de Gabriel Barbosa ao Benfica de Portugal.
Em 12/09/2017, na estreia do Benfica na fase de grupos da Champions League (Liga dos Campeões), Rui Vitória – técnico do Benfica nessa época – promoveu a estreia de Gabigol pelo novo time quando o colocou em campo aos 32 minutos do segundo tempo no lugar de Alejandro Grimaldo, mas mesmo com a entrada dele, o panorama do jogo não mudou e a equipe lisboeta – Benfica – perdeu para o CSKA Moscou da Rússia por 2-1.
Em 20/09/2017, na estreia do clube lisboeta na fase de grupos da Taça CTT, Rui Vitória escalou Gabriel como titular pela primeira vez e ele ficou em campo até os 18 minutos da segunda etapa, quando foi substituído por Andrija Živković. Quanto ao resultado do jogo, empate em 1-1 com o Braga no Estádio da Luz (estádio do Benfica).
Em 14/10/2017, em confronto válido pela 3ª fase da Taça de Portugal, Rui Vitória escalou Gabriel como titular pela última vez e ele não decepcionou e fez o único gol da vitória sobre o Olhanense. Apesar de ter feito seu primeiro gol pelo novo clube, Gabigol seguiu sem espaço nos “Encarnados” – Benfica – e como consequência, a Internazionale o emprestou ao Santos até o fim de 2018.
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
51 0 00164
Gol marcado na Taça de Portugal

Santos

2018


PdGmACACVMj no ano de 2015
5227 2 1814501
27 gols dos quais 18 foram pelo Brasileirão, 4 pela Copa do Brasil, 4 pelo Campeonato Paulista e 1 pela Copa Libertadores da América

Flamengo

2019


PdGmACACVMj no ano de 2019
5943 11 2534972
43 gols dos quais 25 foram pelo Brasileirão, 9 pela Copa Libertadores da América, 7 pelo Campeonato Carioca e 2 pela Copa do Brasil

2020


PdGmACACVMj no ano de 2020
2014 9 911769
14 gols dos quais 8 foram pelo Campeonato Carioca, 3 pelo Brasileirão, 1 pela Copa Libertadores da América, 1 pela Recopa Sul-Americana e 1 pela Supercopa do Brasil
Títulos que conquistou pelo Flamengo - Copa Libertadores da América2019 - Recopa Sul-Americana2020 - Campeonato Brasileiro2019 - Supercopa do Brasil2020 - Campeonato Carioca2019 e 2020 - Taça Guanabara2020 - Taça Rio2019
- O vídeo abaixo mostra todos os gols de Gabigol pelo Flamengo no ano de 2019 - Este vídeo foi publicado no YouTube em 8 de dezembro de 2019por Mundo Do Futebol

Números de Gabriel Barbosa na Seleção Brasileira

Brasil

Seleções de Base


Seleção Principal


Copa América Centenário 2016


PdGmACACVMj
31000145

Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016


PdGmACACVMj
62010497

Pós-olimpíadas 2016


Títulos que conquistou pela Seleção Brasileira - Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos2016
- O vídeo abaixo mostra o primeiro gol marcado por Gabriel Barbosa pela seleção principal do Brasil - Este vídeo foi publicado no YouTube há cerca de 4 anos atrás por Canal ADR

TOTAL

PdGmACACVMj
52000198
Prêmios Individuais - Prêmio Bola de Prata (3): 2015 (Revelação do Ano), 2018 (Melhor Centro-Avante), 2019 (“Melhor Centro-Avante”) - Prêmio Bola de Ouro: 2019 - Troféu Mesa Redonda (3): – 2014 (Jogador Revelação do Brasileirão), 2018 (Melhor Centro-Avante), 2019 (Melhor Centro-Avante) - Prêmio Craque do Brasileirão (2): 2018 (Melhor Centro-Avante), 2019[122] (Melhor Centro-Avante) - Seleção do Campeonato Paulista (2): 2016, 2018 - 50 Jovens Promessas do Futebol Mundial: 2016 (La Gazzetta dello Sport) - Seleção do Campeonato Carioca: 2019, 2020 - Melhor Jogador da Final da Copa Libertadores da América de 2019 - Seleção Cartola FC do Campeonato Brasileiro de 2019 – Melhor Centro-Avante - 52º melhor jogador do ano de 2019 (The Guardian) - 49º melhor jogador do ano de 2019 (Marca) - Seleção da Copa Libertadores da América: 2019 - Melhor Jogador da América (Rei da América) – El País: 2019 - Craque do Campeonato Carioca de 2020
ArtilhariasBase - Artilheiro do Torneio Internacionalde COTIF Sub-20: 2014 – (3 gols)
Profissional - Artilheiro da Copa do Brasil: 2014 – (6 gols) - Artilheiro da Copa do Brasil: 2015 – (8 gols) - Artilheiro da Copa do Brasil: 2018 – (4 gols) - Artilheiro do Campeonato Brasileiro: 2018 – (18 gols) - Artilheiro do Campeonato Brasileiro: 2019 – (25 gols) - Artilheiro da Copa Libertadores da América: 2019 – (9 gols) - Prêmio Arthur Friedenreich: 2019 – (43 gols) - Artilheiro da Supercopa do Brasil de 2020 – (1 gol) - Artilheiro do Campeonato Carioca de 2020 – (8 gols)
Recordes e Marcas - Único jogador da história a ser artilheiro da Copa do Brasil (4 gols) e do Campeonato Brasileiro (18 gols) no mesmo ano – 2018 - Segundo jogador (ao lado de Luís Fabiano) a ser artilheiro da Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores - Doblete mais rápido da história em uma final de Libertadores (2 gols em 3 minutos) - Segundo jogador (ao lado de Riquelme) a marcar em todas as fases da Libertadores (fase de grupos, oitavas de final, quartas de final, semifinal e final) - Gol QatarAirways da Copa Libertadores da América de 2019 – (Prêmio dado ao gol mais bonito da Libertadores) – Contra o Grêmio pela segunda partida da semifinal - Maior artilheiro em uma edição dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro com 20 clubes – (25 gols) - Jogadores com mais gols em uma edição de Campeonato Brasileiro – 8° lugar ao lado de Careca (25 gols) - Maior artilheiro da década (de 2011 até o momento) em uma só temporada no futebol brasileiro – (43 gols, ao lado de Neymar em 2012) - Sétimo jogador a ganhar todos os prêmios (Artilheiro, Bola de Prata e Bola de Ouro) do Prêmio Bola de Prata ESPN em um só ano – ao lado de Zico (1982), Careca (1986), Amoroso (1994), Edmundo (1997), Romário (2000) e Adriano (2009) - Terceiro maior premiado da história do Prêmio Bola de Prata ESPN (6 troféus) – atrás apenas de Zico (9 troféus) e Rogério Ceni (7 troféus) - Quarto jogador a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro por dois anos seguidos – ao lado de Bita, do Náutico (1965 e 1966), Dadá Maravilha, do Atlético Mineiro (1971 e 1972) e Túlio Maravilha, do Botafogo (1994 e 1995) - Primeiro jogador a ser artilheiro isolado de dois Brasileirões consecutivos[132] (Bita dividiu a artilharia com Toninho Guerreiro em 1966, Dadá dividiu a artilharia com Pedro Rocha em 1971 e Túlio dividiu com Amoroso em 1994) - Décimo segundo jogador brasileiro a ganhar o prêmio Rei da América – ao lado de Tostão, Pelé, Zico, Sócrates, Bebeto, Raí, Cafu, Romário, Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Luan - Segundo jogador do Flamengo a ganhar o prêmio Rei da América – ao lado de Zico (1977, 1981 e 1982) - Maior artilheiro do Flamengo na década (2011–2020) – (54 gols) - Segundo maior artilheiro do Flamengo no Século XXI (54 gols) – atrás de Renato Abreu (73 gols) - Maior artilheiro do “Novo Maracanã” (35 gols)

Considerações Finais


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2020.07.17 03:30 Rafashh06 A história do meu império no Booga Booga, vê pq e muito legal o melhor é o incio do fim e adiante

Em uma era onde existiam poucas tribos e a matança era generalizada eu apareço no servidor e após sobreviver e conseguir itens bons, 3 caras que tinham os melhores itens do jogo e estavam matando todos do server me acharam,e eu obviamente nao tive chances contra eles, mas aquilo fez eu ter uma ideia, e se eu
criasse
um reino
O inicio do reino
Eu criei a tribo dos vermelhos e após convidar algumas pessoas nós nos encontramos em uma ilha onde tinha uma arvore muito grande, e então eu botei o totem na frente da árvore,e então eu deixei bem claro para os membros de que aquela arvore era sagrada, e nos começamos a fazer muros em volta da ilha e com o passar do tempo mais e mais pessoas entravam e mais forte ficava o nosso reino, e num tempo em que tinhamos mais de 10 membros nos conseguimos cercar toda a ilha e botar aberturas para o mar com barcos, um portao fortificado e torres de pedra espalhados pelos muros, e as pessoas estavam fazendo suas casas dentro da cidade
O inicio do fim
até agora o reino estava indo bem, e depois de entrar mais umas 5 ou 6 pessoas, nos ja tinhamos diversas casas e plantaçoes e armadilhas para peixes na ilha, e eu botei uns muros em volta da arvore sagrada, e nós ja estavamos num ponto muito avançado em que iamos dentro das casas das pessoas e doar alimentos e ferramentas, quando os 3 assassinos perceberam nossa presença naquela ilha, e então nos vimos eles com um mamute que nos tambem tinhamos, e eles estavam se aproximando quando um amigo meu tocou o trambone e gritou no chat: TAO ATACANDO A VILA, e eu que estava em minha cabana vi uma cena muito épica, eu vi umas 8 pessoas saindo com armaduras e machados e arcos nas maos, e então agente começou a disparar flechas no mamute mas eles ja estavam no portão
O ataque
Eles começaram a quebrar a primeira camada de portão quando uns 2 amigos pularam pra fora pra tentar matar eles, mas agente nao viu q entrou um pelo portão do mar que matou um arqueiro pelas costas, e ai todo mundo juntou nele e conseguimos matar um, mas enquanto isso os outros 2 estavam quebrando todo o muro, e então partiram pra cima de nos e mataram um logo de inicio, e eu percebendo que os 2 juntos ia ser dificil de matar, eu me afastei e fiquei no arco, quando eu vi uns 2 amigos saindo correndo e ficando so uns 2 ou 3 lutando com eles q eles mataram rapidinho, e ai eles começaram a destruir as casas e os baús e acabaram achando os 2 amigos q fugiram e so sobrou eu, e ai eu mandei no chat pra eles voltarem pra ilha pra tentar matar, mas no fim me acharam e a vila foi totamente saqueada
Momentos finais
Por sorte eles n acharam o totem q estava cercado de muros e do lado da avore, mas quando a gente voltou na vila estava tudo destruido e não tinha sobrado quase nada, mas eu ainda assim convenci alguns a reconstruir os muros, e agente (eu e meus 3 amigos) iriamos dar 1 casa e 1 bau pra todo mundo q perdeu, mas muitas pessoas sairam da tribo e mesmo com a gente ja terminando algumas casas a vila nunca foi a mesma, parecia que nao tinham mais vontade de continuar, e eu estava coletando madeiras quando um amigo meu disse, vem aqui que eu vou te contar um negocio q eu descobri, e ai ele disse pra eu esperar um pouqunho e que eu podia continuar com as madeiras, e ai depois de uns 5 minutos, ele me chamou e me mostrou algo que eu nao queria ver, a arvore tinha sido destruida e ele disse q foi um outro amigo, mas eu nao estava confiando muito naqueles 2 olhos e aquele sorrizinho do roblox, e ai eu matei oque teoricamente tinha destruido a arvore quando o acusador disse q na vdd tinha sido ele, e antes de eu conseguir chegar no range de atack dele, ele quitou do jogo
E então eu percebendo que era irreversivel a situação de miséria e abandono, eu sai do jogo dando o fim ao nosso grande império
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2020.07.05 18:51 feixaofrad14 O DIA EM QUE “OS CALOIROS DE FERGUSON” FORAM DERROTADOS EM SANTA MARIA DE LAMAS

O DIA EM QUE “OS CALOIROS DE FERGUSON” FORAM DERROTADOS EM SANTA MARIA DE LAMAS
Em 1995, o Estádio Comendador Henrique Amorim foi palco de um confronto entre as seleções Sub-21 de Portugal e Inglaterra, a contar para o Grupo 6 da fase de apuramento para o Campeonato Europeu que se disputaria no ano seguinte. Do lado dos ingleses, David Beckham, Phil Neville e Nicky Butt, apelidados como “Os caloiros de Ferguson”, eram algumas das figuras de proa da equipa que saiu derrotada de Santa Maria de Lamas, por 2-0.
https://imgur.com/gallery/3fX1xwI
O próximo dia 2 de setembro assinala os 25 anos de um jogo que contou com cerca de 10 mil espetadores, que assistiram aos dois golos do avançado Dani, que despontava no Sporting, dando o triunfo a uma seleção que contava ainda com jogadores como Nuno Espírito Santo, Rui Jorge, Peixe, Calado, Vidigal, Nuno Gomes e Dominguez, este último “endiabrado” na fase inicial do jogo, causando dores de cabeça a Dean Gordon (ver vídeo).
Numa tarde de sábado de muito calor, a armada lusitana comandado por Nelo Vingada levou a melhor sobre a equipa que liderava o grupo 6 e que, para além do trio de “caloiros” de Sir Alex Ferguson, tinha na sua formação jovens talentosos como Alan Thompson, Chris Bart-Williams ou Robbie Fowler, o prodígio do Liverpool.
José Bastos, locutor e editor internacional da Rádio Renascença, natural de São Vicente Pereira, recorda um confronto de estrelas que serviu para matar saudades de um país que bem conhece. Esteve quatro anos em Inglaterra, na BBC, daí “o interesse especial pelo jogo”. “Deixei lá amigos e tenho uma grande afinidade cultural com Inglaterra, um país que me marcou para toda a vida”, admite, revelando que “as expetativas relativamente aos jogadores de Ferguson eram muitas”.
“Sinal disso foram os muitos jornalistas dos tablóides ingleses presentes em Santa Maria de Lamas. Aliás, dei boleia a dois jornalistas ingleses, do Porto para o estádio. Apesar da atenção especial que davam a jogadores como David Beckham, a verdade é que o grande craque daquela seleção era o Robbie Fowler”, conta, lembrando que “foi um dia de festa incrível, com as bancadas cheias, num jogo que fica na memória, até porque não é todos os dias que surge a oportunidade de ver ao vivo jogadores como aqueles, tanto do lado dos ingleses, como da seleção nacional”, afirma.
Diferentes gerações de talentos pela mão de Alex Ferguson O termo “Fergie's Fledglings” (Os caloiros de Ferguson) surgiu na década de 1980, em homenagem aos "Busby Babes", nome dado aos jovens talentos do Manchester United promovidos à equipa principal pelo técnico Joe Armstrong, nos anos de 50 do século passado.
Os primeiros “caloiros de Ferguson” começaram a surgir a partir de 1986, ano em que o técnico assumiu o comando dos “Red Devils”, onde esteve 27 anos, ao longo dos quais conquistou a Premier League por 13 vezes, vencendo ainda duas edições da Liga dos Campeões. Ao todo, foram 49 títulos, impulsionados por grandes jogadores, sendo a década de 1990 a mais frutífera em “caloiros”, com nomes como David Beckham, Nicky Butt, Ryan Giggs, Gary Neville e Phil Neville a escreverem uma das histórias de maior sucesso do futebol inglês.
https://imgur.com/gallery/AdA6If8
Fotografia Jornal Terras da Feira Jornal Record
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2020.07.04 00:54 altovaliriano Grande Walder matou Pequeno Walder

Em A Dança dos Dragões, em meio às mortes misteriosas em Winterfell, ocorre uma que parece estar fora das expectativas:
As portas do Grande Salão se abriram com estrondo.
Um vento frio entrou rodopiando, e uma nuvem de cristais de gelo brilhou azul e branca no ar. Através dela veio Sor Hosteen Frey, endurecido até a cintura pela neve, um corpo nos braços. Em todos os bancos, homens baixaram seus copos e colheres para ver boquiabertos o macabro espetáculo. O salão ficou em silêncio.
Outro assassinato.
A neve escorregava do manto de Sor Hosteen, enquanto ele caminhava em direção à mesa principal, seus passos ressoando contra o chão. Uma dúzia de cavaleiros Frey e homens em armas entraram atrás dele. Um era um garoto que Theon conhecia; Grande Walder, o pequeno, cara de raposa e magro como um palito. Seu peito, braços e manto estavam salpicados de sangue.
O cheiro daquilo agitou os cavalos. Os cães saíram debaixo das mesas, farejando. Homens se ergueram dos bancos. O corpo nos braços de Sor Hosteen brilhava sob a luz das tochas, blindado em gelo rosado. O frio que fazia lá fora congelara seu sangue.
O filho de meu irmão Merrett. – Hosteen Frey colocou o corpo no chão, diante do estrado. – Massacrado como um porco e enfiado embaixo de um monte de neve. Um garoto.
Pequeno Walder, pensou Theon. O grande.
(ADWD, Theon)
Como se vê, o assassinato é apresentado com uma pompa ausente nas demais mortes. É claro que o garoto Frey tem um status diferentes dos homens de armas que vinham sendo assassinatos, porém as reações a sua morte também revelaram que algo fora da curva estava acontecendo.
As lavadeiras de Abel, que estavam provocando as mortes no castelo, assim reagem à censura nos olhos de Theon:
Olhou para Rowan. Há seis delas, lembrou. Qualquer uma pode ter feito isso. Mas a lavadeira sentiu seu olhar.
– Isso não é trabalho nosso – disse.
– Quieta – Abel a advertiu.
A situação no grande salão de Winterfell se desenrola para tornar a morte de Pequeno Walder Frey um crime de Wyman Manderly. Como Jared, Rhaegar e Symond Frey já haviam sumido depois de passarem por Porto Branco, não era difícil atribuir qualquer culpa a Lorde Wyman:
Lorde Ramsay desceu do estrado até o garoto morto. Seu pai se ergueu mais lentamente, olhos claros, encarando solene.
– Isso foi trabalho sujo. – Pela primeira vez, a voz de Roose Bolton estava alta o suficiente para ser ouvida. – Onde o corpo foi encontrado?
– Embaixo daquela fortaleza destruída, meu senhor – respondeu Grande Walder. –Aquela com as velhas gárgulas. – As luvas do menino estavam empastadas com o sangue do primo. – Eu disse para não sair sozinho, mas ele falou que tinha que encontrar um homem que lhe devia prata.
– Que homem? – Ramsay exigiu saber. – Dê-me seu nome. Aponte-o para mim, garoto, e eu lhe farei um manto com a pele dele.
– Ele nunca disse, meu senhor. Apenas que ganhou o dinheiro nos dados. – O garoto Frey hesitou. – Foram uns homens de Porto Branco que o ensinaram a jogar. Não sei dizer quais, mas foram eles.
– Meu senhor – trovejou Hosteen Frey. – Conhecemos o homem que fez isso. Matou este garoto e todos os demais. Não com suas mãos, não. É muito gordo e muito covarde para matar por conta própria. Mas por sua ordem. – Virou-se para Wyman Manderly. – Nega isso?
Manderly, contudo, não se deixa intimidar. Na verdade, o Lorde de Porto Branco não faz qualquer defesa para si ou para seus homens. Ignora a investigação totalmente e parte de vez para o ataque a Casa Frey, algo que não se sentiu à vontade para fazer nem mesmo quando estava em sua própria cidade.
O Senhor de Porto Branco mordeu uma linguiça no meio.
Confesso... – Limpou a gordura dos lábios com a manga. – ... confesso que conhecia pouco este pobre garoto. Era escudeiro de Lorde Ramsay, não era? Quantos anos tinha o rapaz.
Nove, no último dia de seu nome.
Tão jovem – disse Wyman Manderly. – Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey.
A seguir, Hosteen fere Wyman quase mortalmente e diversos homens de arma Frey e Manderly morrem em uma luta que é separada por lanceiros Bolton. Para evitar mais confrontos, Roose envia os Frey na vanguarda do ataque a Stannis na Vila dos Arrendatários eu assunto morre, sem que seja solucionada a morte de Pequeno Walder.
Muitos leitores já apontaram culpados. Desde o óbvio Lorde Manderly até o misterioso Fantasma de Winterfell. Alguns até mesmo acusaram Ramsay Bolton, alegando que ele imaginava que o garoto o estivesse espionando e que ele armou a cena para que Manderly levasse a culpa.
Entretanto, a teoria que se tornou mais famosa foi a que Pequeno Walder foi morto por seu próprio primo, Grande Walder, por um motivo torpe e fútil (especialmente para uma criança de nove anos), que servirá de prenúncio do futuro da Casa Frey.
Pequeno Walder e Grande Walder são primos enviados para serem criados em Winterfell como parte da aliança entre rei Robb Stark e lorde Walder Frey. Por serem crianças, comentários estúpidos são esperados, assim como que eles compartilhem os mesmo valores que os adultos com quem conviveram. No caso das Gêmeas, o lodaçal Frey de pessoas mesquinhas e egoístas encabeçado por lorde Walder.
Há várias exceções, claro. Freys são seres humanos, então há decentes e indecentes. Mas pelo que vimos através de Pequeno e Grande Walder, eles pareceram mais identificados com o último tipo. Especialmente, Grande Walder.
Com efeito, Grande Walder manifesta uma expertise e crueza muito singulares para uma criança quando o assunto é a ascensão ao poder:
Nós somos primos, não irmãos – acrescentou Grande Walder, o menor. – Eu sou Walder, filho de Jammos. Meu pai é filho de Lorde Walder e da sua quarta esposa. Ele é Walder, filho de Merrett. A avó dele era a terceira esposa de Lorde Walder, a Crakehall. Ele está na minha frente na linha de sucessão, apesar de eu ser mais velho.
Só por cinquenta e dois dias – retrucou Pequeno Walder. – E nenhum de nós jamais ficará com as Gêmeas, seu estúpido.
Eu ficarei – declarou Grande Walder.
(ACOK, Bran I)
Quando chegou a Winterfell a notícia da morte de Stevron Frey, tudo que os garotos conseguem pensar é na linha de sucessão, porém Grande Walder consegue ser mais frio do que seu primo:
[...] Isso significa que Sor Emmon é agora o herdeiro?
Não seja burro – o primo rebateu. – Os filhos do primogênito vêm antes do segundo filho. O seguinte na linha de sucessão é Sor Ryman, e depois Edwyn, e Walder Negro e Petyr Espinha. E depois Aegon, e todos os filhos dele.
Ryman também é velho – disse o Pequeno Walder. – Já passou dos quarenta, aposto. E tem uma barriga ruim. Acha que ele vai ser o senhor?
Eu serei o senhor. Não me interessa se ele é ou não.
(ACOK, Bran V)
Entretanto, falar é uma coisa, fazer é outra. Grande Walder teria coragem de matar seu primo no afã de herdar o título de Senhor da Travessia? Sim, e o que demonstra isso é justamente as dinâmicas de um jogo exatamente chamado “Senhor da Travessia” que os Frey trouxeram para Winterfell:
Para jogar, punha-se o tronco atravessando a água e um jogador ia para o meio com o bastão. Era o senhor da travessia, e, quando um dos outros jogadores se aproximava, ele tinha de dizer: “Eu sou o senhor da travessia, quem vem lá?”. E o outro jogador tinha de inventar um discurso sobre quem era e o motivo pelo qual devia ser autorizado a atravessar. O senhor podia obrigá-los a prestar juramento e a responder a perguntas. Não tinham de dizer a verdade, mas os juramentos deviam ser cumpridos, a não ser que incluíssem a palavra “talvez”. Portanto, o truque era dizer essa palavra sem que o senhor da travessia notasse. Então, podia-se tentar atirá-lo na água, e quem conseguisse passaria a ser o senhor da travessia, mas só se tivesse dito “talvez”. Caso contrário, ficaria fora do jogo. O senhor podia atirar qualquer um na água sempre que quisesse, e era o único que podia usar um bastão.
Na prática, o jogo parecia resumir-se a empurrões, pancadas e quedas na água, acompanhados de sonoras discussões sobre se alguém tinha ou não dito “talvez”. Normalmente, era o Pequeno Walder o senhor da travessia.
Dessa forma, os Walder eram educados por meio desse jogo disputarem o título de Senhor da Travessia à base da violência. Na dinâmica entre os primos, Grande Walder geralmente ocupava a posição de contestante, como se estivesse destinado a derrubar o primo em algum momento.
É notável como GRRM gasta mais tempo explicando as regras deste jogo do que qualquer outro nos livros. Parece que o escritor está querendo nos mostrar como a criação nas gêmeas favorece a competição, tirania e a traição como valores inerentes à Casa. Os jogadores tem que enfrentar desarmados os caprichos do “Senhor” armado e somente são autorizados a derrubá-lo uma vez que o tiverem enganado.
Este jogo está tão entranhado na cultura das Gêmeas que até o nonagenário Lorde Walder faz referência a ele quando Robb vem se arrastando após trair seu compromisso com a Casa Frey:
Tenho de tratar da travessia de meus homens para a outra margem, senhor – disse Robb.
Eles não se perderão – objetou Lorde Walder. – Já atravessaram uma vez, não foi? Quando vieram do norte. Quiseram atravessar, e eu concedi-lhes passagem, e você nunca disse talvez, heh. Mas faça o que quiser. Leve todos os homens pela mão, se assimentender, por mimtanto faz.
(ASOS, Catelyn VI)
Por outro lado, Grande Walder devia estar em crescente insatisfação por seu primo estar ganhando a comapnhia de Ramsay:
Pequeno Walder se tornara o favorito de Lorde Ramsay, e cada dia parecia mais com seu senhor, mas o menor dos Frey era feito de material diferente, e raramente tomava parte nos jogos e nas crueldades do primo.
(ADWD, Fedor III)
Esta semelhança crescente entre o Frey assassinado e Ramsay é um sinal de que a disputa entre os Frey poderia se tornar uma tragédia de família. Afinal, Ramsay é acusado de ter matado seu meio-irmão Domeric. Sendo assim, Grande Walder pode ter pensado em matar o primo para prevenir que este viesse a ameaçar sua posição.
E, de fato, Grande Walder demonstra trata o uso da violência com indiferença, inclusive quando são pessoas de seu próprio sangue que estão em questão. Como quando Theon-Fedor pergunta a ele por Rhaegar, Jared e Symond Frey:
Encontraram seus primos, meu senhor?
Não. Nunca achei que os encontraríamos. Estão mortos. Lorde Wyman os matou. Isso é o que eu teria feito se fosse ele.
(ADWD, Fedor III)
Por fim, as circunstâncias em que o corpo de Pequeno Walder é apresentado denunciam que há algo de errado na história contada por Grande Walder.
Hosteen Frey afirma que Pequeno Walder foi “massacrado como um porco e enfiado embaixo de um monte de neve”, portanto quem quer que tenha retirado o garoto do local onde foi achado deveria estar molhado de neve, mas não necessariamente de sangue.
E é isso que ocorreu a Hosteen, que é descrito como “endurecido até a cintura pela neve” e sendo visível que “neve escorregava” de seu manto.
A coisa é bem diferente com Grande Walder, cujas luvas “estavam empastadas com o sangue do primo”. É claro que alguém poderia arguir que ele estava com sangue do primo devido a ter encontrado o corpo primeiro debaixo da pilha de neve e teve contato com o ferimento antes de todos.
É dito que mesmo nos braços de Hosteen “o frio que fazia lá fora congelara” o sangue no ferimento do menino morto. Assim, se o garoto teve contato com o sangue congelado e saiu para chamar Hosteen para desenterrá-lo, é possível que fluído tenha derretido no meio tempo, ensopando suas luvas.
Contudo, é extremamente suspeito que “seu peito, braços e manto estavam salpicados de sangue”. Com o frio que fazia lá fora, era praticamente impensável que tanto sangue tivesse salpicado seu peito, braços e, especialmente seu manto.
Entretanto, por mais suspeito que isso seja, não chamou a atenção de ninguém presente. Talvez isso se deva ao fato de que os presentes estivessem muito concentrados em incriminar Lorde Wyman, que não prestaram a atenção a estes detalhes investigativos. Tudo aconteceu muito rápido e os humores já estavam exaltados desde o momento em que Hosteen entrou no recinto com o corpo.
Por outro lado, o fato de Hosteen não ter ligado os pontos quando teria visto Grande Walder todo ensaguentado, enquanto ele mesmo, que desenterrara o garoto, não tinha quase nenhum traço de sangue, provavelmente se deve ao fato de [SPOILERS de Ventos do Inverno]ele ser considerado estúpido, nas palavras de Stannis Baratheon.
De todo modo, o assassinato do Pequeno pelo Grande (do mais novo pelo mais velho, do mais alto pelo mais baixo) parece servir de prenúncio para como a cultura de concorrência da família Frey irá resultar em guerra civil nos próximos livros, todos jogando a versão Frey do jogo dos tronos.
E isto parece estar previsto por uma das rimas de Cara-Malhada, quando ele diz:
– Debaixo do mar, o peixe velho come o peixe novo. [...] Eu sei, eu sei, ei, ei, ei.
(ASOS, Davos V)
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2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
(Limite de Caracteres continua nos Comentários)
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2020.04.21 12:15 Moyyaa Green text

>eu tinha 10 anos
>e tambem tinha um amigo com a mesma idade
>vamos chama-lo de Jef, pra não explanar ele.
>moravamos no mesmo prédio
>juntos, eramos um inferno
>corriamos pelas ruas do condominio pulando achando que eramos ninjas
>quebravamos as coisas (sem querer) e os guardinhas odiavam a gente
>gritaria pra caralho
>mais que doentes
>o pai do Jef era um pai muito bravo
>quando eu digo bravo, é pq era realmente bravo, rídigo pra caralho
>na frente do pai ele era um anjo, nem parecia meu amigo
>da porta do apartamento dele pra fora, ele se transformava
>pai dele batia muito nele quando descobria alguma merda que aquele zé ruela fazia, mas ele escondia bem
>o pai dele era tão rígido que meu amigo tinha que pedir benção quando via o pai dele
>ja meus pais eram de boa
>a família dele foi viajar pra Atiabáia - SP, interior, onde eles tinham uma chácara na beira de um lago
>pai dele me convidou e minha mãe permitiu
>la vamos nós, todos felizes no carro do pai dele pra Atiabaia
>chegando la, de manhã, ele deixou nós 2 sozinhos na chácara
>disse, com aquele tom amedrontador ''voces moleques ficam aqui, eu vou na casa da tia ver oque eles precisam, se fizerem merda ja sabem''
>eu falo ''tabom tio'' num cagaço
>o pai dele era muito macho
>tao macho que quando falasse qualquer coisa voce ja se sente sem testosterona suficiente pra responder
>Jef diz que vai ficar tudo bem, pro pai nao se preocupar
>agora que começa a desgraça
>vamos pra piscina, lá tinha uma
>pai dele ja saiu tem uns 10 minutos
>vizinho encosta no muro e diz
>''ôoooo rapaziada, cade o Nivaldo?'' (pai do meu amigo)
>''Saiu, moço, pq?'' meu amigo responde
>*sotaque do interior* ele responde, ''Ahh, eu gosto muito do sr.Nivaldo, eu pesquei uma dúzia de peixes aqui e quero presentea-lo, posso deixar com vocês?''
>''pode sim tio'', eu respondo antes do meu amigo ter reação
>pegamos os peixes pelo muro, uns 12 peixes
>os peixes estao sem água, só em uma redinha
>eu ja grito, ''CORRE JEFF, ELES VAO MORRER''
>jeff e eu, duas crianças desesperadas pela vida dos peixes pensamos rápido e decidimos que jogaremos na piscina naquele momento
>chegamos na piscina em questão de segundos correndo e jogamos eles lá
>missão cumprida
>peixe bom é peixe vivo
>eu fico feliz pela vida dos peixes
>estão todos vivos
>eu e o jef mergulhamos na piscina e gostamos de nadar com os peixes
>ficamos la
>a gente tava fingindo que era peixe tambem
>dois doentes
>ok
>eles estavam fracos e lentos
>então pegamos um por um e colocamos em um balde que encontramos proximo da piscina
>todos os peixes estao no balde
>jeff diz ''mano, fecha o olho''
>eu ''pq??''
>''fecha o olho mano''
>fechei
>abri novamente
>vi a cena que jamais imaginei
>jeff, sim, o jeff tava mijando na porra do balde
>''CARALHO JEFF OQUE VC TA FAZENDO MANO''
>Jeff, como uma criança, argumenta, usando toda sua filosofia e conhecimento humano, ele diz
>''KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK''
>ele ganhou
>nao tem como contra-argumentar isso
>eu me rendo
>eu dou risada dessa merda
>logo depois dele eu faço igual
>pronto, temos um balde com uma duzia de peixes, cheio de agua e mijo de criança retardada
>Jeff ''meu pai jamais pode saber disso, vamos trocar essa agua''
>''ok''
>nenhum dos dois tem coragem de trocar a merda da agua mijada
>descutindo pra ver quem trocaria, o pai dele chega
>foi tao rápido que nem deu tempo de pensar
>parece que brotou do chão
>''meninos oque voces estao aprontando?''
>''benção pai, nada'', respondeu o jef
>''oque é isso?''
>''vizinho deu uns peixes pro senhor'', diz jeff
>o pai dele responde ''nossa, vamos levar entao pra casa da tia que ja ta na hora do almoço''
>eu olho pra cara do meu amigo, e ele pra minha
>sabemos que estamos fudidos
>nao deu tempo de trocar a agua
>nem passou pela cabeça tomar qualquer atitude, a gente tava num cagaço enorme
>colocamos o balde com um plastico em cima dentro do porta-malas com a ajuda do pai dele
>pai dele nao desconfia, ele nem olha pra dentro do balde direito
>vamos pra casa da tia dele
>2 moleques capetas e hiperativos, 100% CALADOS no carro
>pai dele fala ''vcs tao mt quietos, tem algo de errado''
>Jeff se cagando de medo do pai
>eu olho pro meu amigo, e pela cara dele ele ja sabe que vai ter que ajoelhar no milho depois de umas boas cintadas
>o Sr.Nivaldo nao sente o cheiro, ufa, mas nem eu e meu amigo sentimos, acho que a urina não tava fedendo (ainda)
>ele volta pro carro, seca um pouco as maos na propria camisa e volta a dirigir com as maos meladas, ele acha que é do peixe
>eu só queria sumir dali naquele momento
>chegamos na casa da tia dele
>é manos, agora a noticia ruim de verdade começa
>nao era qualquer almoço de domingo
>era um almoço em familia comemorativa de alguma coisa
>tava toda a familia dele dentro daquela casa
>tinha deis de criancinha até idoso
>os primos pegam o balde do porta malas
>eles nem desconfiam de nada e levam os peixes pra cozinha
>ficamos olhando a cena, em choque
>enquanto um dos primos prepara um dos peixes, ele aperta a barriga do peixe de uma forma com que o peixe mija
>passa pela minha cabeça que o peixe ta mijando nosso mijo
>eu DOU RISADA PRA CARALHO MANO
>nao consigo me conter
>a familia inteira acha eu estranho
>almoço pronto
>eu digo que não queria comer o peixe, e pego só arroz. e o jeff só queria um prato bem grande de infarto fulminante pra sair dali
>eu tava quase fingindo que arroz puro era meu prato favorito já
>a familia toda acha estranho minha atitude e a dele.
>eu vejo os avós dele comendo o peixe e eu dou risada incontrolavelmente
>piora ainda mais a situação quando olho pro outro lado e vejo as criancinhas se deliciando com o peixe mijado
>oque eu fiz senhor? eu sou um monstro?
>oque eu poderia fazer ja naquele momento trágico?
>eu não achava que chegaria nessas proporções
>eu não sei, mas eu ri automaticamente, eu ri de tristeza, eu ri de angustia, e tambem ri pq foi engraçado pra caralho pra uma criança
>todo mundo me pergunta oque foi
>Jeff vira a cabeça pra mim igual o boneco dos jogos mortais, todo travado, só mechia do pescoço pra cima, e pergunta ''é... oque foi?'' como se nao soubesse de nada
>há resquícios de lágrimas nos olhos arregalados do jeff, ele não pisca enquanto me encara e espera uma resposta
>não consigo responder, eu to em pânico total
>o meu amigo ta soando frio, ele não ri, o medo dele é perceptivel de longe
>na verdade, o jeff travou, ele deu tela azul
>o pai do jeff tinha criação do interior e das antigas, se o pai dele descobre aquilo, até eu que não era filho dele ia apanhar, imagina o Jeff, ele seria uma criança morta
>pai dele desconfia e diz, ''não é possivel voces estarem estranhos assim, voces fizeram alguma coisa com esses peixes aqui'' com a boca cheia de peixe
>Jeff fica desesperado, os olhos se arregalam mais ainda, e ele nega antes mesmo do pai dele terminar de falar.
>jeff vai correndo na mesa, pega um peixe, coloca no prato e come
>''viu pai?? to comendo, nao tem nada de errado nao'' diz o jeff
>o jeff ta travado comendo o peixe com nosso proprio DNA infantil
>eu não ia comer o peixe mijado pra provar algo, mas ele teve a brilhante ideia de comer
>eu só queria sair dali, eu queria sumir naquele momento, vai que alguem manda eu comer o peixe por algum motivo
>a cada 1 segundo eu me perguntava que merda eu tinha feito
>eu to tentando segurar a risada no almoço mas é impossivel pra uma criança... ta muito feio isso...
>eu nem conheço essas pessoas...
>família dele mal me conheceu e ja acha que sou doente por ficar rindo do nada
>fomos embora depois do almoço
>eu e o jeff estamos muito transtornados olhando pela janela no banco de tras com cara de paisagem sem falar nada
>jef ta traumatizado, travado e não volta ao normal tão cedo
>a familia dele nunca mais me convidou, afinal, me acharam doente por rir ''sem motivo'' o tempo todo
>ou seja
>dei a parecer que eu era um completo doente com pouca sanidade mental
>se o dia foi ruim pra mim, imagina pro Jef, que vai ter que lidar com o fato de que ele deu peixe banhado em urina pra familia toda dele comer, toda vez que ele olhar pra algum familiar
>decidi transformar essa historia da minha vida em GT pois estava entediado
>até hoje, ninguem mais sabe disso, só eu e o Jef... e agora voce.
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2020.03.07 07:00 altovaliriano Conteúdos da semana - 29.02 a 06.03

Antes que me perguntem, não ouvi/assisti nem metade desses.
Já estou pensando em remover 4 ou 5 desses canais na semana que vem.
As descrições são aquelas feitas pelos próprios canais e nãos constarão em tópicos futuros. Coloquei agora no começo para orientar quem não conhece os canais.
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2020.03.06 03:56 altovaliriano A glorificação da guerra e o sonho de Dunk

Em uma “segunda de SSM”, eu tratei sobre uma entrevista que o jornal britânico The Guardian fez com Martin. No final do artigo, o jornalista relata que perguntou a Martin qual era sua cena favorita nos livros e recebeu uma resposta inesperada:
Com isso em mente, ele tem uma cena favorita em que sentiu a escrita realmente acertou em cheio? Eu perguntei plenamente esperando que ele mencionaria um dos momentos mais famosos, como o Casamento Vermelho, por exemplo, ou a morte chocante de Ned Stark no primeiro livro.
Houve uma longa pausa antes que a resposta surpreendente chegasse. “Lembro que houve um discurso que um septão [a versão westerosi de um padre] faz a Brienne sobre homens quebrados e como eles se quebram. Eu sempre fiquei muito satisfeito em ter escrito aquilo”.
O discurso em questão é um pesado e longo monólogo do Septão Meribald dá em O Festim dos Corvos, no 5º capítulo de Brienne. Podrick pergunta se desertores e foras-da-lei de equivalem e Brienne responde laconicamente, mas Septão Meribald dá um resposta longa sobre como os desertores são o resultado da destruição que a guerra dos nobres causa na vida dos plebeus.
A quem conhece um pouco do pensamento de GRRM, a resposta ao jornalista apenas parece refletir sua posição pessoal anti-guerra que permeia toda sua obra, desde a primeira história que vendeu profissionalmente, “O Herói”. Em As Crônicas de Gelo e Fogo, o autor expõe o tempo todo as consequências catastróficas da guerra, tanto para o lado vitorioso quanto para o perdedor.
Inclusive, existe um longo e excelente texto escrito por um expert em armas nucleares que demonstra como Martin se inspirou nestes dispositivos de destruição em massa para criar os dragões de seu mundo e todo o jogo político ao redor de quem vai dominá-los. O fato de alguém conseguir puxar tantos paralelos entre armas nucleares e dragões dá uma pista do tom antiguerra de ASOIAF, além de mostrar o quanto ser baby-boomer influencia na visão de mundo de GRRM.
Como era natural de se esperar, os contos de Dunk e Egg não escapam a este tipo de abordagem. Porém, aqui Martin preferiu manifestar o tema de forma onírica.
Em um recente tópico aqui no valiria, eu tentei explorar as razões que fizeram com que GRRM nos contasse sobre a viagem de Dunk e Egg à Dorne, quando ele parece ter mudado de ideia sobre qual seria o enredo da história sucessora de O Cavaleiro Andante.
Dentre várias razões que apontei para a manutenção da jornada dornesa nos flashbacks de Dunk, eu especulei que a história da morte de Castanha serve como mote para o sonho de Dunk, pois essa história revela como inocentes podem morrer por decisões estúpidas de seus senhores. Mas eu gostaria de acrescentar que inocentes e votos de cavaleiro também morrem quando cavaleiros põem o cumprimento dos deveres para com seus senhores acima de proteger os fracos.
Este é o sentido do sonho de Dunk, emanado do sentimento anti-guerra de Martin, conforme analisarei a seguir.

Um cavaleiro antes de uma espada juramentada

De fato, desde o primeiro treinamento dos plebeus que obedeceram ao chamado de Sor Eustace para a guerra contra a Rohanne fica claro que eles não teriam qualquer chance contra os cavaleiros da viúva.
Quando Dunk afirma que a necessidade de mandar todos a morte por um disputa tão pequena é uma escolha que não cabe a eles, Egg responde com uma alegoria à lição de Sor Arlan, de não dar nomes a cavalos para evitar sofrer quando eles morrem:
– Isso não é você nem sou eu quem vai dizer – Dunk respondeu. – É dever de todos eles ir para a guerra quando Sor Eustace os convoca... e morrer, se necessário.
– Então não devíamos ter dado nomes para eles, sor. Isso só vai tornar a dor mais difícil para nós quando morrerem.
(A Espada Juramentada)
De fato, é incrível a quantidade de parágrafos que GRRM leva descrevendo o processo de “batismo” dos camponeses que tinham nomes iguais. A princípio, eu não entendi porque Martin achou que isso era importante, até que eu comecei a decodificar o sonho de Dunk.
Essencialmente, o que aconteceu com Castanha nas areias de Dorne é o mesmo que está acontecendo em Pousoveloz antes de Dunk começar a pensar em uma saída pacífica para o impasse entre Osgrey e Webber. O sonho é a forma como Dunk, um homem de lealdade inquestionável e raciocínio lento, começa a perceber as consequências da obediência cega que tem prestado a Sor Eustace.

O Prólogo de um sonho

Antes de passarmos à análise do sonho, um pequeno parágrafo precisa ser examinado. Quando Dunk se deita para dormir, ele lembra dos eventos do torneio de Vaufreixo, especialmente das tragédias que ocorreram naquele dia:
Supostamente, estrelas cadentes traziam boa sorte, então ele pediu para Tanselle pintar uma em seu escudo. Mas Vaufreixo trouxera tudo menos sorte para ele. Antes que o torneio acabasse, ele quase perdera uma mão e um pé, e três bons homens perderam a vida. Ganhei um escudeiro, no entanto. Egg estava comigo quando deixei Vaufreixo. E essa foi a única coisa boa de tudo o que aconteceu.
Esperava que nenhuma estrela caísse naquela noite.
(A Espada Juramentada)
Estes pensamentos antes do sonho provavelmente é o que desperta a memória de Dunk e faz com que Baelor e Valarr surjam em seu sonho. Contudo, Dunk cita que três pessoas morreram naquele dia, mas Valarr não era era uma delas.
Essa distinção é importante para entendermos como o subconsciente de Dunk parece estar funcionando durante o sonho. Como veremos a seguir.

Decodificando

Vamos analisar o sonho na íntegra.
Havia montanhas vermelhas a distância e areias brancas sob seus pés. Dunk estava cavando, enfiando uma pá no solo seco e quente e jogando a fina areia branca por sobre os ombros. Estava fazendo um buraco. Um túmulo, pensou, um túmulo para a esperança. Um trio de cavaleiros dorneses estava parado observando e zombando dele em voz baixa. Mais além, comerciantes esperavam com suas mulas, carroças e trenós de areia. Queriam ir embora, mas não partiriam até que ele enterrasse Castanha. Ele não deixaria seu velho amigo para as cobras, escorpiões e cães da areia.
Aqui Martin estabelece a cena, mas eu quero comentar especificamente as partes em negrito.
Aqueles que lembrarem do que realmente aconteceu no enterro de Castanha, devem desde já estranhar os comerciantes esperando Dunk enterrar o cavalo.
Eu não entendi a parte do túmulo à esperança quando li a primeira vez. Mas agora que sabemos que Castanha está sendo usada como alegoria às vítimas das guerras caprichosas dos nobres e à lealdade cega de seus cavaleiros, seu significado fica evidente.
Dunk está pessoalmente cavando um túmulo para os mais fracos, as pessoas que um cavaleiro jura proteger. As pessoas que viram valor nele quando ele enfrentou Aerion por Tanselle. E ao virar as costas para elas, Dunk se torna um cavaleiro hipócrita, como os demais.
Quanto aos três cavaleiros dorneses, a seguir veremos que eles não são os cavaleiros dorneses que estavam com Dunk, mas Sor Arlan, Baelor Quebralanças e Valarr. Martin preferiu apresenta-los aos poucos durante o sonho, por isso suas identidades não são reveladas nesse momento.
Por outro lado, quem lembrar dos detalhes do enterro de Castanha, saberá que não foi assim que os cavaleiros dorneses se portaram.
O castrado morrera de sede, na longa travessia entre o Passo do Príncipe e Vaith, com Egg em suas costas. Suas patas dianteiras pareciam ter se dobrado sob ele e o cavalo ajoelhou, rolou de lado e morreu. Sua carcaça estava ao lado do buraco. Já estava dura. Logo começaria a feder.
Esta realmente parece ter sido a forma como Castanha morreu. Mesmo que valha a pena debater se Martin não está criando um paralelo entre a sede que matou o cavalo e a seca que levaria a morte dos plebeus, me parece que essa parte só está aí para estabelecer o pano de fundo do acontecimento.
Dunk chorava enquanto cavava, para diversão dos cavaleiros dorneses.
Água é preciosa para se desperdiçar – um deles disse. – Não devia desperdiçá-la, sor.
O outro riu e disse:
– Por que está chorando? Era só um cavalo, e bem feio.
Castanha, Dunk pensou enquanto cavava, o nome dele era Castanha, e ele me levou nas costas por anos e nunca empacou ou mordeu. O velho castrado parecia uma coisa lamentável ao lado dos corcéis de areia lustrosos que os dorneses cavalgavam, com suas cabeças elegantes, pescoços longos e crinas se agitando, mas Castanha dera tudo o que podia dar.
É notável perceber que dois dos “cavaleiros” dão mais valor a água do que a Castanha, assim como Eustace (e Rohanne) do que a vida dos plebeus. Contudo, estes “cavaleiros” montam cavalos melhores do que um velho castrado, indicando que eles são de uma estirpe acima da pequena nobreza (como veremos a seguir).
– Chorando por um castrado de costas arqueadas? – Sor Arlan disse, em sua voz de velho. – Ora, rapaz, você nunca chorou por mim, que o colocou sobre as costas dele. – Deu uma risadinha, para mostrar que não queria causar mal com a censura. – Esse é Dunk, o pateta, cabeça-dura como uma muralha de castelo.
– Ele não derrubou lágrimas por mim tampouco – disse Baelor Quebra-Lança, do túmulo. – Embora eu fosse seu príncipe, a esperança de Westeros. Os deuses nunca pretenderam que eu morresse tão jovem.
– Meu pai tinha só trinta e nove anos – lembrou o Príncipe Valarr. – Tinha tudo para ser um grande rei, o maior desde Aegon, o Dragão. – Olhou para Dunk com frios olhos azuis. – Por que os deuses o levariam e deixariam você? – O Jovem Príncipe tinha o cabelo castanho-claro do pai, mas uma mecha loura-prateada o atravessava.
Vocês estão mortos, Dunk queria gritar, vocês três estão mortos, por que não me deixam em paz? Sor Arlan morrera de um resfriado, o Príncipe Baelor, de um golpe dado pelo irmão durante o julgamento de sete de Dunk, e seu filho Valarr, durante a Grande Praga daPrimavera. Não tenho culpa por esse. Estávamos em Dorne, nem mesmo ficamos sabendo.
Sor Arlan é o terceiro cavaleiro, mas o primeiro que vimos ser revelado. Depois, Baelor e, por fim, Valarr. Isso ocorre porque foi nesta ordem que eles morreram, e é a ordem inversa de suas idades.
Enquanto a fala de Valarr é uma repetição quase idêntica do último diálogo entre Dunk e o príncipe (até mesmo as descrições), as falas de Sor Arlan e Baelor se concentram no fato de que Dunk não havia chorado a morte deles, mas agora chorava a morte de um cavalo.
A razão para isso é porque Dunk não foi responsável pelas mortes de nenhum dos três, nem mesmo a de Baelor Quebralanças (ao menos não totalmente). Mas ele foi responsável pela morte de Castanha.
No caso de Valarr, o próprio Dunk não vê culpa sua.
Sor Arlan morreu de um resfriado e os pensamentos de Dunk foram de que “ele teve uma vida longa” e “Devia estar mais perto dos sessenta do que dos cinquenta anos, e quantos homens podem dizer isso? Pelo menos vivera para ver outra primavera” (O Cavaleiro Andante). Portanto, salvo por sentimentalismo, Dunk não havia porque achar que tinha culpa na morte do velho.
Já o Príncipe Baelor entrou no Julgamento dos Setes por conta própria, sem que Dunk sequer cogitasse convidá-lo e para a total surpresa dos Targaryen na equipe dos acusadores. Então, objetivamente não há culpa real de Dunk. Ele não tinha uma escolha real.
Entretanto, mesmo que Dunk sinta-se a culpado, ele sabe que só poderia ser responsável por uma parcela. De fato, como o próprio cavaleiro admite, ele divide o fardo com Maekar: “Você o acertou com a maça, senhor, mas foi por mim que o Príncipe Baelor morreu. Então eu o matei tanto quanto o senhor” (O Cavaleiro Andante).
Contudo, Castanha morreu exclusivamente porque Dunk estava caprichosamente correndo atrás de uma mulher em uma das regiões mais inóspitas dos Sete Reinos.
– Você é louco – o velho disse para ele. – Não vamos cavar nenhum buraco para você quando se matar com essa tolice. Nas areias profundas, um homem deve estocar sua água.
Vá embora, Sor Duncan – Valarr disse. – Vá embora.
A mensagem aqui é bem direta: sacrificar os plebeus em nome do dever como espada juramentada era teimosia inútil, uma “guerra estúpida” como alegara Egg, pois ninguém realmente ligaria se ele morresse ou vivesse.
Egg o ajudava a cavar. O garoto não tinha pá, só as mãos, e a areia voltava para o túmulo tão rápido quanto eles a tiravam. Era como tentar cavar um buraco no mar. Tenho que continuar cavando, Dunk disse a si mesmo, embora suas costas e ombros doessem com o esforço. Tenho que enterrá-lo profundo o bastante para que os cães de areia não o encontrem. Tenho que...
– ... morrer? – perguntou Grande Rob, o simplório, do fundo do túmulo. Deitado ali, tão quieto e frio, com uma ferida vermelha irregular escancarando sua barriga, ele não parecia tão grande.
Dunk parou e o encarou.
– Você não está morto. Você está dormindo no porão. – Olhou para Sor Arlan, em busca de ajuda. – Diga para ele, sor – pediu. – Diga para ele sair do túmulo.
A primeira menção a Egg no sonho é como ajudante de Dunk na missão inútil, o que reflete a última discussão que teve com o escudeiro, na qual conseguiu sua obediência na base da rispidez.
Porém, no meio da tarefa, há a primeira indicação clara de que o ocorrido com Castanha serve de alegoria à situação atual, na qual Dunk está colocando inocentes em perigo ao convoca-los, treiná-los e ficar em negação sobre suas chances.
Até mesmo Sor Bennis, o Marrom, está mais desperto para isto do que Dunk. É claro que o cavaleiro marrom não queria mais trabalho, porém suas atitudes estavam mais voltadas a evitar um banho de sangue do que as tomadas por Dunk.
Com efeito, o cavaleiro não só era contrário a levar a notícia da represa a Sor Eustace, como também não se enganava quanto às chances dos camponeses que estava treinando.
Dunk estava em tamanha negação, que mesmo ao ver Grande Rob mortalmente ferido no buraco em que estava cavando, virtualmente perguntando a Dunk “Tenho que morrer?”, o cavaleiro ainda pediu auxílio a Sor Arlan, seu carinhoso mentor, aquele que lhe ensinou sobre os deveres de uma espada juramentada, que atestasse que nada de errado estava ocorrendo.
Só que não era Sor Arlan de Centarbor que estava parado perto dele, mas Sor Bennis do Escudo Marrom. O cavaleiro marrom só gargalhou.
– Dunk, pateta – disse –, destripar é algo lento, certamente. Mas nunca conheci um homem que viveu com as entranhas penduradas. – Uma espuma vermelha borbulhou em seus lábios. Ele se virou e cuspiu, e as areias brancas beberam tudo.
Buco estava parado atrás dele com uma flecha no olho, chorando lentas lágrimas vermelhas. E lá estava Wat Molhado também, a cabeça cortada quase na metade, com o velho Lem e Pate olho-vermelho e todo o resto. Todos tinham mastigado folhamarga com Bennis, Dunk pensou de início, mas então percebeu que era sangue escorrendo por suas bocas. Mortos, pensou, todos mortos, e o cavaleiro marrom zurrava.
– Sim, melhor se manter ocupado. Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca.
Porém, no lugar de Sor Arlan estava Sor Bennis. Isto é o sinal de que não havia lição de honra a ser aprendida, só a realidade nua e crua finalmente se mostrando a Dunk.
Todos morreriam na guerra e tudo seria absorvido e justificado por ela. Até mesmo pessoas que Dunk julgava estarem fora do alcance do conflito, como Egg.
A pá escorregou das mãos de Dunk.
– Egg – gritou –, fuja! Temos que fugir! – Mas as areias escorregavam sob seus pés. Quando o garoto tentou se precipitar para fora do buraco, tudo desmoronou. Dunk viu as areias cobrirem Egg, enterrando-o enquanto ele abria a boca para gritar. Tentou abrir caminho até o escudeiro, mas as areias erguiam-se por todos os lados, puxando-o para o túmulo, enchendo sua boca, seu nariz, seus olhos...
Apesar da alegoria, o sonho aqui mostra bem claramente que a indolência de Dunk levaria todos para dentro do túmulo que Dunk estava escavando para aqueles que morreram porque ele fechou os olhos.
A mensagem anti-guerra que parece estar subjacente aqui é a de que o cumprimento cego do dever não absolve ninguém da responsabilidade pelos mortos, e o conflito atinge a todos indiscriminadamente. E as consequências nefastas da guerra estão por todo nas terras Osgrey. Seja nas vilas ou nas amoreiras.

O epílogo de um sonho

Para finalizar, é preciso analisar o que realmente aconteceu durante o enterro de Castanha.
A primeira coisa a entender é que Dunk não chorou e não houve enterro nenhum:
Nunca chorei. Posso ter tido vontade, mas nunca chorei. Ele tentara enterrar o cavalo também, mas os dorneses não esperaram.
Porém, a lição que Dunk ouviu de um dos cavaleiros dorneses era relativa ao ciclo da vida e a aceitação de que os animais carniceiros que viriam cear da carne de Castanha estavam protegendo a sua própria prole:
– Cães de areia precisam alimentar seus filhotes – um dos cavaleiros dorneses dissera para ele enquanto o ajudava a tirar a sela e os arreios do castrado. – A carne dele vai alimentar os cães ou as areias. Em um ano, seus ossos estarão totalmente limpos. Isso é Dorne, meu amigo.
A partir desta mensagem é que Dunk, já acordado, faz uma nova reflexão sobre as eventuais mortes dos plebeus. Porém, nem mesmo nesta nova meditação Dunk é capaz de achar significado algum para que os novos soldados de Osgrey percam suas vidas:
Ao lembrar-se daquilo, Dunk não pôde deixar de se perguntar quem se alimentaria das carnes de Wat, Wat e Wat. Talvez haja peixes xadrezes no Riacho Xadrez.
Encerrada a questão no plano onírico e no plano racional, não surpreende que Dunk tenha, logo depois do treinamento, perguntando a Sor Osgrey por uma alternativa.
Uma espada juramentada deve serviço e obediência ao seu suserano, mas isso é loucura.

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2020.02.29 03:57 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 1

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52681254060
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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[...] Agradecimentos aos usuários, especialmente tze , do fóruns do Westeros.org, que montaram essa teoria. Os tópicos originais podem ser lidos aqui e aqui .

O norte se lembra

Entre os momentos mais memoráveis e impressionantes da ADWD, estão os nortenhos que expressando eternos amor e lealdade aos Starks, apesar de a casa parecer estar à beira da extinção - herdeiros mortos, desaparecidos ou em cativeiro; sua sede ancestral em ruínas e ocupada por inimigos.
Lyanna Mormont, de dez anos, rejeita categoricamente Stannis Baratheon como seu rei.
– A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK. [...]
(Jon I, ADWD)
Wylla Manderly, uma garota com menos de quinze anos, acha insuportáveis as mentiras traiçoeiras dos Frey e as denuncia ao ouvidos de toda a corte de seu avô.
– Mil anos antes da Conquista, foi feita uma promessa, e votos foram jurados na Toca do Lobo, diante dos velhos deuses e dos novos. Quando estávamos feridos e sem amigos, expulsos de nossas casas e com nossas vidas em perigo, os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. Esta cidade foi construída sobre as terras que eles nos deram. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!
(Davos III, ADWD)
Os homens do clã das montanhas do norte enfrentam a morte em razão do inverno e da espada, às centenas fazendo uma marcha árdua até Winterfell, apenas para tentar salvar a filha de Ned Stark.
- [...] O inverno está quase sobre nós, rapaz. E o inverno é a morte. Eu prefiro que meus homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas. Ninguém canta canções sobre homens que morrem assim. Quanto a mim, estou velho. Este será meu último inverno. Deixe que me banhe em sangue Bolton antes de morrer. Quero senti-lo espirrar em meu rosto quando enterrar meu machado em um crânio Bolton. Quero lamber o sangue dele de meus lábios e morrer com o gosto na boca..
(ADWD, O prêmio do rei)
E, é claro, Wyman Manderly, que foi corajoso a ponto de assar seus inimigos em tortas de Frey e servi-las aos usurpadores Boltons em um banquete de casamento.
- [...] Inimigos e falsos amigos estão ao meu redor, Lorde Davos. Infestaram minha cidade como baratas, e à noite posso senti-los rastejando sobre mim. – Os dedos do homem gordo se dobraram fechando o punho, e todos os seus queixos tremiam. – Meu filho Wendel foi para as Gêmeas como convidado. Comeu o pão e o sal de Lorde Walder e pendurou sua espada na parede para banquetear com amigos. E eles o assassinaram. Assassinaram, eu digo, e que os Frey se engasguem com suas fábulas. Bebi com Jared, brinquei com Symond, prometi para Rhaegar a mão da minha amada neta... mas nunca pense que isso significa que me esqueci. O Norte se lembra, Lorde Davos. O Norte se lembra, e a farsa está quase no fim.
(ADWD, Davos IV)
É tudo terrivelmente inspirador. E ao perceber o jogo de Manderly, ao ver quão profundo é o ódio pelos Boltons e Freys, alguns começaram a se perguntar se não há mais. Assim nasceu a Grande Conspiração Nortenha. No final da Dança dos Dragões, quase todas as casas do norte estão secretamente conspirando juntas para recolocar os Starks no poder, jogando Stannis e os Boltons uns contra os outros com o bônus de matar muitos e muitos Freys. Além do mais, especula-se que os conspiradores não querem apenas um Stark em Winterfell, mas um rei no Norte novamente. E os nortenhos já chegaram a um acordo sobre cuja cabeça a coroa de Robb deve enfeitar, embora ainda não tenham informado o bastardo sortudo.
Jon Stark, rei do inverno
Lembremos que há dois livros e quinze anos atrás Robb provavelmente legitimou Jon e nomeou seu meio-irmão rei no norte, caso ele morresse sem filhos.
[Robb:] “Um rei precisa ter um herdeiro. Se morrer em minha próxima batalha, o reino não pode morrer comigo. Pela lei, Sansa é a seguinte na linha de sucessão, portanto, Winterfell e o Norte devem passar para ela. – A boca dele comprimiu-se. – Para ela, e para o senhor seu esposo. Tyrion Lannister. Não posso permitir que isso aconteça. Não permitirei. Esse anão não pode nunca possuir o Norte.
– Não – concordou Catelyn. – Tem de nomear outro herdeiro, até o momento em que Jeyne lhe dê um filho. – Refletiu por um momento.
– O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray com certeza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
– Mãe. – Havia certa rispidez no tom de Robb. – Está se esquecendo. Meu pai teve quatro filhos homens.
Catelyn não tinha se esquecido; não quis encarar o fato, mas ali estava.
– Um Snow não é umStark.
– Jon é mais Stark do que um fidalgo qualquer do Vale que nunca sequer pôs os olhos em Winterfell.
– Jon é um irmão da Patrulha da Noite, e jurou não tomar esposa nem possuir terras. Aqueles que vestem o negro servem para a vida.
– O mesmo acontece com os cavaleiros da Guarda Real. Isso não impediu os Lannister de arrancar o manto branco de Sor Barristan Selmy e de Sor Boros Blount quando deixaram de ter utilidade para eles. Se eu enviar à patrulha uma centena de homens para o lugar de Jon, aposto que vão encontrar alguma maneira de libertá-lo de seus votos.
Ele está decidido a fazer isso. Catelyn sabia como o filho podia ser teimoso.
– Um bastardo não pode herdar.
– É verdade, a menos que seja legitimado por decreto real – disse Robb. [...]
– [...] Já pensou em suas irmãs? E os direitos delas? Concordo que não podemos permitir que o Norte passe para o Duende, mas e Arya? Por lei, ela vem depois de Sansa... sua própria irmã, legítima...
– ... e morta. Ninguém viu ou ouviu falar de Arya desde que cortaram a cabeça do pai. Por que você mente para si mesma? Arya partiu, assim como Bran e Rickon, e matarão também Sansa assim que o anão conseguir dela um filho. Jon é o único irmão que me resta. Se eu morrer sem descendência, quero que ele me suceda como Rei no Norte. Tive a esperança de que apoiasse a minha escolha.
– Não posso – disse ela. – Em tudo o mais, Robb. Em tudo. Mas não nessa... nessa loucura. Não me peça isso.
– Não tenho de pedir. Sou o rei. – Robb virou-se e afastou-se, com Vento Cinzento saltando de cima da tumba e pulando atrás dele.
(ASOS, Catelyn V)
Agora, os advogados do diabo argumentaram que Robb talvez mudou de idéia sobre nomear Jon como seu herdeiro após essa conversa com Catelyn, a qual o lembra (não resumidamente) de sua confiança indevida em Theon, outro que ele considerava um irmão. Além disso, os Lannister dificilmente parecem adequados como modelo de como liberar alguém de seus votos honrosamente, e o Norte geralmente tem a Patrulha da Noite em uma estima muito mais alta do que o resto de Westeros.
Por outro lado, imagino que a disposição dos senhores do norte de isentar Jon das antigas leis e tradições seja diretamente proporcional ao quanto eles desprezam cogitar um filho de Sansa com Tyrion, um filho da falsa Arya com Ramsay , ou um senhor aleatório do Vale que herdou Winterfell e a lealdade deles. Acho que o que todos podemos concorda é com a chegada de um fogaréu mais quente que a Peridção de Valíria, [risadas]. Além do que, existe um precedente para um conselho de nobres liberar um meistre de seus votos – o qual é muito semelhante ao juramento da Patrulha no que concerne a celibato, neutralidade política e serviço vitalício - com a bênção de um oficial religioso reconhecido.
[Mormont:] Você sabe que podia ter sido rei?
Jon foi pego de surpresa.
– Ele contou-me que o pai foi rei, mas não… Julguei que talvez fosse um filho mais novo.
– E era. [...]– Aemon estava às voltas com seus livros quando o mais velho dos seus tios, herdeiro da coroa, foi morto num acidente de torneio. Deixou dois filhos, mas seguiram-no para a sepultura não muito tempo depois, durante a Grande Peste da Primavera. O Rei Daeron também foi levado, e por isso a coroa passou para o segundo filho de Daeron, Aerys. [...] Aemon fez seus votos e deixou a Cidadela para servir na corte de algum fidalguinho… até que seu real tio morreu sem deixar descendência. O Trono de Ferro passou para o último dos quatro filhos do Rei Daeron. Esse era Maekar, pai de Aemon. [...]Menos de um ano depois [Aerion morrer bebendo fogovivo], Rei Maekar morreu em batalha contra um lorde fora da lei.
Jon não era completamente ignorante em relação à história do reino; seu meistre tinha se assegurado disso.
– Esse foi o ano do Grande Conselho – ele completou. – Os senhores passaram por cima do filho pequeno do Príncipe Aerion e da filha do Príncipe Daeron e deram a coroa a Aegon [V, o Improvável].
– Sim e não. Primeiro, ofereceram-na, discretamente, a Aemon. E ele, também discretamente, a recusou. Disselhes que os deuses queriam que servisse, não que governasse. Que tinha prestado um juramento e não o quebraria, apesar de o próprio Alto Septão ter se oferecido para absolvê-lo [...]
(ACOK, Jon I)
Os vassalos leais de Robb poderiam concebivelmente fazer o mesmo por Jon, pois afirmam que o Norte é um reino independente. O fato de Jon ter feito seus votos aos deuses antigos é uma complicação ou um obstáculo a menos para se preocupar. Bran e Corvo de Sangue, que têm algum interesse em ver Jon ser coroado rei, sem dúvida ficariam felizes em fornecer um sinal aos nortenhos, se é isso que eles ou Jon exigem.
Tudo isso à parte, o tom de Robb em suas respostas às objeções de Catelyn me parece sugerir que ele já se decidiu. Ele vai nomear Jon seu herdeiro não importa o que a sua mãe ou qualquer outra pessoa tenha a dizer dele. Robb reconhecendo formalmente Jon um verdadeiro filho de Eddard Stark, digno de Winterfell, também tem a vantagem de finalmente resolver um arco de personagem iniciado por Jon em A Tormenta de Espadas quando Stannis se oferece para legitimá-lo.
Tinham treinado juntos [ Jon e Robb] todas as manhãs, desde que tiveram idade suficiente para andar; Snow e Stark, rodopiando e golpeando-se pelos pátios de Winterfell, gritando e rindo, e às vezes chorando quando ninguém estava vendo. Quando lutavam não eram garotinhos, e sim cavaleiros e poderosos heróis. “Eu sou o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão”, gritava Jon, e Robb gritava em resposta: “Bem, eu sou Florian, o Bobo”. Ou então Robb dizia: “Eu sou o Jovem Dragão”, e Jon respondia: “Eu sou Sor Ryam Redwyne”.
Naquela manhã tinha sido ele quem gritou primeiro.
– Eu sou o Senhor de Winterfell – gritou, como gritara cem vezes antes. Mas daquela vez, daquela vez, Robb respondeu:
– Você não pode ser Senhor de Winterfell, é um bastardo. A senhora minha mãe diz que nunca poderá ser Senhor de Winterfell.
Achava que tinha esquecido isso.
(ASOS, Jon XII)
Nem o desejo de Jon por Winterfell nem sua vergonha e culpa por desejar mal (ainda que obliquamente) a seus amados irmãos diminuíram em Dança dos Dragões.
Naquela noite, sonhou […]
Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
– Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
No entanto, não muito diferente de Theon, o que Jon realmente procura é uma afirmação de que ele é um Stark, apesar de seu nascimento bastardo, em minha opinião. O último desejo de Robb ser que Jon o suceda como Rei do Norte atenderia a essa necessidade (mesmo que Jon se recuse como fez com Stannis) enquanto cria um enredo de “herdeiro de Winterfell” que deve atrair Davos e Rickon, bem como Sansa e Mindinho, consolidando muitas subtramas.
Apenas dois fatores podem efetivamente anular a pretensão de Jon sobre Winterfell, em minha opinião: 1) Jeyne Westerling estar grávida do filho e herdeiro de Robb. 2) Os que testemunharam o decreto de Robb estão mortos ou impedidos de divulgar as notícias.
Por um tempo, a primeira opção era uma teoria de certa reputação, baseada em uma discrepância nas avaliações de Catelyn e Jaime sobre os quadris de Jeyne. O Peixe Negro teria supostamente contrabandeado Jeyne de Correrrio, ajudado por Eleyna Westerling, que teria fingido ser sua irmã. Desde então, um relato de fãs ligeiramente apócrifo pegou GRRM admitindo que as diferentes descrições são simplesmente um erro. Talvez ainda mais danoso seja a gravidez de Talisa criada para a série de TV e a subsequente morte no Casamento Vermelho. Embora Talisa não seja Jeyne, o papel que seu casamento com Robb desempenha é semelhante, de modo que David Benioff e DB Weiss mostraram que estão cientes das teorias populares dos fãs e não estão acima de provocar os leitores dos livros, como fizeram com a fala de Cersei em “Valar Dohaeris ”(GoT s03e01) sobre os rumores de Tyrion ter perdido o nariz. A morte violenta de Talisa - esfaqueada repetidamente no bebê, por assim dizer - pode ser o modo que D&D acharam de matar especulações futuras sobre Jeyne, sendo assim encarado com frequência.
Eu nunca gostei muito da teoria de Jeyne Westerling, francamente. Qualquer filho de Jeyne poderia ser nada mais que um rei fantoche, incapaz de governar em seu próprio direito por anos, e faria Rickon tão supérfluo que todo mundo provavelmente deveria parar de se preocupar em lembrar que ele também é um Stark. Portanto, não tenho escrúpulos em tratar Jeyne como um instrumento do enredo usado por GRRM para se livrar de Robb e em não incluí-la em discussões adicionais sobre a perspectiva política do Norte.
Quanto a este último ponto, os senhores presentes para testemunhar o decreto de Robb foram os seguintes: Grande Jon Umber, Galbart Glover, Maege Mormont, Edmure Tully e Jason Mallister (Catelyn V, ASOS). Todos ainda vivem, mas o Grande Jon é refém dos Freys e Lannisters para garantir o bom comportamento de seus parentes, e Mallister é um prisioneiro em seu próprio castelo, por cortesia de Walder Negro (Jaime VI, AFFC). Lorde Galbart e Lady Maege? Edmure? Bem, que tipo de coisas interessantes eles têm feito desde o A Tormenta de Espada será o assunto dos próximos posts.
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2020.01.28 04:48 ProjectMacro-7 esquerda X direita ou cima X baixo?

Sei lá cara... tenho viés de que comunismo não é a solução. Depois de tanto ler a demonha da Ayn Rand seria loucura pra mim olhar pra comunismo e pensar, pow, isso vai dar certo. O foda, é que a cada vez mais fico deprê vendo que capitalismo não seria solução também. Talvez até pior. Blz, nunca houve capitalismo real. Mas seria loucura não perceber que governos são apenas bodes expiatórios de empresas. Delas que sai dinheiro, elas que compram políticos. Governo tá lá pra sempre levar a culpa, mas essas empresas se beneficiam deles. Faz lá lobby no político tal pra fuder tua concorrente. Sai mais barato que competir de igual pra igual. Isso não vejo liberais falando cara, me faz ficar cada vez mais perdido vendo que ninguém tem solução real pra nada.
Fode que o capitalismo é o sistema que mais beneficia psicopata. Se pá um cientista faz uma grande descoberta, beleza, fica milionário no capitalismo (a não ser que a invenção ameace um peixe grande, que se não conseguir comprar tua patente te ameaçam de morte até que venda. Não há real transferência de poder. Se na minha cidade pequena a gente evita incomodar competidores grandes, por boato de que mandam matar concorrência, imagina empresas com trilhões de dólares em jogo.) No comunismo, foda, tu não vai ter toda a riqueza que teria no capitalismo, mas ninguém vai querer te matar. Irreal que peguem esses cérebros e os obriguem a dar mais e mais pro sistema, se esgotando. Mais provável que sejam heróis mundiais, o cara que descobriu tal coisa e ajudou tanta gente. Isso não tem preço cara. Nem faz sentido que incomodem o cara, se tudo o que querem é ter vantagem com ele, vale mais que fique tranquilo pra produzir mais coisa pro sistema. Não tem incentivo nenhum no mundo de hoje pra que um cara invente algo revolucionário, os EUA roubam patentes todos os anos sob desculpa de segurança nacional
Dá mais não. Comunismo vai foder o indivíduo pelo Todo (mentira. na verdade quem ganha são poucos tipo a família Castro). Capitalismo fode mais o Todo em benefício de poucos (mesma coisa). Solução? Não sei. Só me vem em mente coletivismo voluntário cara... Não ser obrigado a ser o que consideram "bom". Impostos, nada disso. Mas ajudar as pessoas por ser o certo, porque não estamos nenhum sozinhos nessa, mas todos uma grande família onde todo mundo depende de todo mundo, que nem as células do nosso corpo. Se ajudam, até se matam quando doentes pra proteger o resto do sistema. Não por autosacrifício, altruísmo, mas porque prezam por nós. Tipo os idosos naquele acidente nuclear que foram arriscar suas vidas limpando o local do vazamento pra proteger as novas gerações, jovens, de câncer
Não defendo o comunismo, mas acho foda não ver nenhum think tank liberal mencionando os milhares de problemas óbvios que o capitalismo causa. Desde gorduras trans escondidas em alimentos por brechas de legislação a só Deus sabe mais o que
as vezes penso que o mundo só conseguiria melhorar com união... tipo a música Imagine, sem religião, fronteiras, todo mundo junto nessa. Tipo nakama de anime saca? um monte de gente diferente junta, que às vezes nem se dão bem, brigam pacas, mas são nakama, e defendem até a morte o outro parceiro. poque são uma família, o mundo deveria ser uma grande família de homens, animais, fazer o bem
Michael Jackson tinha razão, eles não ligam pra gente. Esquerda, direita nunca foi a real disputa. Mas cima Vs. baixo. Bilionário de direita tá mais perto de bilionário de esquerda no fim das contas = (. Mas tipo o filme Vida de Inseto, basta as formigas perceberem o poder que tem juntas, os gafanhotos se ferram
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2020.01.04 03:14 altovaliriano O Leão na teia da Aranha

Texto original: https://warsandpoliticsoficeandfire.wordpress.com/2016/02/05/heirs-in-the-shadows-the-young-lion/
Autores: GoodQueenAly; @BryndenBFish
Título original: Heirs in the Shadows - The Young Lion

Introdução

Tyrek Lannister pode ser considerado pelos leitores pouco mais que um personagem terciário em As Crônicas de Gelo e Fogo. A avaliação não é irracional: nem mesmo mencionado pelo nome no primeiro livro, aparecendo apenas duas vezes antes de seu misterioso desaparecimento na revolta violenta em Porto Real em A Fúria dos Reis , o jovem Tyrek merece pouco mais do que uma nota de rodapé entre seus parentes Lannister mais proeminentes, muito menos no grande elenco de personagens. Caso notado, ele pode ser lembrado apenas como uma vítima, no mesmo plano que seu primo Willem: um infeliz peão das ambições dinásticas de Lannister, um inocente assassinado pelo povo revoltado da capital.
No entanto, Tyrek desapareceu tão completamente - e tão misteriosamente - que, afinal, seu "simples" desaparecimento pode não ser tão simples. Em vez de ser um dos muitos corpos retirados das ruas nos dias e semanas após o tumulto, Tyrek pode estar vivo e bem (ou pelo menos relativamente bem). Ainda mais, Tyrek pode estar esperando para fazer um reaparecimento dramático em Westeros, enquanto é instruído e preparado por um improvável "aliado". Quem iria querer o jovem primo Lannister e o que poderia estar reservado para ele no futuro?
[...]

Apresentando o Peão

Tyrek Lannister nasceu por volta de 286 dC, o único filho de Sor Tygett Lannister e sua esposa Darlessa Marbrand. Sor Tygett era o terceiro filho de Lorde Tytos Lannister, um irmão mais novo do futuro Lorde Tywin e Sor Kevan. Como os dois irmãos mais velhos de Tygett se casaram e tiveram filhos antes do nascimento de Tyrek, não houve grande pressão sobre esse terceiro filho para se casar e procriar também (embora ainda não saibamos quando Tygett e Darlessa se casaram).
Em uma família mais pobre, Tygett poderia ter sido levado para a Muralha, a Fé ou a Cidadela para reduzir os estoques familiares, mas os Lannisters eram ricos o suficiente para sustentar as famílias dos filhos mais novos. Tygett também não teve que abaixar os olhos para encontrar sua noiva: Darlessa era uma Marbrand, uma casa vassala respeitável dos Lannisters (e parente da mãe de Tygett, Jeyne Marbrand).
Na época em que o bebê Tyrek nasceu, ele era possivelmente o nono na fila de Casterly Rock (dependendo se seus primos Martyn e Willem Lannister e Joffrey Baratheon já haviam nascido e se o pai de Tyrek já havia morrido). Ainda que outros pretendentes tenham enfrentado probabilidades menores (Aegon V pode ter sido o décimo primeiro na fila no momento de seu nascimento), a possibilidade de um recém nascido sentar-se no assento dos Reis do Rochedo parecia muito improvável.
Ainda assim, o jovem Tyrek não teve nenhuma sorte. Como Lannister (e especialmente Lannister do Rochedo), neto da linha masculina de Lorde Tytos, Tyrek nunca teria falta de dinheiro ou influência. De fato, sendo a rainha uma Lannister (e havendo um herdeiro “meio”-Lannister da idade de Tyrek), carregar o nome de "Lannister" faria com que até um membro da família de status relativamente baixo como Tyrek ganhasse importância.
Seu pai, Tygett, recebeu alguns elogios durante a Guerra dos Reis Ninepenny: embora muito jovem - possivelmente até mais jovem do que Tyrek quando desapareceu - Tygett matou um homem em sua primeira batalha e depois matou um cavaleiro da Companhia Dourada. Portanto, Tyrek descendia de uma safra de boa qualidade das Terras Ocidentais e, pelo menos, poderia ter esperado se casar com uma donzela nascida nas Terras Ocidentais quando tivesse mais idade.
A rainha Cersei, no entanto, tentaria elevar seu jovem primo Lannister ainda mais do que ele poderia ter imaginado:
Não conseguiu deixar de reparar nos dois escudeiros: rapazes bonitos, loiros e bem constituídos. Um tinha a idade de Sansa, com longos cachos dourados; o outro teria talvez uns quinze anos, cabelos cor de areia, um fio de bigode e os olhos verdeesmeralda da rainha.
– Aqueles rapazes – Ned lhe perguntou– são Lannister?
Robert assentiu, limpando as lágrimas dos olhos.
– Primos. Filhos do irmão de Lorde Tywin. Um dos mortos. Ou talvez o vivo, agora que penso nisso. Não me lembro. Minha esposa vem de uma família muito grande, Ned.
Uma família muito ambiciosa, Ned pensou. (AGOT, Eddard VII)
Ned foi perspicaz em sua conclusão: a rainha Lannister teve bastante iniciativa no aprofundamento das relações dos Lannister na corte (uma característica que mais tarde ela criticaria na noiva de seus filhos, Margaery Tyrell). Consequentemente, Cersei convenceu o rei Robert a nomear o jovem Tyrek seu escudeiro, junto com o primo de ambos, Lancel (o filho mais velho de Kevan Lannister).
Não se sabe quando Tyrek começou a servir o rei, embora provavelmente não tenha sido mais de alguns anos (se muito) antes do início de A Guerra dos Tronos. Para efeito de comparação, os dois Walders em Winterfell começaram a servir Ramsay Bolton por volta dos oito ou nove e Edric Dayne a Beric Dondarrion aos dez. Assim, Tyrek deveria estar com Robert há cerca de três anos antes da morte do rei, no máximo.
Quanto mais alto o cavaleiro ou senhor, maior seria a honra de ser escudeiro (a razão pela qual, entre outras concessões, Walder Frey exigiu que seu filho Olyvar se tornasse escudeiro do então Lorde Robb Stark), e nenhuma honra maior poderia ser concedida a um menino Westerosi que ser escudeiro do próprio rei.
A nomeação como escudeiro do rei poderia ser o começo de uma carreira na corte para Tyrek, semelhante ao começo cortês do tio Tywin como um pagem para Aegon V. O príncipe Rhaegar, afinal, transformou seus escudeiros, Myles Mooton e Richard Lonmouth, em firmes aliados e amigos. Se Tyrek provasse ser um espadachim tão talentoso quanto seu pai, poderia se tornar o mestre de armas da Fortaleza Vermelha (uma posição que Tywin realmente tentou, mas falhou, em garantir para Tygett). Com um primo na Guarda Real, uma capa branca poderia até estar no futuro de Tyrek (de fato, uma colocação na Guarda Real poderia ter servido para remover cuidadosamente um excesso de Lannisters do Rochedo). Dyanne Dayne pode ter assegurado um casamento real devido à sua nomeação para a corte da rainha Mariah Martell. Um noivado com a princesa Myrcella provavelmente era impossível para um mero primo Lannister, mas na corte Tyrek não careceria de conexões poderosas - enquanto os Lannister permanecerem no poder.
No entanto, também pode ter havido um lado mais sombrio em Tyrek ter se tornado escurdeiro - um não explorado nos livros, mas que, no entanto, é importante considerar à luz do possível papel de Tyrek no futuro. Espera-se que escudeiros sigam seus cavaleiros em todos os lugares, e o exemplo de Justin Massey demonstra que Robert poderia levar seus escudeiros a lugares estranhos:
Massey quer a princesa selvagem também. Ele certa vez serviu meu irmão Robert como escudeiro e adquiriu o seu apetite por carne feminina. (ADWD, Jon IV)
Esse "apetite por carne feminina" quase certamente incluía os bordéis de Porto Real que Robert visitava com alguma frequência. Tyrek era um pouco jovem demais para participar da maneira que Stannis disse que Justin Massey fazia (ou mesmo da maneira que Lancel poderia ter feito, se incentivado por Robert), mas ele não teria que passar tempo com nenhuma prostituta para observar algo muito mais perigoso que os adúlterios do rei.
Os leitores sabem que Robert tinha pelo menos um bastardo de uma prostituta de Porto Real: a bebê Barra, nascido de uma jovem prostituta de Chataya. A bebê, como todos os bastardos conhecidos de Robert, tinha o cabelo preto de seus antecedentes Baratheon - um fato que Mindinho não deixou de notar, o fez levar Eddard para ver a bebê e revelar a conspiração incestuosa dos Lannister.
Certamente, seria demais supor que Tyrek, um garoto de 12 anos, tivesse descoberto que os verdadeiros filhos bastardos de Robert tinham aparência de Baratheon, e que seus primos em primeiro grau eram, na verdade, bastardos nascidos do incesto de Lannisters. No entanto, Tyrek talvez tenha visto demais, mesmo que ele próprio não tivesse juntado as peças do quebra-cabeça. O escudeiro mais jovem do rei provavelmente viu em primeira mão os filhos bastardos de cabelos pretos do rei (com nove bastardos não registrados do rei, parece provável que pelo menos um outro além de Barra e Gendry tenha nascido onde o rei passava a maior parte do tempo: a capital) e, presumivelmente, era amigo de confiança e companheiro dos filhos de aparência Lannister da rainha. Se esse conhecimento fosse posto a disposição de um indivíduo mais ardiloso do que o inocente Tyrek, o garoto poderia se tornar uma testemunha útil na derrubada do regime de Baratheon-Lannister.
No entanto, Tyrek não precisaria servir Robert como escudeiro (ou segui-lo em suas aventuras lascivas) por muito tempo. Em 298 dC, Robert morreu – aparentemente de um acidente de caça, mas de fato por um meio-assassinato criado por Cersei para impedir a descoberta de seu incesto. O veículo que ela usou foi o primo de Tyrek e também escudeiro, Lancel Lannister.
Aparentemente, Tyrek não acompanhou o rei em sua última caçada, mas ele pode ter ouvido trechos da trama via Lancel. Seu status duplamente íntimo - como primo em primeiro grau e companheiro escudeiro (os dois parecem ter sido os únicos escudeiros de Robert no momento de sua morte) - dão a Tyrek maior potencial de conhecer os fatos por trás do assassinato de Robert - fatos que também serviriam para derrubar Linha real de Cersei.
Naquele momento, Tyrek era simplesmente um antigo escudeiro real, então alocado na corte de Joffrey sem qualquer objetivo maior. Os eventos, no entanto, logo perturbariam a existência relativamente pacífica de Tyrek e o empurrariam para uma tempestade de caos político - e ambição secreta.

Um Desaparecimento Estranho

Para acrescentar a todo o mistério que cerca seu desaparecimento, em A Fúria dos Reis, Tyrek é visto apenas uma vez:
Lorde Gyles tossia, enquanto o pobre primo Tyrek vestia sua capa de noivo de pele de esquilo e veludo. Desde seu casamento com a pequena Senhora Ermesande, três dias antes, os outros escudeiros tinham começado a chamá-lo de “Ama de Leite”, perguntando-lhe que tipo de cueiros sua noiva usara na noite de núpcias. (ACOK, Tyrion VI)
Longe de ser a noiva filha de um glamuroso cortesão que Tyrek esperava que sua posição de corte lhe desse - ou mesmo da donzela das Terras Ocidentais que ele poderia ter antecipado em circunstâncias normais - o "primo pobre" de Tyrion fora casado com Ermesande Hayford. Dinasticamente, a combinação foi agradável: a Casa Hayford era uma respeitável dinastia das Terras da Coroa, com pelo menos uma casa de cavaleiros juramentada. Sua atual dama, Ermesande, era a última de sua linhagem, o que significa que as terras e rendas de Hayford seriam graciosamente transferidas para os Lannisters.
Infelizmente para Tyrek, Ermesande também era um bebê. O novo lorde de Hayford teria que esperar até os vinte e poucos anos para contemplar a consumação de seu casamento. No entanto, se era pessoalmente humilhante ser casado com uma garota ainda não desmamada, Tyrek não tinha instância para reclamar. Ele, como todos os seus contatos Lannister, era um peão em um grande jogo de política dinástica e se casaria na forma que pudesse trazer maior vantagem à Casa Lannister.
Tyrek, no entanto, não viu sua noiva infantil amadurecer. Em 299 dC, Tyrion arranjou o casamento da prima de Tyrek, Myrcella, com o príncipe Trystane Martell, de Dorne. A corte fez um evento para acompanhar Myrcella até as docas para vê-la partir para Lançassolar, e Tyrek - como primo da princesa e também representante dos interesses de Lannister - juntou-se à família real, cortesãos, guardas reais e até o Alto Septão na procissão. Um homem na corte, no entanto, estava visivelmente ausente: o mestre dos sussurros, Varys.
A cidade estava em um clima nefasto. A Guerra dos Cinco Reis havia isolado a Capital dos tradicionais celeiros de Westeros. Com as Terras Fluviais em chamas e a Campinas firmemente apoiando de Renly Baratheon no ínico, Porto Real teve que confiar em Rosby e Stokeworth para trazer suprimentos, e as restrições resultaram em fome entre as classes mais pobres da cidade. O que o jovem rei Joffrey não possuía em charme e tato político, mais do que compensava em crueldade. Tyrion, sua Mão, foi responsabilizado pela má sorte após a morte de Robert, odiado por sua retaliação contra Janos Slynt e Pycelle e por seus seguidores mercenários e selvagens. Rumores sobre o incesto dos Lannister e a corrupção real em geral já haviam se espalhado pelas ruas; o ar saturado precisava apenas da faísca certa para explodir.
Quando explodiu, a fúria foi horrível de se ver. Sor Aron Santagar, o mestre de armas da Fortaleza Vermelha, foi espancado até a morte por quatro homens, enquanto Sor Preston Greenfield, da Guarda Real, foi retalhado e esfaqueado tão brutalmente que sua armadura branca ficou manchada de vermelho e marrom. O Alto Septão fora arrancado de sua liteira e despedaçado por membros da multidão, e a Senhora Lollys Stokeworth fora estuprada nas ruas por vários homens. Nove Mantos Dourado foram mortos pela multidão, enquanto mais 40 da Patrulha da Cidade foram feridos nos combates; o número de plebeus mortos não foi registrado, mas provavelmente foi muito maior.
Não foi registrado entre os mortos, porém, o jovem Tyrek Lannister. Presumivelmente, "Ama de Leite" estava na "longa comitiva de outros cortesãos" atrás da liteira do Alto Septão, formada no final da procissão real. Esse posicionamento explicaria por que foi Horas Redwyne, também naquele grupo, quem informou que Tyrek não havia retornado. Tyrion, assumindo o comando logo após o tumulto, ordenou a Jacelyn Bywater, seu novo Comandante da Patrulha da Cidade, que encontrasse seu primo desaparecido:
Tyrek continuava desaparecido, tal como a coroa de cristais do Alto Septão. Nove homens de manto dourado tinham sido mortos, e havia quarenta feridos. Ninguém se incomodara em contar quantos haviam morrido entre a multidão.
– Quero Tyrek, vivo ou morto – Tyrion disse secamente quando Bywater se calou. – Ele não passa de um garoto. Filho do meu falecido tio Tygett. O pai sempre foi bom para mim. (ACOK, Tyrion IX)
Com a confusão e o caos do tumulto, não surpreende que Tyrek Lannister tenha se perdido. Sua aparência óbvia de Lannister e sua associação com a família real pode ter tornado Tyrek um alvo fácil para os manifestantes. Se ele fosse tratado com tanta brutalidade quanto Sor Preston ou Sor Aron, seu corpo poderia nunca ter sido encontrado entre os muitos mortos.
No entanto, o que é insatisfatório nessa explicação simples é o foco que o desaparecimento de Tyrek é dado por vários livros, muito depois que os incêndios na Baixada das Pulgas foram extintos. Em três momentos distintos, Tyrek e o mistério de seu desaparecimento após o tumulto são expressamente mencionados, muito embora nenhum personagens presentes pareça ser capaz de determinar o destino do pobre escudeiro.
O primeiro momento ocorre durante A Tormenta de Espadas. Tyrion, tentando uma reunião com seu pai (a nova Mão), encontra Sor Addam Marbrand na escada. Um cavaleiro bastante talentoso e amigo de infância de Jaime Lannister, Addam havia sido nomeado o novo comandante da Patrulha da Cidade, mas sua primeira tarefa provou ser um fracasso:
– Você vem dos aposentos de meu pai? – perguntou.
– Venho. Temo não tê-lo deixado no melhor dos humores. Lorde Tywin acha que quatro mil e quatrocentos guardas são mais do que suficientes para encontrar um escudeiro perdido, mas seu primo Tyrek continua desaparecido.
Tyrek era filho do falecido tio Tygett, um rapaz de treze anos. Desaparecera no tumulto, não muito tempo depois de se casar com a Senhora Ermesande, um bebê de peito que calhava ser a última herdeira sobrevivente da Casa Hayford. E provavelmente a primeira noiva na história dos Sete Reinos a enviuvar antes de ser desmamada.
– Também não fui capaz de encontrá-lo – confessou Tyrion. (ASOS, Tyrion I)
Pode ou não ser verdade que Sor Addam enviou todos os quatro mil guardas da cidade à procura do jovem Tyrek, mas o tamanho de sua força-tarefa em potencial só fez com que o fracasso em encontrar essa relação Lannister fosse maior – e mais intrigante. Sor Addam é um comandante respeitado, mas ninguém na capital era capaz de revelar maiores informações sobre o paradeiro de Tyrek, ou mesmo mais detalhes sobre o que aconteceu com o escudeiro Lannister durante o tumulto - um fato tornado mais notável em face da autoridade emanada por Addam. Lorde Tywin Lannister manifestou sua intenção de encontrar seu sobrinho, porém nem mesmo a mágica de seu nome conseguiu extrair mais uma gota de informação daqueles que poderiam saber sobre Tyrek.
É verdade que, durante a rebelião de Robert, Jon Connington não conseguiu extrair informações do povo de Septo de Pedra: ele havia oferecido subornos e ameaçado com punições, mas as pessoas se recusavam a revelar onde Robert Baratheon estava escondido na cidade. No entanto, lorde Tywin tinha uma reputação muito mais pavorosa do que Lorde Jon.
]Tywin não tinha vergonha de anunciar sua brutal extinção dos Reynes e Tarbecks por seu desafio aos Lannisters; alguns dos portorrealenses podem até se lembrar do Saque no fim da rebelião de Robert, quando os homens de Tywin mataram crianças na rua e estupraram mulheres em suas casas. Se os portorrealenses mentissem agora e fossem flagrados na mentira mais tarde, a retribuição que Tywin traria sobre eles e seus vizinhos seria implacável.
Então, por que ninguém deu a menor dica sobre o que aconteceu com Tyrek? Não há rumor de que ele teria sido morto (embora Bronn considerasse essa como a opção mais provável); em vez disso, Tyrek parece ter simplesmente sumido.
Mais tarde, o próprio Tywin enfatizou seu desejo de encontrar o filho de seu irmão em uma reunião do pequeno conselho:
– Dragões e lulas-gigantes não me interessam, independentemente de quantas cabeças tenham – disse Lorde Tywin. – Seus informantes terão por acaso encontrado algum rastro do filho de meu irmão?
– Infelizmente, nosso bem-amado Tyrek desapareceu por completo, pobre e bravo rapaz. – Varys parecia perto de rebentar em lágrimas. (ASOS, Tyrion III)
Pode-se questionar por que Tywin procuraria informações de Varys. Se milhares de policiais não puderam extrair o paradeiro de Tyrek daqueles que testemunharam o caos do tumulto, a próxima fonte de informação era naturalmente Varys e sua extensa rede de espionagem. O mestre dos sussurros pode não ser tão onisciente quanto muitos acreditam que ele é, mas seu catálogo de informantes é vasto e suas habilidades na coleta de informações são bem afiadas e praticamente inigualáveis.
Os plebeus podem relutar em admitir a oficiais sob a autoridade de Lorde Tywin que viram Tyrek assassinado e seu corpo destruído ou despejado no Água Negra, mas declarações casuais feitas em ambientes mais informais podem ser facilmente captadas por um agente da Varys e entregues ao mestre de sussurros. Era assunto oficial da coroa desde imediatamente após o tumulto encontrar Tyrek Lannister; era, ostensivamente, a responsabilidade premente de Varys coletar qualquer informação sobre esse ponto.
No entanto, embora Varys ostensivamente não tenha recebido informações, sua conduta nessa cena deve ser analisada. Não foi a primeira vez que Varys exibiu teatralmente uma tristeza dramática diante de um Lannister. Em A Fúria dos Reis, Tyrion organizou a prisão de Janos Slynt e seu exílio na Muralha, muito embora Slynt tivesse se recusado a revelar quem o havia ordenado a perseguir os assassinatos do bebê Barra e sua mãe. Após a cena com Slynt, Tyrion teve a seguinte conversa com Varys:
– [...] Foi a minha irmã. Foi isso que o Ah... tão... leal Lorde Janos se recusou a dizer. Cersei enviou os homens de manto dourado àquele bordel.
Varys sufocou um riso nervoso. Então, ele sempre soubera.
– Não me havia contado essa parte – Tyrion disse, acusadoramente.
– A sua querida irmã – Varys respondeu, tão desgostoso que parecia perto das lágrimas. – É duro contar isso a um homem, senhor. Tive receio de como receberia a notícia. É capaz de me perdoar? (ACOK, Tyrion II)
Mais uma vez, Varys conhecia um segredo que a Mão Lannister não conhecia. Encurralado para revelar a verdade ou passar uma mentira plausível, Varys optou por lágrimas dramáticas para transmitir uma sensação de pesar real à situação em ambos os casos. Suas habilidades na pantomima não haviam desvanecido, apesar de seus anos fora da profissão: como um pantomimeiro perfeito, Varys estava utilizando uma distração em sua demonstração de tristeza para desviar as atenções do público das questões prementes reais apresentadas a ele.
O truque não funcionou em nenhum dos dois homens - Tyrion insistiu em maior transparência do mestre dos sussurros, e Tywin estava pronto para "expressar a sua óbvia insatisfação" antes de ser desviado por Kevan - mas o fato de Varys usar a mesma tática duas vezes, diante de público similar, pode sugerir que Varys está mais uma vez privando os Lannisters de um segredo e que ele sabe exatamente o que aconteceu com o jovem Tyrek.
A conversa de Marbrand com Tyrion, no entanto, não seria a última vez que o herdeiro de Cinzamarca comentaria o caso do desaparecimento de Tyrek. Ao partir da capital, Jaime Lannister levou seu amigo de infância consigo. Permanecendo como convidados em Hayford - o assento brevemente ocupado por Tyrek - Addam falou o seguinte sobre a situação:
– Eu mesmo liderei uma busca, por ordens de Lorde Tywin – interveio Addam Marbrand enquanto tirava as espinhas de seu peixe –, mas não descobri mais do que o Bywater antes de mim. O rapaz foi visto pela última vez a cavalo, quando a força da turba quebrou a formação de homens de manto dourado. Depois disso... Bem, sua montaria foi encontrada, mas o cavaleiro não. O mais provável é terem-no derrubado e matado. Mas, se foi assim, onde está o corpo? A multidão deixou os outros cadáveres no local, por que não o dele? (AFFC, Jaime III)
Addam Marbrand levanta um ponto importante. Os corpos de Santagar e Greenfield foram descobertos mais tarde - mutilados, quase a ponto de não serem reconhecidos, mas identificáveis ​​-, sendo que a multidão não faz nenhuma tentativa de descartar os dois, que eram obviamente funcionários da corte. Certamente, o castigo pelo assassinato de um Lannister, primo em primeiro grau do rei (assumindo que a multidão soubesse quem Tyrek era), seria terrível. No entanto, o assassinato alguém de nascimento nobre como Santagar, ou um cavaleiro da Guarda Real, provavelmente também levaria terríveis punições.
As multidões de tumultos estavam em um estado caótico, mais em busca de sangue do que em fazer cálculos frios sobre suas vítimas, e com Tyrek não teria sido diferente. Por que apenas o corpo de Tyrek seria descartado de maneira tão completa que não restava nenhum vestígio dele?
Lyle Crakehall, outro homem do oeste na companhia de Jaime, fez a seguinte observação:
– Ele teria sido mais valioso vivo – sugeriu Varrão Forte. – Qualquer Lannister traria um robusto resgate. (AFFC, Jaime III)
O pensamento, no entanto, foi rápida e efetivamente descartado por Marbrand:
– Sem dúvida – concordou Marbrand –, e no entanto nunca houve um pedido de resgate. O rapaz simplesmente desapareceu. (AFFC, Jaime III)
Mais uma vez, Marbrand foi direto ao cerne da questão. Bronn havia observado anteriormente a oferta de Varys de uma “bolsa gorda” pela devolução de Tyrek, e sem dúvida Marbrand também acreditava que o eunuco mestre de espionagem tornara pública a oferta. Havia muitas oportunidades para os portorrealenses ganharem dinheiro com o desaparecimento de Tyrek, mantendo-o como refém quando a revolta estourou ou, posteriormente, alegando conhecimento do destino de Tyrek (talvez colocando a culpa pelo assassinato em vizinhos detestados).
No entanto, não havia um pingo de informação que pudesse revelar o que aconteceu com o escudeiro Tyrek. Uma gorda bolsa Lannister raramente falhara em soltar línguas antes, mas mesmo assim os rumores do destino de Tyrek não puderam ser arrancados dos habitantes da Baixada das Pulgas.
No comentário de Marbrand, Jaime fez sua própria conclusão - que os portorrealenses, tendo matado Tyrek, jogaram seu corpo no rio por medo da ira de Tywin - mas isso é insatisfatório, mesmo para o próprio Jaime. Por um lado, Tywin não estava na capital na época do tumulto e não retornaria até a Batalha do Água Negra. Na verdade, os portorrealenses poderiam temer o retorno de Lorde Lannister, mas o corpo de Tyrek teria que ser destruído durante o tumulto (uma vez que Tyrion enviou uma equipe de busca para ele logo ao retornar à Fortaleza Vermelha), fazendo do medo de Tywin uma motivação improvável.
Aprofundando-se na questão, Jaime avaliou o que Tyrek poderia representar:
Mas, mais tarde, sozinho no quarto de torre que lhe fora oferecido para a noite, Jaime deu por si com dúvidas. Tyrek servira o Rei Robert como escudeiro, ao lado de Lancel. O conhecimento podia ser mais valioso do que o ouro, mais mortífero do que um punhal. Foi em Varys que pensou então, sorrindo e cheirando a lavanda. O eunuco tinha agentes e informantes por toda a cidade. Seria coisa simples arranjar as coisas de forma que Tyrek fosse capturado durante a confusão... desde que soubesse de antemão que era provável que a turba entrasse em tumulto. E Varys sabia de tudo, ou pelo menos era isso que gostava de nos fazer acreditar. Mas não deu nenhum aviso a Cersei sobre esse tumulto. Nem desceu aos navios para se despedir de Myrcella. (AFFC, Jaime III)
Pode parecer óbvio demais que o destino de Tyrek nos seja transmitido através dos pensamentos internos de Jaime. Jaime certamente tem todos os fatos sobre o Tyrek aqui, mas o importante a se notar é que Jaime falha em juntar as peças. Ele sabe que Tyrek era um escudeiro, sabe que Lancel também era escudeiro, sabe que Lancel efetuou o plano de assassinato de Cersei, sabe que Varys poderia ter arrebatado Tyrek - mas depois para de pensar no assunto.
O monólogo interno de Jaime pode ser comparado à chance de Arya ouvir a trama entre Varys e Illyrio nos porões da Fortaleza Vermelha em A Guerra dos Tronos. De certa forma, é muito coincidente e direto - os leitores conseguem obter um ponto de vista dos dois conspiradores astutos discutindo abertamente seus planos acerca dos Targaryens exilados - mas porque Arya é apenas uma criança, não uma ladina, seu relatório da conversa é confusa e gentilmente descartada por Eddard. Jaime pode adivinhar que Tyrek pode ser útil, mas o modo como Varys poderia usá-lo está além do desejo ou habilidade analíticos de Jaime.
A evidência não resulta em uma conclusão simples. Todos os membros desaparecidos da comitiva real haviam sido devolvidos à Fortaleza Vermelha ou tiveram seus corpos encontrados - exceto Tyrek. Uma busca realizada após o tumulto não conseguiu encontrar mais do que o palafrém de Tyrek. Uma enorme força-tarefa da Patrulha da Cidade não fez nada para dissipar o mistério em torno do desaparecimento do garoto. Varys, o especialista em espionagem, parece ter deliberadamente ocultado informações que recebeu sobre Tyrek. Para onde o garoto poderia ter ido?
Pode ser que Tyrek não tenha sido assassinado nas ruas da Baixada das Pulgas – mas que ele esteja, de fato, vivo e escondido, sob os cuidados de Varys.

O Leão na teia da Aranha

O fato de Varys ter usado o motim em Porto Real para seqüestrar o jovem Tyrek parece uma conclusão possível, até mesmo provável. É improvável que Varys tenha planejado todo o tumulto em Porto Real - as pessoas estavam com fome e raiva o suficiente para não necessitarem de preparação -, mas uma instigação sutil poderia levar os portorrealenses a se aglomerarem nos pontos desejados, dentro dos quais Varys ou seu agente na multidão poderiam arrebatar Tyrek e o colocar sob custódia da Aranha.
Se ele era de fato o mentor por trás do tumulto, Varys havia improvisado uma hábil pantomima. A mulher com a criança morta que interrompeu a procissão real fora colocada na curva de uma rua morro acima; a comitiva real não apenas se moveria devagar, mas o fim da comitiva ficaria fora de vista. É provável que a mulher e o homem que jogaram sujeira em Joffrey tenham sido plantados, colocada em posição de detonar o conhecido pavio curto de Joffrey.
A mulher que se encaixa no gosto de Varys pelo teatral; e o atirador de estrume também parece obra dele, uma vez que a sujeira foi jogada de cima de um telhado. Previsivelmente, Joffrey enviou seu "cão" para a multidão para mutilar as pessoas obedientemente e assim, como era de se eseperar, a multidão de pessoas famintas e espumando tomou a brutalidade de Sandor Clegane como incentivo para retaliar. Plantando cuidadosamente seus agentes, Varys poderia garantir que o tumulto começasse na frente do desfile real, permitindo que o rei de repente corresse perigo a fim de distrair o sequestro de Tyrek na parte de trás da procissão e antes da curva do Caminho Lamacento.
O que Varys iria querer com Tyrek? Primeiro, Tyrek tem uma forte direito de sangue a Rochedo Casterly. Embora esteja agora distante do lugar em que nasceu, Tyrek saltou algumas posições desde então. Lorde Tywin está morto, Jaime inelegível por conta de seu manto branco e Tyrion, um regicida condenado e um traidor, está há dois continentes de distância de seu assento ancestral. Cersei, a Dama de Casterly Rock, está esperando para ser julgada por incesto, adultério e regicídio; ela provavelmente terá sucesso no julgamento, mas seu domínio sobre a coroa permanece tênue. Depois de Cersei e seus filhos viria Kevan Lannister, mas Sor Kevan foi recentemente assassinado - por ninguém menos que o próprio Varys. O filho de Kevan, Lancel, se tornou religioso após a Batalha do Água Negra, renunciou ao assento em Darry para se juntar aos Filhos do Guerreiro, ao passo que Willem foi assassinado por Rickard Karstark; seu irmão gêmeo Martyn e o pequeno Janei permanecem vivos, embora o paradeiro deles seja desconhecido. O próximo reclamante seria o próprio Tyrek.
Varys precisa de um herdeiro Lannister, para estabelecer uma nova ordem política em Westeros. Por quase duas décadas, Varys e Illyrio criaram o jovem Aegon como o príncipe ideal, futuro Senhor dos Sete Reinos, um salvador glorioso para resgatar o reino do caos. A invasão estrangeira, no entanto, pode ser apenas uma parte dessa nova conquista de Aegon: qualquer conquistador bem-sucedido (especialmente um sem dragões) exige o apoio da nobreza local para não apenas derrotar seus inimigos, mas estabelecer um regime viável para o futuro.
Dorne parece preparado para apoiar o principezinho “Targaryen”: posando como filho de Elia Martell, Aegon parece pronto para incitar muitos dorneses, já inquietos, a agir contra a odiada dinastia Lannister. O próximo e ousado investimento de Aegon em Porto Real garantirá sua posição como conquistador das Terras da Tempestade, e pelo menos dois poderosos senhores da Cmapina - e um número incerto de "amigos" - parecem prontos para se juntar à sua causa.
Para o resto dos Sete Reinos, no entanto, Varys precisará formular um plano de ataque diplomático. Tyrek, um Lannister do Rochedo, um legítimo Lorde leão (assim que algumas peças forem arrancadas do tabuleiro), pode servir como um fantoche útil para ganhar as Terras Ocidentais para o futuro Aegon VI.
É claro que, para sentar o jovem Aegon no Trono dos Reis Dragão, Varys precisa derrubar o rei-criança Tommen (e se desfazer da princesa Myrcella). A hoste que o príncipe de Varys estava liderando nas Terras da Tempestade será um forte punho de aço para defender seu ponto de vista, mas Varys também precisa da luva de seda de embasamento legal para arrancar a coroa de Tommen de seus cachos dourados.
A tática mais óbvia (e verdadeira) seria provar que Tommen e Myrcella eram bastardos nascidos do incesto, sem qualquer pretensão ao Trono de Ferro, assim como qualquer outro westerosi. Sua bastardia já era um boato comum em todo o reino, graças a Stannis, mas para encerrar a discussão, Varys precisava de alguém que pudesse oferecer provas.
Tyrek esteve com o rei, possivelmente o acompanhou a bordéis e viu seus bastardos de cabelos pretos como Barra. Além disso, Tyrek poderia testemunhar o papel que Lancel desempenhou ao provocar a morte de Robert, minando ainda mais a posição de Cersei. Cuidadosamente treinado por Varys, Tyrek poderia prestar testemunho que arrebataria a herança de seus primos, abrindo caminho para Aegon restabelecer a dinastia Targaryen.
Então, uma vez que Tommen e Myrcella fossem denunciados como bastardos, Tyrek permanece como a escolha ideal para ser nomeado Senhor de Casterly Rock por seu agradecido novo rei Aegon VI (Martyn e Janei apresentariam um desafio dinástico, mas considerando que Varys não tinha escrúpulos em assassinar o pai deles [Kevan], parece improvável que ele permita que esses pretendentes rivais também vivam). Desconectado dos escândalos dos Lannister em Porto Real, Tyrek é um candidato atraente para governar o oeste e se tornar parte da nova ordem westerosi de Aegon.

Conclusão

Em 1999, George RR Martin ofereceu esta breve e tentadora opinião sobre Tyrek Lannister:
RMBoye: Pergunta simples, de verdade - será que vamos descobrir o que aconteceu com o "Ama de Leite", Tyrek?
George_RR_Martin: Sim, você vai. Tento não deixar muitas pontas soltas. Mas às vezes é preciso aguardar.
Talvez os comentários dele devam ser feitos com mais do que um grão de sal; afinal, na mesma entrevista, ele insistiu que o crescimento dos livros pararia no sexto. Talvez já tenhamos visto Tyrek, no jovem bonito, com a bolsa de dragões de ouro, que Arya nota ter morrido na Casa de Preto e Branco. Talvez a Navalha de Occam esteja correta aqui: que Tyrek foi morto no tumulto sangrento e que os manifestantes jogaram seu corpo no rio para evitar o castigo severo que os Lannisters e a coroa provavelmente lhes causariam.
No entanto, o assassinato por um plebeu desconhecido, ou uma morte inexplicável na catedral de um culto de assassinos, parece uma revelação ruim para a qual o autor precisaria aconselhar termos paciência. De fato, parece mais provável que Tyrek esteja de fato vivo e que Varys tenha os meios, motivos e oportunidades para arrancá-lo da capital e segurá-lo para seus próprios usos.
Somente Os Ventos do Inverno servirá para mostrar se Tyrek retornará com o suposto Aegon VI e ocupará seu lugar em Rochedo Casterly. No entanto, o mistério absoluto em torno do desaparecimento de Tyrek continua alimentando especulações, e os leitores podem tentar prever como é que esse escudeiro de menor importância dos Lannister retornará à narrativa de modo grandioso.
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2019.11.25 02:27 altovaliriano The Boiled Leather Audio Hour #83: "Que festim e quem são os corvos? com Jim McGeehin"

Boiled Leather é o podcast em que Sean T. Collins e Stefan Sasse se propõem a fazer "análises temáticas" de ASOIAF, Game of Thrones e outros assuntos. O programa foi criado em dezembro de 2011 e já conta com 137 contribuintes no Patreon, em assinaturas que variam de U$1 a U$75.
Neste episódio, Stefan recebe Jim McGeehin (que escreve no renomado blog Wars and Politics of Ice and Fire sob o nickname SomethingLikeALawyer) para debater sobre o significado do título do 4º livro da saga, "O Festim dos Corvos". A proposta é que ambos relacionem o enredo, os temas e os arcos dos personagens com a história de diversos períodos de guerra do mundo real.
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Link: https://boiledleatheraudiohour.tumblr.com/post/183197915616/blam-83-what-feast-and-who-are-the-crows-with
Data de lançamento: 03/03/2019

O episódio começa e termina com anúncios de Stefan em volume mais alto do que o restante das gravações. A edição do áudio é possivelmente o maior defeito técnico do Boiled Leather. Mas fora isso, o áudio de Stefan é de boa qualidade e o de Jim é razoável. A música da vinheta de abertura é bem genérica.
A proposta do episódio é investigar o significado do título do livro. Como Stefan e Jim afirmam, Festim não era um dos três grandes títulos imaginados desde o começo (Guerra dos Tronos, Dança dos Dragões, Ventos do Inverno). Para eles, mais do que uma expressão com um som pomposo, o título do quarto livro das Crônicas de Gelo e Fogo parece ter um significado na narrativa.
Enquanto Jim especula que o título é uma referência à revoada de personagens pequenos (os corvos) que tentam pegar um pedaço dos legados de personagens mais politicamente relevantes (o banquete), Sasse completa que o livro é sobre as consequências da corrida política e a operação de limpeza da bagunça que as guerras causam.
Com Tywin, Joffrey, Oberyn, Lysa, Catelyn, Balon e Robb mortos no livro anterior, diversos personagens lutam durante Festim para encontrar um significado para suas jornadas. Nas Ilhas de Ferro, nas terras da Coroa, nas Terras Fluviais, em Braavos, no Vale e em Dorne todos colocados diante de direitos de herança e espólios.
Os apresentadores dizem que talvez seja essa a razão pela qual o livro desagrada, em primeira leitura. Não estamos acostumados, nas fantasias, a ler sobre a operação de limpeza que sucede aos conflitos. O resultado do conflito parece magicamente resolver tudo.
Achei muito interessante a comparação que Sasse faz destes personagens com a Geração Perdida dos países derrotados na Primeira Guerra Mundial. No mundo real, esta geração se mostrou incrivelmente suscetível a discursos extremistas que prometiam a ascensão a uma nova era de poderio inimaginável.
Segundo eles, isso acontece visivelmente nas Ilhas de Ferro. Enquanto Victarion tenderia a repetir os erros de Balon, e Asha mostrava-se crítica sobre os resultados da simples pilhagem do norte, Euron conclama todos a sonhar muito mais alto. Ele mostra artefatos mágicos, fala de dragões, presenteia com riquezas preciosas e o mundo como recompensa para as derrotas prévias. Uma vez que os planos de Balon eram estapafúrdios e que os homens de ferro só conhecem a pilhagem como modo de vida, o discurso do corvo Euron é atraente aos ressentidos.
Do mesmo modo, a Irmandade Sem Estandartes se converteu em uma seita de seguidores da morte, a serviço do espírito vingativo de Catelyn que somente tem interesse em aumentar a pilha de cadáveres. A idéia de justiça rapidamente virou a de retribuição e grande parte dos homens se tornaram corvos que prendem os corvos sob o legado de Robb nas Terras Fluviais, a saber: os Frey.
O podcast faz um capcioso paralelo entre os homens de ferro e a irmandade por ambos terem adotados caminhos que dão preferências à satisfação imediata, ao ganho fácil. Sasse e Jim, contudo, se dizer aliviados em pensar que esse é um jogo vazio e que, no longo prazo, as perdas não se equiparam aos ganhos para seus jogadores.
Uma das grandes coisas que achei no Boiled Leather é como eles citaram autores de livros sobre história do mundo real, assim como produções de outros blogueiros e podcasters. Por exemplo, eles lembra de um ensaio de Emmett Booth em que ele afirma que Festim dos Corvos serve para demonstrar como há diferenças entre o legado de Tywin e de Ned. Enquanto os corvos em Porto Real banqueteam sobre o primeiro em Porto Real, há gente no norte lutando voluntariamente em nome do segundo.
De fato, Stefan e Jim chamam a atenção para o fato de que a mentalidade Lannister nas Terras Fluviais é a de que ganhou, mas não levou. Depois de ser cúmplice na quebra do tabu do direito de hóspede, a autoridade do Trono e da Casa Frey somente é respeitada enquanto houver poderio militar sustentando-a. Como governar pela força é a forma segundo a qual Cersei enxerga o mundo, não surpreende os apresentadores que ela acredite que tudo se resolverá ocupando as Terras Fluviais.
Sasse lembra que, na Alemanha pós-Segunda Guerra, democratas alemães apresentavam planos para reconstrução social do país à medida que os americanos ocupavam o país. Contudo, os apresentadores não enxergam planos para as Terras Fluviais. E, diante do vácuo de autoridade (até diante da ausência do próprio Mindinho em Harrenhal), há espaço para oportunistas tentarem se tornar “reis por um dia”.
Os homens das Terras Fluviais não se rendem em massa, como os alemãos ao final da 1ª Guerra Mundial, afirma Stefan. Eles se rendem sem compromisso real, apenas por conveniência transitória. Eles citam Steven Atwell para explicar que Peixe Negro conseguiu se manter firme em Correrrio tão justamente porque, depois do casamento vermelho, ninguém pode mais confiar que Lannisters e Freys manterão sua palavra para nada. Daí tudo que eles recebem nas Terras Fluviais é falsa lealdade.
Na prática, seria necessária a observância da lição de Tywin sobre ser gentil com quem se rende a você, para que outros vissem que isso dá resultado (ASOS, Tyrion VI). Ocorre que Jaime tem violado essa regra ao desrespeitar aliados como Jonos Bracken, tendo em vista sua nova persona de cavaleiro justo. Uma gafe política, justificável diante da recente evolução do personagem, mas não menos perigosa por isso.
Por fim, o The Boiled Leather chama a atenção para dois tipos de corvos em Porto Real.
Os primeiros são os bajuladores que sobreviveram aos homens que lhe deram cargos e benesses. Segundo os apresentadores, é uma tendência que ocorre também com a morte de ditadores que cercaram-se de bajuladores no mundo real: quando os líderes morrem, a confusão começa. Em Westeros, eles não perderam tempo para se agitar, grande parte deles em volta de Cersei.
Os segundos são os homens da fé. Os apresentadores ressaltam o quanto era comum que a Igreja Católica medieval atuasse diante da vacância de poderes. A questão era que a situação já estava extremamente caótica sem eles, sendo bastante acidental sua aparição como agente de poder (graças a Cersei). Portanto, ainda seria incerto se eles são corvos ou apenas pardais.
Uma menção a Arya como parte de um grupo de extremistas religiosos chamou minha atenção. Eu nunca havia parado para pensar que a maneira como os Homens sem Rosto exigem a dissolução do indivíduo se assemelha ao recrutamento de células terroristas no mundo real. Ainda que saibamos que a organização não tem por finalidade o terrorismo, foi uma comparação interessante, que pode revelar que a Casa do Preto e do Branco também pode ser um abrigo de “corvos”.
Eu gostei bastante das análises de Stefan e Jim. Talvez porque eu esteja escutando muitos podcasts de releitura de capítulos ou análise de personagens, essa análise macropolítica e metalinguística me veio como uma experiência nova no” domingo de podcast”.
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2019.10.10 23:02 Kelvin_SK Guia: Saint Seiya Awakening

Olá pessoas, sou o Sr_Kelfin do Servidor A7-Taurus e gostaria de ajudar vocês, mesmo que um pouquinho.
Iniciação no Game:
Os melhores Rank B:
» Seiya de Pegasus - Nachi de Lobo - Luna de Sextante - Kiki - Moisés de Baleia - Sacerdotista Negra - Cassios - Xioling de Ursa Menor - Ban de Leão Menor - Cisne Menor
Os melhores rank A:
» Hyoga de Cisne - Marin de Águia - Ikki de Fênix (Pássaro de Fogo) - Io de Scylla - Isaak de Kraken - June de Camelão - Shaina (Shina) de Cobra - Yuzuriha de Grou - Ichi de Hidra - Deidalos de Ceféu - Shun de Andrômeda - Misty de Lagarto
Os melhores rank S:
» Todos são bons, basta saber utilizar e aprimorar corretamente.
Bom... creio que a escolha de cavaleiros seja complicada, então irei montar um Tier List para cada estágio (Boss da Legião, Modo História, JxJ...)
Modo História:
Rank S: Afrodite de Peixes - Aiolos de Sagitário - Saga de Gêmeos - Shura de Capricórnio - Aiolia de Leão - Mū de Áries - Camus de Aquário
Rank A: Marin de Águia - June de Camaleão - Deidalos de Ceféu - Ikki de Fênix (Pássaro de Fogo)
Rank B: Kiki, Luna de Sextante - Nachi de Lobo - Sacerdotisa Negra
A formação eu deixo por sua escolha, mas não vá colocar apenas os cavaleiros de ouro, é recomendável por personagens de suporte, ataque e controle.
Boss da Legião:
Rank S: Afrodite de Peixes - Aiolos de Sagitário - Milo de Escorpião
Rank A: - Deidalos de Ceféu - Marin de Águia - June de Camaleão (Apenas para os patamares mais avançados)
Rank B: Luna de Sextante - Nachi de Lobo - Seiya de Pegasus
Recomendo deixar o Seiya e o Afrodite como personagens fixos para esse tipo de coisa, pois os mesmos são ótimas escolhas para os bosses. [Ah, não coloque o Shiryu em nenhum tipo de boss, por favorzinho :)]
JxJ:
Rank S: Milo de Escorpião - Aiolos de Sagitário - Aiolia de Leão - Mū de Áries - Afrodite de Peixes - Saori - Máscara da Morte - Camus de Aquário
Rank A: June de Camaleão - Deidalos de Ceféu - Marin de Águia - Shun de Andrômeda - Misty de Lagarto - Ikki de Fênix (Pássaro de Fogo) - Hyoga de Cisne - Shaina (Shina) de Cobra - Io de Scylla - Issak de Kraken
Rank B: Kiki - Luna de Sextante - Cassios - Moisés de Baleia - Sacerdotista Negra - Cassios - Xioling de Ursa Menor - Cisne Negro - Ban de Leão Menor

Outra recomendação é sempre manter um time com a June e Marin, elas são essenciais para o JxJ.

Eu gostaria de deixar algumas outras dicas para quem está iniciando, abaixo citarei elas.
📖 Progrida no Modo História 📖
🎯 Saiba como montar o melhor time (reforçando o início) 🎯
🕵 Aprenda as mecânicas de combate 🕵
🤖 Modo automático e modo manual 👩
🏋 Aprimorar os Cavaleiros 🏋
🏛 Participe das Legiões do Jogo 🏛
✨ Observação:
- Não gaste seus diamantes fazendo summon toda hora, uma boa recomendação é juntar os mesmos para fazer as quests ou upar os personagens.
» Segue o link abaixo para ir ao Canal dele: https://www.youtube.com/channel/UCQBHf63Yge967k3Vn9ECK3A »
Meu Nick: Sr_Kelfin Servidor: A7-Taurus Região: NA&SA
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2019.07.23 03:50 triunfei_ Como poupar na Disney

As férias no Walt Disney World são uma das melhores experiências mágicas de fuga que você pode planejar. Também é muito caro se você não planeja com cuidado. Planejamento insuficiente e excessivo também é um perigo para a sua capacidade de aproveitar o tempo que você trabalhou tanto. A pressão para tirar o máximo proveito de sua viagem é quase inevitável, mas com algumas estratégias simples e dicas para economizar dinheiro, você pode ter um tempo livre de estresse.
Economize dinheiro, respire com facilidade.
Viagem e Acomodação:
Nunca é cedo demais para começar a planejar as férias que você já sabe que vai levar. Verifique a passagem aérea no horário em que deseja viajar e veja se consegue encontrar datas com tarifas especialmente baixas, por exemplo. Metade da semana, ao contrário de um sábado ou domingo. Pesquisando em um site de reserva de desconto, como Travelocity ou Bookit.com é excelente, mas não se limite a apenas um. Tome seu tempo não se apresse, nós nos apaixonamos por três hotéis antes de encontrar um grande desconto em um deles. Não deixe de ler as opiniões dos clientes sempre que puder.
Além disso, saiba quanto você quer que suas férias custem. Gastar dinheiro com um orçamento é muito mais despreocupante do que administrar despesas rapidamente. Espere pagar muito pelo alojamento, alimentação, transporte, etc. Não se esqueça dos táxis, eles são caros e é melhor planejar usá-los uma ou duas vezes.
Reservar um hotel com um voo é geralmente uma poupança de dinheiro. Enquanto nós recomendamos ficar em um dos muitos hotéis temáticos da Disney, existem alguns bons hotéis que não são da Disney, apenas fora Lake Buena Vista, que irá poupar dinheiro. Os hotéis da Disney World contam com ônibus para transportar os hóspedes pela vasta extensão de terra. hotéis externos oferecem serviço de transporte gratuito é muito confiável e alguns são apenas uma curta caminhada do Downtown Disney, um lugar livre com atmosfera Disney e uma ampla gama de opções de refeições. Se você está olhando para um dos hotéis de baixo custo da Disney, uma oferta especial em um estabelecimento diferente da Disney pode ser uma melhoria.
Comida:
Outra vantagem de ficar fora dos limites da propriedade da Disney é a opção de não estar na Disney World. Você vai precisar de tempo livre para relaxar, passear pelo resort e talvez até se recuperar em seu quarto por um dia. Parece um desperdício, mas você será muito grato depois de chegar a dois ou três parques em uma fileira. Nos dias de folga, você pode visitar os restaurantes que não são Disney, orçamento amigável e estoque sobre lanches em Walgreen que pode levar para os parques mais tarde. Uma noite, temos Olive Garden e comemos no nosso quarto. Às vezes, temos Q doba, que é muito semelhante ao Chipotle. Como parte do seu planejamento, é bom começar a solicitar cartões-presente que você possa usar na viagem. Qualquer ocasião para doar pode ajudá-lo com seu orçamento e aliviar a pressão de planejar onde comer. TGI Fridays é outro lugar que freqüentamos, porque tínhamos cartões de presente, eles eram um salva-vidas. O jantar é um prato que é melhor servido perto do seu quarto.
Ao planejar suas refeições em ambientes fechados (parques), certifique-se de considerar seus hábitos alimentares para um orçamento realista. Comece alto e veja o que pode ser eliminado à medida que você se aproxima da faixa de preço desejada. É surpreendentemente fácil gastar menos quando você traz sanduíches preparados e garrafas de água em uma mochila. O serviço contador economiza tempo e dinheiro, eliminando uma equipe de serviço e dá-lhe mais controle sobre o quanto você pede e o que você faz com ele. É fácil compartilhar e misturar itens à la carte para satisfação e a comida muitas vezes tem um preço mais baixo em um balcão do que o seu jantar nas contrapartes. Se você beber, orçamento para isso. Tome um limite e não vá mais longe. Disney World tem muitas ótimas cervejas e coquetéis. A cerveja tem um preço muito razoável na maioria dos lugares, mas o álcool em geral é ruim para os orçamentos. Fóruns da Web como o Disables são um excelente recurso para ver o que é oferecido em termos de preços e opções de alimentos. Você também pode determinar quando e onde você quer colocar o pequeno extra para uma boa refeição. Existem alguns restaurantes muito bons ao redor do resort para uma noite muito especial. Eles podem exigir uma reserva com seis meses de antecedência.
Há também o Plano de Refeições da Disney, no qual você paga antecipadamente em troca dos créditos que serão usados ​​em lanches, pratos principais e outros; isso é perfeito para as famílias.
Parques
Ao planejar quando e onde comer, este também é o momento perfeito para pensar onde você passará seus dias. Os parques oferecem passeios especiais e experiências que custam extra, mas que podem realmente fazer a sua viagem. Pessoalmente, nós amamos o tour Epcot água que permitiu mergulhar no enorme tanque de Seas bandeira com tubarões, tartarugas e outros peixes grandes. Epcot é o nosso parque favorito e o tempo é facilmente dividido.
Recomendamos um mínimo de dois dias para o Epcot: One for Future World e pelo menos um para o World Showcase. Vá aqui para solicitar mapas personalizados gratuitos que ajudarão você a planejar como experimentar cada parque. O Magic Kingdom, apesar de seu tamanho, é muito manejável com a abordagem correta graças a um fluxo de tráfego e estradas convenientes. Um dia cheio de pessoas não é um dia de campo, mas você ainda pode fazer muito e ver todo o parque em um dia. Disney Studios é compacto e fácil, e você pode ter um bom dia lá, mas você pode querer voltar para mais. As principais atrações são restaurantes e shows temáticos, mas os poucos passeios que eles têm são alguns dos mais emocionantes de todo o resort. Ao escolher os dias para onde ir, considere os horários dos parques, incluindo os horários de entrada antecipada. Isso indicará a assistência projetada para o parque. Entrada antecipada e horas mágicas significam grandes números. Os parques têm diferentes projeções de atendimento, então procure por aqueles que não têm horário estendido.
Ter um conhecimento básico do terreno e do fator multidão são os primeiros passos para passar um tempo incrível em qualquer parque. Saiba quando e onde você planeja comer, mas (essa é a parte boa) permita-se mudar de ideia se houver outra opção que pareça melhor. Esta é a hora de aproveitar, então, se você fez sua lição de casa neste parque, você tem uma ideia de como navegar da maneira mais eficaz possível. Você já comprou tempo para parar e cheirar algumas das plantas exóticas e o ar perfumado de todo o complexo. O Fast Pass é outra fila fantástica (desculpe pelo jogo de palavras) Nem todos os jogos são oferecidos, mas encontre um que o faça e vá para lá imediatamente. Esse é um ótimo ponto de partida. O passe informa quando retornar. Você pode pensar que pode ir para a estrada enquanto não há linha, mas é melhor fazer outras coisas e esperar menos quando houver uma linha real.
Outro truque para ter calma é mostrar o conhecimento da programação. Se você quiser ver um show, você precisa planejar seu dia em torno, se isso acontecer, será bom saber quando e onde esperar o congestionamento ao longo das rotas desfile ou sai do teatro. Certifique-se de levar um show e um mapa do parque na entrada e, se você perdê-lo, não hesite em perguntar a outro membro do elenco. Como ex-membros do elenco da Disney, podemos afirmar com segurança que essa é provavelmente uma das grandes coisas que fizemos na maior parte do tempo.
Também vimos muitas pessoas se afastarem de uma atração com uma linha. A maioria das atrações publica tempos de espera definidos por um mostrador e tem uma janela de tempo mínima (por exemplo, 10 minutos), não importa o quão curta seja a espera. Se você estiver interessado em uma viagem, nunca recuse uma espera de dez minutos. Disney equipe é geralmente muito bom para mover as coisas em comparação com outros parques, assim que as linhas tendem a se mover mais rápido do que o esperado e as filas são normalmente concebidos para entreter e encantar. Eles não vão te matar como vagar em busca de algo para fazer.
Como eu disse antes, é importante relaxar quando você está lá. Confie na sua agenda e no seu orçamento, e certifique-se de oferecer um dia extra em um parque que realmente goste. cartões de presente são uma grande maneira de ajudar a taxas de admissão e refeições no parque, quando planear a sua viagem, considere quantos dias têm e onde você quer distribuir. Pelo menos dez dias é ideal se você quiser visitar os quatro parques. Lembre-se, você vai querer tempo livre durante a viagem e há muito para ver e fazer que não lhe custará nada. Explorar as razões de um belo hotel, fazer um passeio de barco ou um monotrilho em torno da Lagoa dos Sete Mares, passear Downtown Disney é gratuito e não as taxas de baixa renda para caiaques, pesca e passeios de carruagem nome cênica alguns. Planejar essas coisas é divertido e trabalhar em um orçamento prático é extremamente gratificante.
Primeiro cartão de crédito: Tentar obter seu primeiro cartão de crédito pode ser tão frustrante quanto tentar conseguir seu primeiro emprego. Os empregadores querem experiência, mas você não pode obter experiência a menos que alguém contrate você. Da mesma forma, um cartão de crédito é a maneira mais rápida de construir um bom histórico de crédito, mas sem um bom histórico de crédito é difícil obter um cartão de crédito. Confira nossa seleção dos melhores cartões de crédito com todas as informações neste este link cartões de crédito.
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2019.05.30 22:09 KoopaTrope Sonhos lúcidos

- É sua tarefa, Luís, não minha.

- Eu sei, só estou pedindo ajuda. Você não pode me explicar?

O escritório inteiro olhava para os dois, mas a colega com quem ele falava nem tirava os olhos da tela para respondê-lo.

- Não. É responsabilidade sua.

Ele ficou ali, de pé, constrangido. A mulher acrescentou:

- Pôr calças também seria uma boa ideia.

Luís percebeu que estava pelado abaixo da cintura. Cobriu suas partes com as mãos e, envergonhado, voltou ao seu lugar. Sentou-se e fingiu que estava tudo normal. Perguntou-se se Mara havia visto aquela humilhação toda.

Tentou trabalhar, mas raciocinar estava difícil, então abriu o Outlook e digitou:


“Para: Suporte Técnico Assunto: Café Mensagem: 

Olá, Poderiam, por favor, me trazer uma xícara de café? Aguardo sua resposta. Atenciosamente, Luís Monteiro” 


Assim que enviou o e-mail, Mara veio ao seu cubículo conversar. Ela estava de saia rosa e uma boa parte da coxa de fora. Luís afundou-se na cadeira tentando esconder sua nudez debaixo da mesa.

- Precisa de ajuda? - A voz, assim como o rosto, era da sua ex, mas aquela era a Mara mesmo assim.

- Preciso.

Ele tentou se lembrar aonde estava guardado, na rede, o arquivo que precisava preencher. Abria diversas pastas mas não o achava. Mara mudava o peso de uma perna para a outra, impaciente.

Ele clicou duas vezes em um arquivo e um emulador de Super Nintendo se abriu, com as palavras “STAR WARS” em amarelo num fundo preto. A versão 16-bit do tema do filme tocando alto.

- Não sei o que é isso - ele mentiu enquanto tentava abaixar o volume da caixa de som, sem sucesso. - Nunca instalei isso. Não é meu.

Diversos colegas se aproximaram para olhar sua tela.

- Aqui está o café! - gritou o cara do suporte técnico, tentando ser ouvido por cima da música.

Luís tentava fechar a janela do emulador, mas não conseguia. O logo amarelo se distanciava da tela e um texto o seguia lentamente pelo espaço. A música continuava jorrando. O cursor estava em cima do “X”, mas quando ele clicava nada acontecia. No desespero, acertou com o cotovelo a xícara que havia surgido em cima da mesa. Mara gritou quando o café pelando caiu na sua perna.

- Desculpa! - Luís disse se levantando.

Os olhares dos colegas o lembraram que ele estava pelado. Mara chorava. Ela tirou a mão da coxa revelando uma ferida em carne viva.

- Desculpa! - Ele implorou.

A menina olhou para a nudez de Luís. Sua expressão passou de dor para surpresa, e logo para a de desespero.

- Na sua barriga também! - Ela disse, apontando para o jovem.

Ele olhou para baixo.

Sua barriga estava tostada. Bolhas cresciam e estouravam, fazendo sangue e pus escorrerem pelas suas pernas.


Tudo aquilo desapareceu, exceto pela música, e Luís viu-se em seu quarto, deitado na cama. O lap top estava quente em sua barriga ainda com Super Star Wars ligado. Fechou a janela do jogo assim que entendeu o que estava acontecendo. Ah, silêncio!

Havia chegado tarde do trabalho, descongelado e comido uma lasanha e deitado no escuro para jogar um pouco e relaxar. Nem percebeu quando caiu no sono. Devia ter esbarrado em alguma coisa e o lap top saiu do modo inativo, o acordando.

“Que merda de sonho”, pensou. Ter pesadelos já era ruim, mas sonhar que estava trabalhando era horrível. Chegara do serviço e pegara no sono por oito horas, só para trabalhar lá também. E agora já tinha que voltar pro escritório. Era como se fizesse três turnos emendados. O pior é que esses sonhos estavam cada vez mais frequentes.

Pensou sobre o pesadelo que teve. Aliviava-se ao lembrar dos detalhes e se assegurar de que nenhum deles tinha acontecido de verdade. Riu da ideia de pedir um café por e-mail para o suporte técnico. “Acho que vou fazer isso hoje”, brincou para si mesmo, começando a ficar grogue de sono novamente. Abriu os olhos com urgência e checou as horas no celular. Faltavam quinze minutos pra ter que se levantar.

Quinze minutos era o pior. Muito pouco para voltar a dormir mas muito tempo para desperdiçar se levantando. Já que estava com o computador na cama, abriu uma janela do Reddit e começou a navegar.

No meio de memes e gifs de cachorros, viu uma postagem que, se houvesse visto em outro dia, teria ignorado, mas hoje lhe chamara a atenção. Era um texto sobre sonhos lúcidos. Ele já havia ouvido falar naquilo, sabia que tinha a ver com controlar seus sonhos. “Num pesadelo como o de hoje isso seria muito útil”, pensou.


Ao meio-dia, enquanto almoçava, Luís leu o artigo salvo no celular.

O conceito era o que imaginava: controlar a si mesmo e tudo ao seu redor nos sonhos. A maneira como se alcançava isso era percebendo que estava sonhando sem acordar. Assim a realidade era sua para ser modelada. “Eu poderia fazer o que quisesse”, pensou. “Poderia ser um jedi, ter uma Ferrari, comer a Megan Fox…”.

Leu atentamente a segunda parte do texto, que ensinava como atingir a lucidez nos sonhos.

A primeira dica era ter um diário de sonhos, que deveria ficar na cabeceira da cama, tanto para que fosse possível anotá-lo antes de esquecê-lo, quanto para que de noite a pessoa caísse no sono perto do caderno. Isso faria com que ela inconscientemente se preparasse para sonhar, aumentando suas chances de perceber que sonhava.

Aquilo pareceu bobagem para Luís. Esse papo de inconsciente não era sua praia, mas o próximo ponto parecia mais racional e o fascinava.

Tratava-se de outro tipo de truque para perceber que se estava sonhando. A grande sacada era se viciar nesses truques, de maneira com que a pessoa começasse a testar o seu redor mesmo sem pensar a respeito, até que em algum momento acabaria fazendo aquilo sem querer em um sonho, e então perceberia que estava dormindo.

Dois desses truques fizeram muito sentido para Luís. Um era olhar a palma de sua mão o tempo todo, de cinco em cinco minutos, se possível, todos os dias, até que começasse a fazê-lo sem pensar. Acabaria conhecendo a imagem da sua palma, e quando, por vício, fizesse aquilo em um sonho, reconheceria que aquela não era exatamente a sua mão.

Outro truque que Luís achou que podia funcionar com ele era se viciar em apertar todo interruptor de luz que visse. Teria que, toda vez que entrasse em uma sala sozinho, procurar um interruptor e apertá-lo. Segundo a postagem, assim como a palma da mão, a mudança da luz em uma sala era difícil de ser reproduzida perfeitamente por nosso cérebro.

Se ele era influenciável o suficiente para frequentemente sonhar que estava trabalhando, não via porque não conseguiria condicionar-se a testar uma dessas coisas num sonho.


- Tá tudo bem? - Perguntou Pedro, ao flagrar Luís, de novo, olhando para a palma de sua mão.

- Sim, tudo certo.

Pedro sentava ao seu lado e provavelmente o veria fazendo aquilo diversas vezes ao dia, então Luís abriu o jogo:

- Eu só estou fazendo um teste. É um truque para se ter sonhos lúcidos.

O colega franziu a testa.

- Isso é quando você tem um sonho super realista, tipo A Origem, né?

- Mais ou menos. - Ele respondeu, sem saco para explicar, e com um pouco de vergonha também.

Após os dois ficarem em silêncio por um instante, Luís checou novamente sua palma. Pedro balançou a cabeça negativamente e balbuciou:

- Coisa de louco.

Luís ouviu esse tipo de comentário diversas vezes nos dias seguintes. Mesmo assim, sua força de vontade o fez continuar. De cinco em cinco minutos, as vezes ainda mais frequentemente, ele checava sua palma, não se importando com quem via. Começou a fazê-lo sem pensar, até na frente da Mara.

Sempre que entrava em um cômodo novo e se via sozinho, procurava o interruptor e o apertava, prestando atenção em como a luz se apagava e se acendia. Não importava se estava em casa, no escritório ou qualquer outro lugar. Chegou a apagar a luz sem querer na cozinha do escritório enquanto umas dez pessoas almoçavam. Apenas pediu desculpas e acendeu a lâmpada, aproveitando para reparar bem em como isso mudava o ambiente.

Até a dica do diário de sonhos ele seguiu. No começo sentiu-se um pouco ridículo escrevendo seus sonhos, mas acabou gostando de ter um jornalzinho e poder reler aqueles sonhos bizarros que sumiam de sua cabeça alguns minutos após acordar.

Após dois meses ele havia quase desistido daquilo tudo. Quando apertava um interruptor ou olhava para a palma de sua mão se perguntava por que estava fazendo aquela idiotice, mas então imaginava-se voando num sonho, e sendo um rei por oito horas, todos os dias, e insistia no hábito.


Um dia Luís estava com a Mara na casa dela. A aparência era da casa de sua avó, mas era a da Mara mesmo assim. Sentados no sofá, os dois conversavam, e a menina o tocava quando falava, e ria toda vez que ele fazia um comentário engraçado. “Isso está indo muito bem”, ele pensava, e pela primeira vez perto dela falava com confiança.

- Sabia que seu nome é de uma personagem do Star Wars?

- É mesmo? - Ela arregalou os olhos, muito interessada.

- Sim. Mara Jade. E o seu olho é verde, igual jade…

- Uau! Que coincidência!

- É! Eu pensei nisso assim que me apresentaram você, quando eu entrei na empresa.

- Eu tenho uma coisa do Star Wars aqui.

A moça se levantou e se trancou no closet. Depois de alguns instantes saiu vestindo uma longa tanga vinho que cobria a parte da frente e de trás de sua cintura, aberta nas laterais, um biquini metálico, pulseiras douradas e um colar apertado, do mesmo metal, do qual saia uma corrente. Seu cabelo trançado caia decorado por presilhas amarelas.

- Você gosta? - Ela o provocou.

- Muito - Respondeu, finalmente ficando nervoso.

- Vem.

Mara saiu da sala em direção ao seu quarto e Luís a seguiu. Entre os dois cômodos havia um corredor, e nele, sem pensar, o jovem olhou para a sua mão.

Havia algo de errado. Tentava reconhecer as linhas mas não conseguia. Elas se embaralhavam na sua palma. Apenas quando Luís focava no lugar em que uma linha deveria estar é que ela aparecia corretamente.

“Isso não está certo”, ele pensou.

- Vem, Luís.

Ele podia ver Mara na cama, olhando para ele do quarto. Teve vontade de esquecer a sua mão e ir até ela, mas algo dentro de si dizia que aquilo era muito importante, e que, muito tempo atrás, em um tempo que ele nem se lembrava mais, queria muito que aquilo acontecesse.

“Tinha a ver com perceber se eu estava sonhando”, lembrou. Aquele pensamento o fez procurar por um interruptor de luz.

Do lado da porta do quarto onde Mara estava havia um grande interruptor amarelo. Luís o apertou e nada aconteceu.

“Estranho”, pensou. A lâmpada estava apagada, mas o corredor continuava iluminado. Apertou o botão novamente e viu a luz surgir dentro da lâmpada, um instante mais devagar do que deveria, mas a iluminação ao seu redor continuava a mesma.

Uma realização veio de repente: “estou sonhando”.

Agora ele via a diferença. Era como se tudo existisse de maneira fraca, exceto aquilo em que ele prestava atenção. Olhava para Mara e a única coisa que existia era ela. Olhava para o interruptor e Mara deixava de existir, e após alguns segundos, quando relaxava, coisas ao redor começavam a aparecer em segundo plano, desfocadas.

“O que eu quiser vai existir. Isso é tudo minha imaginação, só preciso aprender a controlá-la”. Olhou para a mulher na cama e concentrou-se, imaginando-a levantando o braço. Ela o levantou. Como se uma chave tivesse sido virada no cérebro de Luís, o sonho parou de acontecer sozinho, e ele se viu no poder.

Ao ganhar o controle, tudo ao seu redor desapareceu. Ele estava no meio do nada.

Lembrou-se do artigo que leu. Haviam diferentes níveis de domínio dos sonhos, e no mais forte apenas o que a pessoa imaginasse existiria, sem nada em segundo plano sendo projetado pelo inconsciente. “Parece que vim direto pro nível mais avançado”, pensou.

Imaginou a Mara numa cama a sua frente e o pensamento se materializou na hora. Ele se aproximou. Agora tudo o que existia era ele, a cama e Mara. Relaxou por um instante e tudo desapareceu. Ele estava no meio do nada de novo. Esforçou-se para fazer Mara e a cama reaparecerem, e conseguiu, mas a mulher não fazia nada, apenas estava lá, da maneira em que ele a imaginava.

Tinha que concentrar-se para que ela continuasse existindo. Suas curvas, seu olhar, seu sorriso, nada daquilo existia mais sozinho, como antes, tudo dependia dele imaginar.

“Isso não é muito diferente de fantasiar acordado”, pensou. Tocou a pele da mulher. Não sentiu nada. Imaginou a textura e a temperatura, e de certa maneira a sentiu. “Isso não é um sonho mais. É só imaginação.” A decepção fez com que ele se desconcentrasse e tudo desapareceu novamente. Dessa vez ele imaginou a Megan Fox na sua frente. Tocou-a e o resultado foi o mesmo: teve que imaginar a sensação. “Isso é ridículo. Eu já me imaginei tocando essas duas um milhão de vezes. No sonho deveria parecer real!”.


O sonho foi interrompido pelos berros de um despertador. Xingando, Luís o desligou. Por instinto ele abriu seu diário de sonhos na página daquele dia, destampou a caneta Bic e olhou para a folha em branco por um segundo. Fechou a caderneta com a caneta no meio e a atirou para o outro canto do quarto. “Que merda”, ele pensou, frustrado. Não anotou mais seus sonhos.

Naquele dia o jovem lutou contra o vício e não olhou nenhuma vez para a palma de sua mão. Quando via um interruptor tinha vontade de xingá-lo. Sentia-se enganado e traído.

Parte de si ainda negava que aquilo realmente acontecera. Enquanto trabalhava, fechou os olhos e imaginou-se tocando a Megan Fox pelada. A sensação era exatamente igual à do sonho. O que ele havia visto e sentido enquanto sonhava não era nem um pingo mais real do que sua imaginação era normalmente, e ele não se considerava alguém com uma imaginação super fértil. Todas aquelas semanas de treino, o ridículo que passara na frente das pessoas ao olhar para sua mão o tempo todo, tudo aquilo para nada. Para um sonho de merda que nem podia ser chamado de sonho.

- Tá dormindo? - Perguntou Pedro, voltando do banheiro.

Luís abriu os olhos e fingiu trabalhar.

- Ou tá sonhando que nem A Origem? - Pedro riu alto com seu comentário, sentou-se e abriu seu lap top com um sorriso no rosto.


Ao chegar do trabalho, Luís comeu um miojo, colocou o pijama e tomou um remédio para dormir, que gostava de ter em casa para uma emergência. Deixou a louça acumular mais um dia. Ainda não eram nem 8 horas, mas ele apagou a luz do quarto e se deitou.

Não sabia exatamente aonde queria chegar, mas precisava sonhar. Ele se perguntou se “acordaria” outra vez dentro do sonho. Se acontecesse, talvez ele pudesse fazer tudo sentir mais real do que na noite passada. Seria bom. Mas ele torcia para que nada disso acontecesse. Ele queria ter um sonho normal, sem lucidez nenhuma. Um sonho que o enganasse até alguns segundos após acordar.

Um facho de luz azulada entrava pela abertura por entre as cortinas e se estampava na parede. Ficava mais forte e esbranquiçado quando um carro passava na rua. Luís assistiu aquilo por uma meia hora.

Ele não percebeu a transição, mas se encontrava em lugar nenhum, no meio do nada. Lá não era escuro, mas também não era claro. Simplesmente não era nada.

Lembrou-se de uma postagem que leu no Reddit, de um cara tentando entender como é possível que cegos simplesmente não enxergam, ao invés de ver tudo escuro. Alguém havia explicado pedindo para que o OP fechasse os olhos. “Tudo o que você vê é preto, certo?”, dizia o comentário. “E o que você vê atrás de si? Tudo escuro também? Não, você simplesmente não enxerga nada atrás de si. Não é preto nem branco, simplesmente não existe”. Assim era o nada ao redor de Luís.

Ele já estivera ali antes. Na noite anterior, assim que começou a sonhar lucidamente e tudo ao seu redor desapareceu, mas dessa vez o jovem soube que estava sonhando no instante em que adormecera e aparecera ali. Nem tivera a chance de ter um sonho não lúcido. “Merda. Será que vai ser assim a noite inteira?”

Resolveu pelo menos tentar se divertir. Lembrou-se do comentário do Pedro sobre Inception e tentou criar uma cidade ao seu redor, como no filme. Imaginou uma rua com calçadas. Não era ultra-realista como ele esperava que seus sonhos lúcidos seriam, era apenas tão real quanto sua imaginação. Ele se perguntou se sempre sonhara assim, tudo meio fora de foco, meio descolorido.

Concentrou-se no chão e, após alguns segundos, conseguiu detalhá-lo bem. O asfalto brilhava e a calçada era feita de paralelepípedos, todos perfeitos e do mesmo tamanho. Grama crescia aqui ou ali, por entre as pedras.

Imaginou um prédio ao seu lado, uma torre de cimento e vidro. Decorou-o com um portão de ferro, alguns degraus levando até a porta de entrada e uma portaria vazia.

Percebeu que, ao imaginar o prédio, havia deixado de lado o chão, que desaparecera. Imaginou-o outra vez, agora se esforçando para manter as duas coisas na cabeça ao mesmo tempo.

Conseguiu fazer ambas as coisas existirem juntas, mas não pôde mantê-las tão detalhadas quanto antes. Se o asfalto brilhava e grama crescia na calçada, o prédio era apenas uma torre cinza sem graça. Se o prédio tinha janelas e uma fachada bonita, o chão tornava-se apenas uma sombra aos seus pés.

“Talvez se eu praticar bastante eu consiga”, pensou, mas não queria treinar aquilo. Não era divertido. Qual era o ponto daquilo tudo? Ele só queria voltar a sonhar normalmente e deixar esses sonhos lúcidos pra trás.

Esqueceu o pedacinho de cidade ao seu redor. Tudo desapareceu e ele voltou ao nada.

Quis relaxar como se tentasse dormir, mas não tinha sono. Claro, já estava dormindo. Sua mente estava relaxada mas em alerta, como quando ele tomava café no escritório mas continuava com preguiça de trabalhar.

Ficou apenas pensando na vida, esperando as horas passarem. Não havia maneira de checá-las. Achava que haviam se passado duas horas, pelo menos. Três talvez. Esperou mais.

Considerou que teria que esperar oito horas até o despertador acordá-lo. Ou mais, porque havia dormido cedo. “Pensei que o tempo nos sonhos passasse mais rápido ou algo assim. Merda de filme”.

Talvez em um sonho de verdade o tempo parecesse passar de maneira diferente, mas ele podia chamar aquilo de sonho? Só estava com sua mente acordada enquanto dormia, nada mais.

Após o que pareciam ter sido realmente oito horas, acordou. Seu corpo estava descansado, mas sua mente não. Era difícil se concentrar em qualquer coisa.

No trabalho ele não rendeu nada e em casa menos ainda. Deixou as tarefas domésticas para o dia seguinte de novo. A louça continuou acumulando e ele sabia que amanhã teria que usar uma camisa amassada, porque não tinha energia para passar.

Faziam dias que ele não falava com seus amigos e família, mas ignorou as ligações de sua mãe, apenas mandou uma mensagem de “está tudo bem, amanhã nos falamos”. Não queria conversar com ninguém naquele estado.

Perto da meia-noite se deitou. Mesmo cansado, a ideia de dormir e ter um sonho daqueles outra vez lhe parecia terrível. Passou a noite inteira jogando Dwarf Fortress e tomando Coca-Cola.


- Meu Deus, você está um caco! - Disse Pedro.

- Não consegui dormir.

Luís olhava para a tela do computador, mas não raciocinava. Os e-mails que chegavam pareciam estar em grego e as conversas ao seu redor não faziam sentido. Não comentou nada nas reuniões em que participou. Se alguém lhe pedisse para resumi-las ele não teria ideia do que foi tratado.

Era como se tivesse ficado mais de 48 horas acordado, já que duas noites atrás, quando havia dormido, não descansara sua mente. No fim do expediente esse número subiu para 56 horas.

As cores estavam diferentes e as palavras não faziam sentido. “Isso já é considerado alucinar? Acho que sim”. Quando olhava para o computador por muito tempo e depois para uma parede branca, via a tela estampada em negativo, desaparecendo aos poucos e aparecendo mais forte cada vez que piscava os olhos.


Naquela noite ele não teve escolha, dormiu. Nem se lembrava de caminhar até a cama e se jogar, mas percebeu quando apareceu naquele nada que eram seus sonhos agora. Lúcido outra vez. Foi quando teve a realização de que talvez nunca mais sonhasse normalmente, e pra sempre estaria “acordado” ao dormir. Talvez ao “virar a chave” no seu cérebro ele tivesse quebrado sua habilidade de sonhar para sempre.

O desespero bateu. Oito horas por dia daquele tédio e solidão para o resto de sua vida seria tortura. Tentou se entreter de alguma maneira.

Criou outro ser humano no sonho e tentou dar-lhe uma personalidade, mas ele só fazia o que Luís imaginasse. Voltou a tentar criar sua cidade. Talvez se fizesse uma bem grande teria como se entreter nela. Dessa vez não tentou detalhá-la demais e preocupou-se apenas em criar o maior número de objetos possíveis, sem fazer os outros desaparecerem. O esforço mental era enorme.

Foi quando percebeu que isso só o esgotaria mais, e seus dias seriam cada vez piores.

Sentou-se no nada e tentou descansar. Teve a ideia de meditar. Não sabia muito bem como fazer aquilo mas sabia que tinha que tentar não pensar em nada. Talvez conseguisse descansar seu cérebro um pouco.

As horas passaram devagar e dolorosamente. Em nenhum momento ele sentiu que ficou menos lúcido, mas quando acordou Luís percebeu que a meditação o ajudou. Continuava exausto, mas sentia-se como se tivesse tirado uma soneca.

Nas noites seguintes ele continuou meditando, tentando usar sua cabeça o mínimo possível. Durante o dia ele lia sobre a prática e religiões orientais, o que ele teria achado ridículo alguns meses atrás. Seus dias voltaram a render, tanto no trabalho quanto em casa, e ele se sentia relativamente descansado. Voltou a comer bem, lavou a louça, ligou para a sua mãe e voltou a sair com seus amigos.

Seus dias eram bons, o problema eram as noites. Oito horas sem fazer nada além de meditar, todos os dias, sozinho, sabendo que a alternativa era sofrer de cansaço durante o dia. Houveram noites em que ele se rebelou. Imaginou-se em cenas de ação, duelando de espadas ou pilotando uma X-Wing. Outra noite passou o Episódio IV inteiro na sua cabeça, como se assistisse ao filme. O resultado dessas noites rebeldes era sempre o mesmo: no dia seguinte era como se não tivesse descansado, e ele prometia para si mesmo que naquela noite não cometeria o mesmo erro.

Após alguns meses ele estava pró em meditar. Já tinha até uma rotina. Criava uma versão simplificada de seu quarto, mas todo “zen”, com um bonsai de pinheiro-negro e um daqueles jardins de areia japoneses, uma janela que sempre dava para um céu azul por onde entrava seu cheiro favorito, o de grama cortada, e silêncio completo. Depois se sentava num puff super confortável, fechava os olhos e tentava não pensar em nada até acordar - o que fazia o quarto desaparecer, mas o importante era aquele relaxamento inicial. Ficou tão bom nisso que não gastava nem cinco minutos para criar o quarto, e conseguia descansar o resto da noite.

Ainda achava todo o papo espiritual das religiões orientais pura baboseira, mas aprender a não pensar em quase nada havia salvado sua vida.


Uma noite ele sentou-se naquele puff, fechou os olhos e prestou atenção em seus pensamentos. “Ainda tenho oito horas disso”, “não vou conseguir me concentrar hoje”, “amanhã tenho muita coisa pra resolver no trabalho”, “toda noite será assim, pro resto da vida?”. Como sempre, no começo seus pensamentos abundavam, mas Luís foi vencendo-os um a um, até que conseguiu manter o foco apenas em uma coisa: um ponto imaginário a cerca de dois metros à sua frente. Toda a sua energia mental estava focada naquilo. Algumas horas se passaram e então, como que num passe de mágica, ele esqueceu de prestar atenção no ponto.

Não percebeu quando passou a não pensar em nada, como havia lido que era possível, mas sempre duvidara. Sua autoconsciência naquele momento era como o nada lá fora: nem escura, nem clara, apenas não existia.

- Oi Luís.

A voz era grossa, mas feminina. Luís abriu os olhos assustado. Estava no meio daquele nada que já conhecia bem. Olhou ao redor, procurando alguém.

“Devo ter imaginado isso” pensou, frustrado de ter que começar a meditação de novo.

Imaginou o quarto. O chão, o puff, o bonsai, a porta, a janela, dessa vez até colocou um aquário em um canto porque estava sentindo-se criativo. Sentou-se no lugar de sempre, sentindo o cheiro de grama cortada.

Alguém bateu na porta.

Luís levantou-se de supetão. “Que porra é essa?”. Ele olhou para a porta assustado, tentando perceber se realmente tinha alguém do outro lado. Imaginou que lá fora o sol brilhava. Debaixo da porta a luz entrava em três fachos, como se houvessem dois pés parados do lado de fora. Certamente ele não estava imaginando aquilo de propósito.

Criou um olho mágico na porta e espiou. Do outro lado havia uma pessoa com longos cabelos pretos.

- Deixa eu entrar, Luís - ela disse.

Ele hesitou por um instante, mas ter um amigo nessas noites não seria nada mal. “Foda-se”, pensou, e abriu a porta.

A criatura entrou quase que violentamente, mas sorrindo. Olhava ao redor com muito interesse. Ela não usava nenhuma peça de roupa, mas seu magro corpo era coberto de pêlos, como os de um cavalo, e os longos cabelos pretos chegavam à cintura.

- Hm, não quer se sentar? - Luís apontou para a cama, sem jeito.

Ela se acomodou e bateu com uma mão peluda ao seu lado, sinalizando para que Luís se sentasse também.

Ele obedeceu.

- Quem é você? - O jovem perguntou.

Ela o olhou com grandes pupilas que cobriam quase todo o espaço branco dos olhos, que estavam abaixo de grossas e bagunçadas sobrancelhas. Quase sem queixo, seu rosto terminava em uma larga boca que ia de orelha a orelha.

- Não sei - ela respondeu, com toda a honestidade do mundo.

- Mas como você veio parar aqui, na minha cabeça, se eu não estou te imaginando?

Ela riu. Seus dentes eram pontudos.

- Eu sempre estive aqui, você que chegou faz pouco tempo.

- Então por que eu não te vi antes?

- Eu não pude fazer muita coisa desde que você assumiu o controle. - Ela já havia perdido o interesse no jovem e voltara a olhar ao seu redor. - Você me bloqueou.

- O que você fazia antes?

A mulher se levantou para olhar de perto o aquário.

- Se lá, o que eu quisesse - disse, batendo no vidro.

- Mas sempre aqui, na minha cabeça?

- Sempre aqui. Onde mais? - Ela pegou um peixe amarelo e o jogou em sua boca. Luís tentou disfarçar o choque - Mas, aparentemente, - ela continuou, mastigando - você prefere apertar um interruptor do que transar com a Mara vestida de Leia, o que eu posso fazer?

Ele ficou sem palavras por um instante, tentando entender o sentido daquilo tudo.

- Você controlava meus sonhos?

- Boa parte sim. A maior parte não.

- A maior parte eu que criava, certo? Meu inconsciente que criava?

- Sei lá - Ela fez uma cara como se nunca tivesse ouvido aquela palavra. - Só sei que você tirou todo mundo da jogada, né?

- E o que aconteceu com ele?

Ela deu de ombros, sinalizando que não sabia.

- E por que foi você que apareceu agora, e não o meu inconsciente?

Ela deixou o aquário de lado e o olhou seriamente.

- Olha, eu não sei responder essas coisas. Essas palavras que você usa… É difícil explicar o que se passa por aqui. - Ela foi até o bonsai, arrancou uma folha em formato de agulha e a cheirou. - Só sei que vi uma brexa e entrei. Fui mais rápida que qualquer outra coisa, acho. Só isso.

A mulher parecia não conseguir focar em algo por muito tempo. Luís apenas a observou, até tomar coragem e perguntar:

- Você pode me fazer sonhar como antigamente?

Ela o olhou surpresa, as grossas sobrancelhas arqueadas.

- Você quer isso?

- Quero.

- Eu… Sim, eu posso. Eu posso! Você só precisa me ajudar.

- Como?

- Senta num canto e fecha os olhos. Vou fazer umas coisas por aqui. Não me atrapalha!

- Tudo bem.

Ele sentou-se no puff e fechou os olhos. Já que teria que esperar, era melhor descansar. Esqueceu o quarto ao seu redor e focou apenas em sua mente.

- Não abre os olhos! - A criatura falou.

Luís a ouvia andando de um lado pro outro, como se estivesse muito ocupada.

- Vou fazer você não perceber que é um sonho. Você gosta de terror?

Ele demorou um instante pra entender a pergunta.

- Prefiro sci-fi e fantasia.

- Mas terror é legal também, né?

- Sim.

O jovem sentia e ouvia coisas aparecendo ao seu redor. Um ar frio chegou até ele, cheirando a umidade. Ouviu passos de outras criaturas. Uma, duas, três. Andavam de quatro, como cachorros.

Ele sabia que não estava imaginando aquilo, estava tendo um sonho de verdade, finalmente. Sentiu uma das criaturas aproximar-se de si.

Luís abriu os olhos. Estava em seu quarto novamente, acordado.

O dia passou devagar. A perspectiva de voltar a sonhar e de ter uma noite inteira de descanso fez com que ele apenas pensasse em dormir. Quando finalmente se deitou, após tomar alguns comprimidos, nem percebeu a transição.


Estava escuro. Ao seu redor coisas que ele não podia ver caminhavam e rastejavam. O chão era frio e lamacento. Ele não sabia onde estava, sabia apenas uma coisa: as criaturas procuravam por ele, e podiam farejar seus pensamentos.

Se escondeu no que parecia ser, pelo tato, uma abertura nas raízes de uma árvore. Sentia pequenas coisas que viviam ali rastejando e subindo em seu corpo. Tentou não pensar em nada enquanto tremia de frio e medo espremido naquele buraco.

Um pensamento fraco acendeu em sua cabeça. Havia algo que ele deveria se lembrar. Algo óbvio que explicaria o que era tudo aquilo, como ele chegara até lá. Por um instante ele deixou aquele pensamento tomar conta de sua cabeça.

Uma das bestas saltou até sua frente, grunhindo. Ele ouviu uma segunda, uma terceira, e muitas outras criaturas se aproximarem. Elas sabiam que ele estava lá.

Antes que pudesse tentar qualquer coisa, dentes afiados espremeram seu braço e o puxaram com uma força descomunal. Luís sentiu diversos focinhos em seu corpo, cada um arrancando um pedaço de carne.

Enquanto sentia seus órgãos sendo arrancados do seu corpo, ele ouvia o rugido dos animais. Misturado com aquele som, ouvia também uma risada grave de mulher.


Luís acordou antes do despertador tocar. Checou no celular: apenas um minuto para o alarme. Desligou-o rapidamente. Adorava quando isso acontecia. Havia dormido tudo o que tinha que dormir e não teve que ouvir nenhum barulho. Riu de felicidade. "O dia começou bem", pensou.

Levantou-se e considerou o que comer. Acabou se decidindo por fazer ovos mexidos com tomate, requeijão e um presunto que ele tinha que usar antes que estragasse. Colocou "Cantina Band" pra tocar enquanto cozinhava, assobiando a melodia apenas de samba-canção.

Estava de bom humor. Por que não estaria? Fazia mais de um mês que ele dormia maravilhosamente bem. Tinha pesadelos todas as noites, mas acordava descansado, ao contrário da época dos sonhos lúcidos. Agora seu cérebro conseguia relaxar durante a noite, ainda mais do que quando meditava dormindo.

O dia se passou sem qualquer acontecimento relevante. Mais uma noite no escuro, desprotegido, ouvindo ruídos terríveis ao seu redor. Outro dia. Outra noite. E outra. E outra. As vezes era atacado durante o sonho. Sentia sua pele sendo rasgada por centenas de dentes e as bestas saltando de todos os lados para provar sua carne. Outras noites apenas se agachava e chorava, tentando entender aonde estava, e o que havia feito para merecer aquilo. Tremia de medo das coisas ao seu redor. Durante os pesadelos tinha a sensação de já ter estado ali outras vezes, de ter sido atacado e comido vivo, mas não entendia porque havia voltado, e se um dia escaparia de vez.

Durante o dia estava feliz. Produzia bastante no trabalho, via seus amigos e sua família. Depois de meses finalmente sentia-se totalmente descansado, mas as vezes, quando estava sozinho em casa ou no banheiro da firma, fechava os olhos e via cenas horríveis. Criaturas com presas gigantes esperando a noite para lhe caçar. Elas estavam lá ainda, escondidas num cantinho da sua mente. Ele se lembrava dos sonhos quando estava acordado, era quando dormia que não se lembrava de onde veio.

Ao deitar tinha receio de dormir. Sabia que os pesadelos estavam fazendo bem para ele, mas o medo era inevitável. Fazia duas semanas que ele tomava remédio para dormir todas as noites, e pegava no sono encolhido, abraçado no travesseiro. “Talvez se eu me esforçar um pouquinho pra sonhar lucidamente, só um pouquinho…”, pensou já grogue, enquanto o quarto desaparecia ao seu redor.

Estava encolhido, escondido dos monstros na escuridão. Tentava não pensar em nada para não os atrair, mas um pensamento rápido invadiu sua cabeça: aquilo poderia ser um pesadelo. Estava tão escuro que não podia ver sua palma da mão. Não havia interruptores por perto. Sabia que se imaginasse algo e aquilo acontecesse provaria que estava em um sonho, mas só de tentar isso já atrairia as bestas. Sentiu uma se aproximar, farejando. Podia ouví-la se movendo no escuro. “Foda-se”. Imaginou o local em que a criatura estava sendo engolido por labaredas.

Acendeu-se uma fogueira imensa e toda a floresta se iluminou de dourado. O monstro uivava. Olhos por todos os lados voltaram-se para Luís enquanto ele se esforçava para manter aquele pensamento e a chama acesa. Colocou fogo em outro. E mais um. Cada labareda criava compridas sombras pela floresta.

Monstros saltaram em sua direção por todos os lados. Ele imaginou-se um mago, criando uma barreira de proteção ao seu redor. Uma esfera invisível lhe protegia dos ataques. Era difícil imaginar tanta coisa ao mesmo tempo e apenas um dos monstros continuou aceso. Estava imóvel. Deitado, queimava como uma pilha de carvão.

- Idiota! - Era a voz da mulher que havia prometido o ajudar.

As criaturas rodeavam a barreira protetora. Luís, com cuidado para não a tirar da cabeça ou a enfraquecer sem querer, conseguiu imaginar outro monstro pegando fogo. Assim que teve certeza que esse havia morrido, colocou fogo em mais um. “Posso passar a noite inteira assim”.

-Idiota! Estou te ajudando!

Luís só percebeu que desviou sua atenção da barreira por um instante quando uma pata gigante bateu em seu corpo, lançado-o ao ar. Chocou-se contra uma árvore a metros de distância e caiu no chão.

Sentia sua roupa rasgada nas costas e o sangue escorrendo por seu corpo. A dor era insuportável. Tentou tirar seu braço esquerdo de baixo de si mas ele não respondia. Rolou para sair de cima do braço e sentiu sua costela, certamente quebrada, cortando sua carne por dentro com cada movimento. “É só um sonho”, pensou levantando-se devagar.

Estava escuro novamente e Luís podia ouvir os monstros correndo em sua direção.

Idiota! - a voz agora vinha de perto do jovem - Você pediu por isso!

Luís correu até ela, imaginando-se segurando a empunhadura de um sabre, e com um estalo metálico um facho de luz saiu do cabo e iluminou o lugar de vermelho. Ele viu a expressão de surpresa no rosto animalesco da mulher quando a partiu em dois.


Acordou. Mas não estava no seu quarto, estava de volta àquele nada dos seus sonhos lúcidos. O nada que não era nem frio nem quente, nem escuro nem claro.

“Estou sonhando ainda. Voltei a sonhar lucidamente”. Ele olhou ao redor, como se procurasse alguém que pudesse ajudá-lo. “Não… não…”.

Acordou de verdade, suado, com o despertador tocando. Levantou-se e se arrumou para o trabalho de forma automática, pensando em como seria sua vida a partir de agora. Matara a única coisa que pôde o ajudar. Voltara a sonhar lucidamente. Saiu de casa em direção ao ponto de ônibus.

Suas pernas estavam bambas. Teria que passar oito horas todos os dias sozinho, sem ter o que fazer, para o resto de sua vida. Não descansaria mais. Enlouqueceria.

Atravessou a rua tão perdido em seus pensamentos que nem viu o que lhe atingiu.


O nada não era nem preto, nem branco. Luís não sabia por que estava sonhando. Ele ouvia vozes que vinham do mundo lá fora. Pessoas que ele não conhecia gritando. Ouviu familiares. Alguns falavam pra ele que tudo ficaria bem. Reconheceu a voz de sua mãe.

Esperou horas fazendo o que costumava fazer quando sonhava lucidamente: meditando, imaginando algo, passando um filme em sua cabeça. Só quando, durante uma conversa da sua mãe com um médico, Luís ouviu a palavra “coma”, que ele entendeu quanto tempo passaria naquela tortura.
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2019.05.07 23:11 cheffer77 Utopia do Livre Mercado e a Indústria dos Video-Games

Os video-games existem, basicamente, desde que existem os computadores modernos com o boom da tecnologia da informação no fim da segunda guerra mundial. Portanto, é de se imaginar que a primeira plataforma de jogos foi o computador, sendo o console uma invenção posterior. O primeiro console já feito foi o Magnavox Odyssey, em 1972, dando início à indústria em larga escala e ao mercado de consoles de video-game. Ainda assim, o mercado estava virtualmente focado nas máquinas de arcade, ou seja, o fliperama, como conhecemos. A Atari só entrou no mercado para concorrer com a Magnavox em 1976, mas no ano seguinte, uma outra empresa, a Fairchild, lançou o Channel F, o primeiro videogame a utilizar cartuchos de jogos, ao contrário de outros consoles que traziam um único jogo embutido, como nos arcades. Isso abriu as possibilidades para um maior mercado de softwares e expandiu uma vasta biblioteca de jogos. Nesse meio tempo, a partir de 1978, a Atari começou a dominar o mercado.
O motivo pelos quais os consoles da Atari se consolidaram no final da década de 1970 foram basicamente a quantidade de jogos feitos para o Atari, e o seu massivo investimento em marketing e propaganda. A primeira coisa, no entanto, viria a morder o calcanhar da empresa em 1983. A criação de jogos para o Atari era completamente desenfreada, qualquer um, a qualquer momento e sem qualquer tipo de licenciamento poderia criar um jogo para o Atari. Devido a isso, uma quantidade considerável de jogos de má qualidade começaram a inundar o mercado. Dois jogos que foram a gota d'água foram a adaptação de Pac-Man e o famoso E.T.: o Extraterrestre. Pac-Man foi lançado para o Atari 2600 e, por mais que ele fosse um sucesso comercial, o jogo acabou sendo um alvo de duras críticas pela sua péssima jogabilidade. O jogo, assim como E.T., foi feito na pressa para ser lançado durante as férias de 1981, fora que uma adaptação mais fiel do jogo precisaria de componentes mais poderosos. O outro jogo, E.T., foi igualmente um fracasso nas críticas e nas vendas e é tratado como um dos piores jogos de todos os tempos. Seu histórico de produção foi extremamente conturbado, e foi resultado de uma pressão da corporação-mãe da Atari, a Time-Warner, pra fazer um jogo do filme. Naturalmente, foi um desastre, e apenas um milhão e meio de 4 milhões de jogos foram vendidos, com a maioria sendo retornados para a Atari. O jogo foi lançado de qualquer jeito basicamente porque os executivos da Time-Warner acreditavam piamente que, apesar das péssimas críticas, o jogo iria vender bem porque se baseava em um filme de sucesso, repetindo o caso de Pac-Man. Ele não poderia estar mais errado.
Com o lançamento de E.T.,a Atari perdeu milhões de dólares, e o consumidor perdeu a confiança na Atari. Isso, combinado com a cada vez maior queda de preços dos computadores, fez com que o mercado de consoles sofresse um crash, no que ficou conhecido como A Grande Queda dos Video-Games de 1983, da qual E.T. acabou saindo como o grande culpado. Várias empresas de consoles faliram nessa brincadeira, e a Atari foi dividida e vendida. No entanto, em 1985, uma nova empresa viria a ressuscitar o mercado de consoles: a Nintendo, com o Famicom, ou NES, ou Nintendinho para os íntimos. O NES foi um sucesso de vendas nos EUA, e sua adaptação de nome e formato para o mercado americano foi porque o mercado japonês de video-games ainda estava em crescimento enquanto o mercado americano estava em recessão. Portanto, a adaptação foi necessária para se criar uma presença da Nintendo nos EUA. De toda forma, funcionou.
Tudo o que a Atari tinha feito, a Nintendo procurou evitar. O problema dos jogos foi resolvido a partir da Official Nintendo Seal, jogos que passariam por uma triagem da Nintendo antes de serem publicados no NES. É aqui que as coisas começam a ficar um pouco mais complicadas...O sistema da Nintendo era rígido demais, de acordo com algumas companhias. De 1985 até 1990, a Nintendo detinha a maior parte das vendas do mercado de consoles, com todas as outras tentativas sendo sumariamente esmagadas pelo poder da propaganda. Ninguém que se erguesse contra a Nintendo poderia resistir a esse poder comercial, tanto que o Master System e o TurboGrafx 16 não conseguiram concorrer com eficiência contra a Nintendo. Portanto, a Nintendo quase sempre estava ditando as normas do jogo, literalmente. E seu programa de licenciamento era duvidoso, para dizer o mínimo. Entre as cláusulas do licenciamento, estavam: a exclusividade do jogo para o NES por 2 anos, a decisão da quantidade de cartuchos produzidos e de marketing do jogo seriam decididos exclusivamente pela Nintendo, uma quantidade mínima de cartuchos deveria ser comprada da Nintendo pelos desenvolvedores para terem seus jogos publicados, e o limite de produção de jogos para 5 em um ano por companhia.
Essa prática mordeu o calcanhar da Nintendo por um bom tempo. A Tengen, uma subsidiária da NAMCO, chegou a processar a Nintendo por práticas injustas de comércio, e ela chegou a ser enquadrada nas leis anti-trust dos EUA. O que seria um trust? O trust é uma corporação ou um conglomerado de corporações que possuem um controle vasto sobre um determinado setor do mercado. O termo pode ser utilizado como um sinônimo de monopólio ou como uma espécie de monopólio em formação. As práticas de comércio dos japoneses nos EUA foram interpretados pelo supremo tribunal de lá como a formação de um monopólio, já que a Nintendo tinha um vasto controle sobre o mercado e, quem quisesse fazer dinheiro, teria que dançar sob a música da Nintendo. Do contrário, ou migraria para o mercado de jogos de computador, ou ficaria na obscuridade. A Nintendo veio a driblar a maioria dessas práticas depois do processo, mas a Tengen também se complicou, já que ela se rebelou contra a Nintendo após roubar o código de seu lockout chip. O lockout chip do NES fazia com que somente jogos que fossem licenciados pela Nintendo funcionassem no console, eliminando completamente qualquer tipo de concorrência que quisesse penetrar na Nintendo.
Como eu disse, as práticas de licenciamento da Nintendo e a sua tentativa de monopólio só complicaram a empresa em longo prazo. Inicialmente, ficou mais fácil publicar jogos para o Sega Genesis/Mega Drive, o principal concorrente do Super Nintendo/Super Famicom. Essa facilidade de publicar jogos no Mega Drive também chegou a complicar a Sega com o lançamento de jogos como Mortal Kombat e Lethal Enforcers para o Mega Drive e Night Trap para o Sega CD, no início da década de 1990. Esses três jogos levantaram um debate acirrado sobre violência nos videogames, e a Sega foi sumariamente sabotada pela Nintendo durante a sua audição no senado americano. Essa controvérsia acabou levando à criação da ESRB, um sistema de censura que funciona até hoje. A Nintendo também sofreu um golpe na década de 1990, mais precisamente em 1996, quando lançou o Nintendo 64. O Nintendo 64 foi duramente criticado pelas empresas de jogos por manter o sistema de cartuchos de jogos, basicamente para manter o comércio de cartuchos da própria Nintendo e, obviamente, lutando contra a inovação dos CDs para manter um lucro de base. Como o custo de publicação de cartuchos era mais caro e todo o dinheiro de produção e publicação iria para a Nintendo, uma parcela considerável de desenvolvedoras que haviam sempre trabalhado para a Nintendo migraram para o Sony Playstation, que utilizava CDs desde 1994, não detinha o monopólio de venda de mídias, tinham capacidade maior, e era mais barato. Por mais que o Nintendo 64 tenha sido o xodó de muitas pessoas (eu incluso), a decisão de manter cartuchos fez com que a Nintendo tomasse um baita golpe comercial. O licenciamento de jogos, aparentemente, só deixou de ser um problema para a Nintendo depois da criação do Nintendo Switch, o que é bem recente.
De toda forma, uma implicância do pessoal é insistir que o mercado se auto-regula, o que pode até ser um pouco viável no caso da migração dos desenvolvedores da Nintendo para a Sony depois de uma master cagada empresarial com o único propósito de manter um monopólio. Como deu pra perceber com o exemplo da Nintendo, monopólios e trusts se formam sim, e o único limite do capitalismo é o lucro que ele pode gerar. Livre concorrência não quer dizer, em nenhum momento, que essa concorrência não pode fracassar por resultado de sabotagem ou aquisição dos peixes maiores, coisa que a Nintendo fez com todas as empresas que apresentassem uma ameaça à ela, e a Sony também, como foi o caso com os emuladores do PS1. É basicamente por isso que uma utopia de livre-mercado seria inviável, porque ela depende não só de pessoas que naturalmente são falhas, mas de empresas que valorizam o lucro acima de qualquer coisa, inclusive a qualidade do produto, o que levou ao crash de 1983. Para manter uma consolidação no mercado, a Sega deixou passar quantidades absurdas de violência, lucrando com o sensacionalismo e arriscando a integridade da indústria dos videogames até as produtoras se unirem e criarem o próprio sistema de censura. Nesse caso, foi uma decisão do Estado forçar a indústria a se unir, sendo a outra alternativa uma intervenção estatal. O Estado também se meteu na formação de trust da Nintendo e, arrisco dizer que, se não fosse por isso, muita gente ainda estaria jogando em cartucho até hoje. Dessa forma, duas intervenções estatais foram fundamentais para a sobrevivência da indústria dos jogos, seja na forma da pressão para criar um método de censura, e na defesa dos concorrentes da Nintendo nos EUA através das leis anti-trust. A estupidez empresarial em busca de lucro pode, e vai, gerar produtos de má qualidade e monopólio. Uma utopia de livre concorrência e livre mercado é impossível devido ao fator humano, a ganância humana, e à livre aquisição e sabotagem industrial.
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2018.11.30 17:37 IvoryAx Atualização de Novos Conteúdos em Andamento [Nov 30, 2018]

Atualização de Novos Conteúdos em Andamento [Nov 30, 2018]
Olá a todos! Estas últimas 2 semanas foram loucas para nós e vamos contar tudo sobre mas primeiro vamos ver algumas novidades de SCUM!
Nota do tradutor: Mas antes do que vem primeiro, certifique-se de estar usando a nova versão do Reddit para visualizar as imagens do post.

https://preview.redd.it/qyxppeijuh121.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=c0693029d14e6dd03e1869b6588af23950ea6f96


Veículos

Funcionalidades planejadas para a primeira iteração de veículos:

  • Capacidade de entrasair do veículo e ser motorista ou passageiro. Cada carro tem um ou mais slots para jogadores. O número de slots depende do tipo e da forma do veículo. O slot que o jogador ocupará depende da proximidade do jogador e do slot. Planejamos entregar ao menos um veículo dirigível com 4 slots.

  • Capacidade de colocar itens no veículo.

  • Existem algumas restrições ao entrar no veículo enquanto estiver com um item nas mãos, no coldre ou com uma mochila. O jogador não poderá entrar no veículo como motorista ou passageiro se ele tiver uma mochila ou itens nas costas. É necessário colocar os itens no veículo primeiro ou joga-los no chão. Isto é indicado com “[F] Store” ao passar o mouse sobre o veículo. O motorista também precisa guardar os itens da mão no veículo antes de poder dirigir o veículo. Isso está sujeito a alteração e veremos como será recebido. Outra opção é que o jogo guardará automaticamente itens supérfluos no veículo, mas isso parece muito arcade-y no momento.

  • Capacidade de destruir o veículo (reparação de veículo provavelmente não será implementada na primeira iteração).

  • Capacidade de matar outros jogadores e médios/pequenos NPCs com o veículo se dirigindo a eles.

  • Capacidade de matar outros players quando eles estiverem dentro de um veículo (penetração/recocheteio de munição deve funcionar nos vidros e partes de metais como esperado).

  • Áudio básico do veículo e efeitos gráficos (alguns efeitos esperados podem estar ausentes na primeira iteração).

  • O que provavelmente não estará disponível na primeira iteração:

- Abastecimento e reparação;

- Câmera em primeira pessoa;

- Capacidade de atirar de dentro do veículo;

- Efeito avançado de danos no carro;

- Ambiente destrutível.

https://preview.redd.it/366wv6lguh121.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=a24c9a20e721103984d8591c87eda050f9058e55

https://preview.redd.it/872fqkghuh121.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=301ec6741633270e3e010f680e62f5dd4e3d5694

Arco e Flecha

  • Arquearia é a habilidade de atirar com arcos. Jogadores usarão diferentes tipos de arcos no jogo. Arcos são divididos entre: recurvos (uma peça), takedowns (as peças podem ser trocadas e removidas, quando desmontadas podem caber na mochila), compostos e bestas. Como bestas se comportam mais como rifles, elas serão tratadas separadamente.

  • Todos os arcos possuem diferentes libras. A libra (é comum usar o símbolo "#" para indicar libras, então 40 libras serão representadas por 40#), ou tensão do arco (draw weight) representa a força necessária para manter a corda estacionária quando totalmente puxada. A tensão é usada para definir a força do arco. Para puxar a corda do arco, o jogador usa força e técnica. Enquanto a força está relacionada ao seu atributo, a técnica está relacionada à sua habilidade.

  • Se o jogador não tiver força ou habilidade suficiente, ele/ela não conseguirá puxar a corda totalmente. Na tabela seguinte, você pode ver como a força(Strength) se relaciona com a tensão(Draw Weight).


https://preview.redd.it/vumn2pbyth121.png?width=639&format=png&auto=webp&s=6fc72bd0f64b1d840bd0735640b9b769824fcca2

  • O nível de perícia de tiro com arco influencia quanto tempo o jogador pode manter o arco estável com a tensão máxima e dá bônus adicionais. Aqui está um bônus que a habilidade de tiro com arco dá à força do jogador.

https://preview.redd.it/vws61wz2uh121.png?width=639&format=png&auto=webp&s=6a6a77bd2d3ad4123384719c32bf10eb5c4c0b6a
  • O tempo inicial para manter o arco estável no máximo é mostrado na tabela abaixo.


https://preview.redd.it/zgo4t5w4uh121.png?width=639&format=png&auto=webp&s=3f6ff5d63b7c0dce5fcedbff139acbfc1b859bd0

  • Se a Força + Habilidade > Tensão (DW), o personagem poderá puxar o arco na tensão máxima, mas se a força dele estiver abaixo do valor da força que pode manter esse arco estável, ele receberá penalidades. Para cada 10# de tensão acima do que a força do jogador pode suportar, o jogador receberá uma penalidade de -1 segundo para manter esse arco de forma estável. Esse parâmetro não é fixo e deve mudar junto com a força do jogador (o que significa que ele pode ter um valor decimal). Por cada 10# menos do que a força do jogador pode dar ao jogador receberá um bônus de +1 segundo.

Exemplo 1 – Digamos que o jogador possui pericia de Arco e Flecha em ADV+ e STR 5, ele pode segurar 100# em tensão máxima por 8 segundos (10 - 2 segundos de penalidade, porque sua força pode segurar 80# e ele está tentando segurar 100#).
Exemplo 2 – Digamos que o jogador possui pericia de Arco e Flecha em ADV e STR 3, ele não pode segurar 100# em tensão máxima, mas ele pode segurar 80# por 3 segundos (6 - 3 segundos de penalidade, porque sua força pode segurar 50# e ele está tentando segurar 80#).
Exemplo 3 - Digamos que o jogador possui pericia de Arco e Flecha Básica e STR 5, ele não pode segurar 100# em tensão máxima, mas ele pode segurar 80# por 5 segundos ( 4 segundos do nível Básico + 1 segundo bônus porque a soma da sua força e bônus de habilidade são 90#, ou seja 10# a mais do que o necessário).

  • Além da mecânica e como isso vai funcionar, aljavas e flechas especiais serão adicionadas com o tempo.

https://preview.redd.it/u8iwtizpvh121.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=8bfe1009a7a50a4ff6cc80fa79faeb7491707cfd

https://preview.redd.it/44n3bp6rvh121.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=326a9bece478579f6a8d3c13b58e5093e3ccc2bc
Fortificações

Funcionalidades planejadas para a primeira iteração do sistema de fortificação:

  • Portas de entrada para residências poderão ser reivindicadas (gastando pontos de fama). O preço de compra muda dependendo do modelo de casa e localização. Na pratica, casas grandes custarão mais, algumas vizinhanças serão mais caras que outras e etc. Se uma casa tiver mais de uma entrada, cada porta deverá ser reivindicada separadamente.

  • Janelas serão fortificaveis com vários níveis de fortificações. Fortificações são acessiveis por meio do menu de crafting e podem ser colocadas em janelas de maneira similar ao sistema atual de blueprints. Variações de madeira, sucatas metalicas e barras de metal serão adicionadas para o crafting. Cada nível virá com diferente durabilidade e fator de penetração.

  • Portas fechadas poderão ser abertas por padrão somente pelo dono e membros do esquadrão.

  • Portas reivindicadas(claimed status) poderão ser resetadas ao arrombar suas fechaduras. Será necessário uma gázua que poderá ser construída e ao tentar o arrombamento um mini-game será iniciado.

  • O que provavelmente não estará disponível na primeira iteração:
- Loja de fama, um local aonde você pode comprar fortificações assim como moveis e decorações para sua casa.
- Portas serão melhoradas com diferentes tipos de fechaduras, necessitando níveis maiores de "lockpicking" e diferentes mini-games.
- Mecanismos de defesas para portas, geralmente dando dano a quem tentar e falhar um arrombamento.

https://preview.redd.it/x55h4x7svh121.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=a1b37dc8d6c1173881ef78d57b0a804034824434

Otimizações

Itens
  • Todos os itens no mundo incluindo de armazenamento(baús), craftados e itens dropados serão gerenciados com um novo sistema de virtualização.
  • Todos esses itens agora serão spawnados no mundo somente quando um prisioneiro estiver próximo do contrário serão despawnados, reduzindo muito a quantidade de itens ativos no mundo/cliente (Não se preocupe, quando você ficar próximo deles de novo eles irão respawnar)
  • A expiração de itens também é gerenciada por esse sistema então todos os itens mencionadas acima ficarão no mundo por um certo tempo (atualmente- 20 minutos para todos itens). Todos itens craftados com o sistema de blueprint/projeto(baús, fogueiras, acampamentos, ...) terão de ser mantidos caso não mantidos serão destruídos em 7 dias. Por enquanto não existe custo para mantê-los.
  • Em resumo(TL;DR): Menos objetos no mundo de uma só vez. O jogo roda melhor no cliente e no servidor.

https://preview.redd.it/n60ue2gtvh121.png?width=1323&format=png&auto=webp&s=e2937f2696f23a8e2a0756b3b2c964f35bdf93b4

Nós terminamos duas novas localizações para vocês, mas dessa vez não vamos contar aonde elas estão, então quando essa atualização chegar na próxima sexta-feira vocês podem descobrir por si mesmos!

Processadora de peixes:

https://preview.redd.it/uwgw0sr4wh121.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=6966a906ed3c26a0e23c1024522ccf72078b58cd

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https://preview.redd.it/61tf3it7wh121.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=31403ad8b806608ee3006b090e8c7bfa95e15643

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Serralheria:

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Na próxima semana, nós vamos lhe apresentar nossa equipe e tudo que tem acontecido atrás das cortinas, para que você tenha um melhor entendimento do que tem sido feito na Gamepires!

Por favor tenha em mente que não existe data definida para nenhuma das atualizações mencionadas acima, é apenas para mostrar a vocês no que temos trabalhado.
Também saibam que essas NÃO são notas de atualização e não representam o que virão nas próximas notas de atualização, e tudo é sucetível a mudança.
Original post: https://steamcommunity.com/games/513710/announcements/detail/1714079766532337687
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2018.02.07 16:59 GrifoCaolho ARS LUDI, West Marches e a exploração nos RPGs; Parte 3

Boa tarde, galera! Esse tópico aqui é o terceiro de uma série de traduções (e, com sorte, discussões) do West Marches, um experimento grandioso da Ars Ludi no universo dos RPGs. Antes de iniciar com o texto propriamente dito e traduzido, alguns pontos que merecem destaque! Além disso, a segunda parte da tradução pode ser encontrada aqui!
O QUE É A ARS LUDI?
O ARS LUDI é um blog majoritariamente voltado a discussões sobre o RPG e suas práticas, inovações e lugares comuns. O autor é ninguém menos que Ben Robbins, a mente por trás de Kingdom RPG e Microscope (este último uma mistura incrível de RPG e ferramenta de criação conjunta de mundos).
O QUE É WEST MARCHES?
Embora a idéia seja responder isso com a tradução, West Marches é, de maneira simplificada, um RPG focado na exploração de uma fronteira selvagem, com sessões curtas e a possibilidade de diversos grupos e mestres compartilhando um mesmo universo.
QUAL O SISTEMA?
Em idealização, o West Marches tem certa neutralidade de sistema. O experimento da Ars Ludi foi realizado com um sistema específico; no entanto, todo o cenário é passível de adaptação para qualquer modelo de RPG, seja D20, D6, STORYTELLER ou outros.
Início da tradução

Grandes Experimentos: West Marches (Parte 3)

Reciclando

Mestrar jogos frequentes sob demanda dá bastante trabalho, mas devido a campanha estar presa a uma região fixa, havia modos pelos quais eu podia maximizar a reusabilidade de alguns materiais que havia preparado.
Mapas Reciclados: Masmorras Evoluindo
Mapas eram um bom exemplo - eu poderia colocar toneladas de detalhes em mapas das terras selvagens por saber que os personagens retornariam a essas áreas frequentemente. Mesmo depois de terem explorado a maior parte de uma região, os jogadores ainda teriam que passar por elas para chegar a áreas distantes. Além disso, devido ao grande número de jogadores, sempre havia alguém entrando em uma área pela primeira vez. Havia muito retorno nesse investimento. Compare com um jogo normal, no qual os jogadores passam por uma região e nunca mais voltam.
Mapas interiores de masmorras, ruínas, etc, também foram um bom investimento, pois mesmo que um grupo viesse e dizimasse todas as criaturas de um andar, sua estrutura não mudaria. Volte na próxima estação e ninguém sabe o que agora vive naquela masmorra. Destruas os kobolds entrincheirados e na próxima primavera os conjuntos de bolor que eram inofensivos podem agora ter virado colônias inteiras de guerreiros cogumelo. Derrote os piratas do Forte Submerso e seus salões solitários podem se tornar território de caça de peixes demoníacos - ou talvez o lugar continue vazio. Essas "masmorras em evolução" foram um ponto essencial de West Marches.
Perigos Reciclados: Monstros Errantes
Outra ferramenta extremamente importante para mim foi a venerável, ainda que passível de brincadeiras, tabela de monstros errantes. Não, sério. Pense sobre: ao criar uma tabela única de monstros errantes para cada área das terras selvagens (uma para os Pântanos dos Sapos, uma para as Quedas dos Nós, etc) eu pude cuidadosamente esculpir o tom específico de cada região. Isso me fez pensar com cuidado sobre como cada área era, que criaturas habitavam e que tipo de terrenos complicados faziam sentido (de atoleiros a deslizamentos a exposição à febre pantaneira). Elas eram, efetivamente, a definição de cada território.
A maior parte das tabelas também continha um ou mais resultados que indicavam que eu deveria rolar para uma região vizinha. Se você está no Vale Minol, pode ser que esbarre com uma patrulha goblinóide que veio do Berço de Madeira. As probabilidades eram pesadas conforme o quanto as criaturas eram capazes de perambular entre regiões.
Para todos os encontros havia a chance também de encontrar dois resultados ao invés de um: role duas vezes e veja uma situação envolvendo ambos. Pode ser um urso preso em areia movediça, ou um urso que encontra o grupo enquanto estão em areia movediça. Combinar dois monstros errantes é um modo perfeito de criar situações memoráveis.
Apenas tendo essas tabelas detalhadas ao meu alcance já significava estar sempre pronto quando os jogadores decidiam "explorar um pouco". Essas tabelas foram usadas várias e várias vezes.
Jogadores nunca viram essas tabelas, mas passaram a conhecer o território muito, muito bem. Eles sabiam que acampar nos Charcos da Batalha era implorar por problemas (particularmente na Lua Cheia), eles sabiam que era sábio não interferir em nada nas Colinas Douradas, e sabiam manter-se atentos a cornetas goblinóides no Berço de Madeira. Tornar-se sábio nos caminhos das terras selvagens era parte do trabalho deles enquanto jogadores e uma insígnia de mérito quando tinham sucesso.
Fim da tradução
Mais curto do que os outros capítulos, essa parte se dedica a esclarecer sobre como funcionam os encontros com monstros errantes e as ameaças encontradas no terreno, e jogar um pouco de luz sobre como as coisas funcionavam por trás do escudo do mestre e como os jogadores deveriam reagir a elas. Algumas das coisas aqui presentes (como combinar encontros e possibilitar que os monstros errantes realmente sejam errantes - perambulando de uma área para outra) me parecem pequenos toques que deixam o cenário ainda mais vivo e vibrante, e os avisos de atenção a sinais nas regiões mostram que, muito além de altos atributos, os personagens (e seus jogadores) deveriam agir com sabedoria e cuidado mesmo em terras conhecidas. Aproveito para marcar o fabricio201, pois esse trecho passa por algumas das coisas que havia me perguntado anteriormente!
Texto original disponível aqui!
submitted by GrifoCaolho to rpg_brasil [link] [comments]


2018.02.05 17:15 GrifoCaolho ARS LUDI, West Marches e a exploração nos RPGs

Boa tarde, galera! Esse tópico aqui serve para dar início a uma série de traduções (e, com sorte, discussões) do West Marches, um experimento grandioso da Ars Ludi no universo dos RPGs. Antes de iniciar com o texto propriamente dito e traduzido, alguns pontos que merecem destaque!
O QUE É A ARS LUDI?
O ARS LUDI é um blog majoritariamente voltado a discussões sobre o RPG e suas práticas, inovações e lugares comuns. O autor é ninguém menos que Ben Robbins, a mente por trás de Kingdom RPG e Microscope (este último uma mistura incrível de RPG e ferramenta de criação conjunta de mundos).
O QUE É WEST MARCHES?
Embora a idéia seja responder isso com a tradução, West Marches é, de maneira simplificada, um RPG focado na exploração de uma fronteira selvagem, com sessões curtas e a possibilidade de diversos grupos e mestres compartilhando um mesmo universo.
QUAL O SISTEMA?
Em idealização, o West Marches tem certa neutralidade de sistema. O experimento da Ars Ludi foi realizado com um sistema específico; no entanto, todo o cenário é passível de adaptação para qualquer modelo de RPG, seja D20, D6, STORYTELLER ou outros.
Início da tradução

Grandes Experimentos: West Marches

West Marches foi um jogo que narrei por pouco mais que dois anos. Ele fora arquitetado para ser quase como um completo oposto de um jogo semanal tradicional:
  1. Não havia horários ou datas marcadas: todas as sessões eram marcadas pelos jogadores conforme surgisse a necessidade.
  2. Não havia um grupo regular: todo jogo continha diferentes jogadores, vindos de um grupo maior por volta de 10 a 14 pessoas.
  3. Não havia uma trama tradicional: os jogadores decidiam para onde ir e o que fazer. É um ambiente livre no mesmo sentido que se usa para descrever um jogo como Grand Theft Auto (GTA), mas sem as missões. Não havia um velho misterioso os mandado executar tarefas. Nenhuma trama ligando a tudo, apenas um ambiente.
Minha motivação para organizar as coisas dessa maneira fora tentar superar a apatia de jogadores e o seguimento sem pensar de uma trama ao colocá-los no comando tanto do controle dos horários e dias das sessões quanto do que estariam fazendo dentro do jogo.
Um objetivo secundário para esse experimento foi tornar os horários e dias das sessões adaptáveis aos complexos cronogramas dos adultos. Marcar as sessões sob demanda e um grupo de jogadores flexível significaria (idealmente) que as pessoas jogariam quando pudessem mas não atrasariam os jogos para os outros quando não comparecessem. Se você pudesse jogar uma vez por semana, ótimo; se apenas uma vez por mês, ótimo também.
Deixar os jogadores decidirem para onde ir também fora pensado como um modo de lidar com a procrastinação do mestre (lê-se minha procrastinação) na ocasião. Normalmente, um mestre atrasa um jogo até ele encontrar-se 100% completo (o que, as vezes, é nunca), mas com o jogo estabelecido dessa maneira, se alguns jogadores quisessem explorar o Forte Submerso durante o final de semana eu deveria me apressar e finalizá-lo. Era uma jogatina sob demanda,logo, os jogadores me ofereceriam prazos finais.
AMBIENTAÇÃO: VÁ PARA O OESTE, JOVEM
O jogo fora ambientado em uma região de fronteira, nos limites da civilização (as famosas West Marches). Há uma cidade fortificada convenientemente localizada na fronteira, que é o mais longínquo entreposto da civilização e justiça, mas, para depois disso, tudo é dominado por terras selvagens. Todos os personagens seriam obrigatoriamente aventureiros sediados nessa cidade. Aventurar-se não é uma profissão segura ou comum, o que torna os personagens de jogador os únicos dispostos a arriscar suas vidas além da fronteira com a esperança de fazer uma fortuna (NPCs aventureiros são poucos e raros). Entre as investidas nas terras selvagens, os personagens descansam, trocam informações e planejam sua próxima incursão nas incríveis terras e trilhas inexploradas.
Todo o território é (por necessidade) muito detalhado. O cenário é dividido em várias regiões (Pântano dos Sapos, Berço de Madeira, Vale Pontiagudo, etc) cada uma com seus tons, nuances, ecologia e ameaças particulares. Existem masmorras, ruínas e cavernas por todo o lugar, algumas grandiosas e várias delas pequenas. Algumas são pontos de referência (todos sabem onde o Forte Submerso é), existem rumores sobre outras cuja localização é inexata (diz-se que o Salão dos Reis é em algum lugar no Berço de Madeira) e outras são completamente desconhecidas e descobertas apenas por meio da exploração (procure nas florestas infestadas por aranhas e você encontrará o Ninho do Monte das Aranhas).
Os personagens podem explorar onde quiserem, a única regra sendo que voltar para o leste é proibido - não há aventuras nas terras pacíficas, apenas a aposentadoria.
A ambientação é perigosa. Muito perigosa. Isso é intencional, porque como o MUD Nexus nos ensina, o perigo une. Personagens tem que trabalhar em equipe ou serão derrotados. Eles também devem pensar e escolher suas batalhas - como podem ir para qualquer lugar, nada os impede de perambular por áreas nas quais serão obliterados. Se eles apenas prepararem suas espadas e avançarem contra tudo que enxergam, logo estarão criando novos personagens. Os jogadores aprendem a observar seu ambiente e adaptar-se - ao encontrar rastros de ursos coruja, os jogadores retornam e deixam a área em paz (ao menos até conseguirem alguns níveis). Ao tropeçar no lar de uma terrível hidra, eles retornam e organizam uma grande caçada.
Os personagens são fracos mas indispensáveis: eles são peixes pequenos em um mundo perigoso que devem explorar com cautela, mas, sendo os únicos aventureiros, eles nunca estão em segundo plano. À sombra de grandiosas montanhas e aterrorizantes florestas, sim; à sombra de outros personagens, não.
HORÁRIOS: OS JOGADORES NO CONTROLE
A cartilha de West Marches diz que os jogos somente acontecem quando os jogadores decidem fazer algo - os jogadores dão início a todas as aventuras e é seu trabalho marcar os jogos e organizar um grupo assim que decidirem onde ir.
Jogadores trocam mensagens em uma lista dizendo quando querem jogar e o que planejam fazer. Um email normal para marcar uma sessão seria algo como "Eu gostaria de jogar na terça. Eu quero voltar e dar uma olhada no monastério em ruínas que ouvimos sobre após as Colinas Douradas. Eu sei que o Mike quer jogar, mas gostaríamos de mais um ou dois jogadores. Quem se interessa?" Jogadores interessados se disponibilizam e então começam a negociar. Jogadores podem sugerir datas diferentes, lugares diferentes ("Eu estive no monastério e é muito perigoso. Vamos caçar a bruxa no Vale Pontiagudo ao invés disso!"), entre outros - é um processo caótico, e os detalhes se arranjam dessa maneira. Em teoria isso simula o que estaria acontecendo em uma taverna no mundo do jogo: aventureiros discutem seus planos, encontram companheiros, trocam informações, etc.
As únicas regras fixas para agendar sessões são:
  1. O mestre deve estar disponível no dia (obviamente), logo o sistema apenas funciona se o mestre possuir horários flexíveis.
  2. Os jogadores contam ao mestre sobre aonde planejam ir com antecedência, de tal modo que ele (significando eu) tem ao menos uma chance de preparar o que falta. Conforme a campanha avança, isso se torna um problema cada vez menor, pois muitas das áreas estarão tão definidas que os jogadores poderão ir para qualquer lugar no mapa e esbarrar em uma aventura. O mestre também pode vetar um plano que soa completamente chateante e sem potencial para uma sessão.
Todas as outras decisões estão sob controle dos jogadores, e eles irão brigar por isso - vez ou outra, literalmente.
Término da Tradução
É uma leitura e tanto, não é não? Então, eu gostaria de saber quais as opiniões de vocês sobre a idéia geral, problemas que imaginam que seriam encontrados (e possíveis soluções) ou ainda coisas que acham bem executadas. Particularmente, eu adorei a proposta, e acabei narrando com sucesso algumas poucas sessões presenciais para amigos.
Abraços e fiquem no aguardo para a próxima parte da tradução!
EDIT: Parte 2 de 4 do núcleo principal aqui!
Texto Original
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2017.12.02 20:43 fijozico Post-Match Thread: CF Esperança de Lagos 1 – 2 FC Ferreiras [1ª Divisão AF Algarve]

CF Esperança Lagos 1 – 2 FC Ferreiras

Estádio Municipal de Lagos
Golos do Esperança de Lagos: 30' Jorge Teixeira
Golos do Ferreiras: 85' Peixinho, 93' Pias

Esperança de Lagos

11 inicial: Cristiano Toco; Guell, Hernâni Nunes, Jorge Carvalho, Rafa Gonzalez; Rafa Pinto, Bruno Gonzalez, André Lourenço; Tommy Batista, Jorge Teixeira, Francisco Batista
Suplentes: Rafael, Tiago Serras, Lino Jerónimo, Nuno Alves, Nóbrega

Ferreiras

11 inicial: Duarte Encarnação; Mika, David Monteiro (C), Fábio Murraças, Ricardinho; Diogo Afonso, Ricardo Nascimento, Hagi; Jorge Correia, Vítor Pestana, João Viana
Suplentes: Paulo Bacôco, Pedro Colaço, Jeremy Pereira, Peixinho, Pedro Duarte, Wesley Douglas, João Pias

Jogo

Sejam todos muito bem-vindos meus caros shitposters a mais uma thread do melhor futebol do universo, a distrital algarvia! E que jogo que se antevia aqui: 1º vs 2º, Ferreiras contra Esperança de Lagos! O vosso leal repórter fez os 60km até a cidade lacobrigense para acompanhar esta partida em exclusivo para o /PrimeiraLiga.
A equipa da casa, o Clube de Futebol Esperança de Lagos, chegava a esta jornada com 23 pontos, após uma demolição ao Quarteirense, em Quarteira, por 4-0.
Já os visitantes, os maiores do concelho de Albufeira, os líderes desta porra toda, o Futebol Clube de Ferreiras, encontrava-se como se encontra há 10 jornadas: isolado na 1ª posição; 34 pontos, mais 11 que o Esperança, após uns expressivos 4-0 frente ao Quarteira na jornada anterior.

Primeira Parte

Com um frio de rachar, um vento macabro, e um sol que não aquecia nada, o jogo começava, com uma bancada algo despida. Os visitantes com camisa e calção branco, e meias azuis, e os visitados de camisa amarela, e calções e meias pretas. Foi-me confirmado pela minha companhia do costume que o nosso guarda-redes habitual, o Rúben Borges, partira o pulso no jogo anterior, e por isso saiu ao intervalo e não jogou hoje.
A primeira metade da primeira parte foi bem disputada, com ambas as equipas a tentar dominar o jogo. Quem o conseguiu foram os da casa, que não deixaram o Ferreiras respirar; no entanto, não conseguiam criar situações de perigo efetivo.
26' Amarelo para o Ricardo Nascimento. O defesa do Esperança acerta-lhe na canela, ele vi ao chão, o árbitro considera simulação...
A primeira situação de grande perigo surgiu para os da casa: uma bola apanha o Mika em contra-pé, e ficam 2 para 1 no ataque; o portador da bola passa para o lado para o outro encostar, mas chegou o Murraças com a pica toda e tira o pão da boca dele! Mas que corte! Canto para o Esperança.
30' 1-0 para o Esperança de Lagos, Jorge Teixeira. Ora aí está o que se esperava. Canto da esquerda, atravessa a pequena área toda, e calha no #9 dos da casa, que voleia cruzado perfeitamente para o primeiro do jogo.
E acabou aqui o jogo do Esperança. Começaram a arrefecer o jogo, e a dar o jogo ao Ferreiras. Num livre vindo da esquerda batido pelo Ricardo Nascimento, a bola sobra para um remate em rasteiro do Monteiro, que vai por cima da barra. A acabar a primeira parte, o Vitor Pestana tem uma oportunidade flagrante, mas demora muito a chutar e perde o golo do empate.

Segunda Parte

46' Substituição (1/3): Ricardo Nascimento Peixinho Não tou a ver o sentido desta substituição, mas ok. O Peixinho volta a jogar após o castigo, mas não tem metade da capacidade do Nascimento.
46' Substituição (2/3): Vitor Pestana João Pias Em mais um regresso, o Pias entra. Mais uma substituição que não entendo, preferia que tivesse tirado o Jorge Correia, que é um cepo. Mas pronto, In Seromenho We Trust.
A segunda parte começou como a primeira terminou, com o Esperança contente com o resultado e a dar o jogo ao Ferreiras. O Mika rompe pelo meio em drible, passa ao Pias, que remata à malha lateral.
51' Amarelo para o Mika, após travar um contra-ataque.
A partida segue e vai ficando mais dura, com bastantes entradas fortes, com amarelos à mistura. As tentativas do Esperança de Lagos de arrefecer o jogo dão tanto resultado que eu tou ali a tentar não morrer de hipotermia.
71' Amarelo para o Ricardinho, após travar mais um ataque do Lagos.
73' Substituição (3/3): Hagi Pedro Duarte Acertou no que entra, e errou no que sai. Como o Jorge Correia continua em campo, sem dar nada à equipa, ultrapassa-me.
A pressão do Ferreiras aumenta, e o Esperança recua mais. A este ponto, antevê-se o final do percurso imbatível do Ferreiras...
85' GOOOOOOOOOOOOOOOLOOOOOOO, PEIXINHO, 1-1!!! Agora é que os minutos que gastaram vão dar jeito, seus cabrestes! Um livre para o Diogo à entrada do meio-campo do Esperança viaja até à cabecinha do Peixe que cabeceia cruzado para o golo do empate! Agora é que vai ser emoção até ao final, com ambas as equipas a querer a vitória!
3 minutos adicionados à segunda parte, um empate não é assim tão mau para o Ferre–
93' GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, PIAS, 1-2!!! EU NÃO ACREDITO, EU NÃO A-CRE-DITO, A MINHA VIDA É UMA MERDA MAS O FERREIRAS NÃO ME DESILUDE, PORRAAAA!!!!! ISTO É COISA DE CAMPEÕES, MEUS CAROS! No último lance do jogo, a acabar o tempo adicional, o Diogo "Literalmente Özil" Afonso bombeia mais um livre para a área, o Pias baixa-se para cabecear, o redes ainda toca na bola, mas ela só para no fundo da baliza, para o êxtase do Ferreiras e dos seus aficionados! Que final de jogo!
E assim acaba a partida no Municipal de Lagos; as muitas lágrimas a correrem nos rostos dos jogadores do Esperança contrastam com o êxtase dos do Ferreiras, que agora se vêm a 12 pontos do 2º lugar, que volta a ser o Silves! Cenas inacreditáveis!

Campeonato

Jogos da Jornada 13

Casa Fora
Culatrense 3 – 0 Carvoeiro United
Imortal 2 – 1 Quarteirense
Messinense 1 – 0 Lagoa
Silves 3 – 0 Sambrasense
Quarteira 1 – 1 Faro e Benfica
Esp. Lagos 1 – 2 Ferreiras

Tabela Classificativa

Equipa P J V E D GM GS DG
1 Ferreiras 37 13 12 1 0 23 4 +19
2 Silves 25 13 7 4 2 25 12 +13
3 Esperança de Lagos 23 13 7 2 4 24 11 +13
4 Imortal 23 13 7 2 4 19 13 +6
5 Messinense 22 13 6 4 3 16 13 +3
6 Quarteirense 17 13 5 2 6 14 21 -7
7 Lagoa 15 13 4 3 6 17 16 +1
8 Culatrense 15 13 4 3 6 18 24 -6
9 Quarteira 15 13 4 3 6 19 18 +1
10 Faro e Benfica 14 13 4 2 7 12 19 -7
11 Carvoeiro United 7 13 1 4 8 11 26 -15
12 Sambrasense 4 13 0 4 9 10 31 -21
Fase de Promoção Fase de Despromoção

Menções Honrosas

Não posso não mencionar o grande jogo que o Esperança fez. Jogadores muito talentosos (de notar os dois laterais, Guell e Rafa, num nível muito superior).
Agradecer também à senhora que eu ainda não sei o nome que sempre está nos jogos do Ferreiras, que me deu um Filipino! Como não tive sequer tempo de almoçar, foi algo que me salvou de morrer com fome e frio!
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2017.11.01 18:52 fijozico Post-Match Thread: Imortal DC 0 – 0 FC Ferreiras [1ª Divisão AF Algarve]

Imortal DC 0 – 0 FC Ferreiras

Estádio Municipal de Albufeira
Golos do Imortal:
Golos do Ferreiras:

Imortal

11 inicial:
Suplentes:

Ferreiras

11 inicial: Rúben Borges; Ricardinho, David Monteiro, Fábio Murraças, Diogo; Buni, Peixinho, Ricardo Nascimento; Jorge Correia, Vitor Pestana, Luís Viegas
Suplentes: Duarte Encarnação, Pedro Colaço, Mika, Pedro Duarte, Jéremy Pereira, João Viana, Hagi

Jogo

Boa tarde meus amigos e amigas, bem-vindos a mais um resumo de uma partida do nosso campeonato distrital. Desloquei-me mais o meu paizinho ao Municipal de Albufeira para assistir ao grande derby albufeirense entre as duas únicas equipas do concelho que já participaram em campeonatos nacionais, Imortal e Ferreiras.
A equipa da casa vinha de uma vitória na casa do Quarteira por 1-0, e encontrava-se ao início desta jornada no 8º lugar com 9 pontos.
Já o Ferreiras também tinha ganho o seu jogo anterior, num 1-0 frente ao Quarteirense, e entrava para este jogo em 1º lugar com 21 pontos, 8 acima do 2º lugar.

Primeira Parte

Com bastante gente no estádio (talvez umas 300 pessoas), podia-se ver que estava mais ou menos metade-metade de adeptos de ambas as equipas.
Logo nos primeiros 20 minutos via-se como haveria de ser o jogo: mau. Terreno irregular, jogo duro, percas de bola, nada de muita ação perto das balizas. Houveram uma ou duas ocasiões para cada lado em que podia, com alguma sorte ou jeito adicioal, ter havido golo, mas tal não aconteceu.
41' Peixinho vê vermelho direto. Eu disse antes do jogo que ele ia ser expulso, e foi mesmo. Tá sempre sucetível a isto, e pronto. Houve ali uma confusão entre um gajo do Imortal e o Diogo, ficaram ali embrulhados. O Peixe tava ali ao pé, não consegui ver o que aconteceu, mas ei que o árbitro sacou do vermelho e pumbas. Nunca chegaremos a saber o que se passou... Com o jogo feio como estava, não ia ficar muito melhor para o Ferreiras.

Segunda Parte

66' Substituição (1/3): Ricardo Nascimento Pedro Colaço A precisar de alguém melhor com a bola e que segurasse o meio-campo, substituição compreensível.
66' Substituição (2/3): Luís Viegas João Viana E para a velocidade, o Viana.
75' Substituição (3/3): Vitor Pestana Jeremy Pereira Com esta substituição, consegue-se ver que o Ferreiras não vai apostar na vitória. Com um jogador a menos, coloca-se um jogador mais defensivo, precisamente para não correr o risco de sofrer uma derrota.
O jogo não ata nem desata. Muitas faltas, muitos amarelos, nada de ação significativa. O Imortal estava claramente por cima do jogo, a criar mais espaços, e o Ferreiras teimava em não usar a velocidade do João Viana para abrir a defesa dos da casa. O Imortal ainda reclamou um penalty por causa de um puxão de camisola na área, mas o árbitro não cedeu, erradamente. Muita sorte para o Ferreiras.
E depois dos 5 minutos adicionais, o jogo acaba empatado como começou. O Ferreiras perde assim os seus primeiros pontos do campeonato. A distância para o Silves, no 2º lugar, é diminuida para 6 pontos depois da vitória deles.

Campeonato

Jogos da Jornada 8

Casa Fora
Culatrense 1 – 0 Quarteira
Messinense 1 – 2 Silves
Imortal 0 – 0 Ferreiras
Quarteirense 1 – 0 Faro e Benfica
Carvoeiro United 2 – 2 Sambrasense
Lagoa 0 – 1 Esp. Lagos

Tabela Classificativa

Equipa P J V E D GM GS DG
1 Ferreiras 22 8 7 1 0 13 2 +11
2 Silves 16 8 4 4 0 15 6 +9
3 Esp. Lagos 14 8 4 2 2 11 6 +5
4 Faro e Benfica 13 8 4 1 3 10 8 +2
5 Messinense 12 8 3 3 2 10 10 0
6 Quarteira 11 8 3 2 3 14 7 +7
7 Lagoa 11 8 3 2 3 12 9 +3
8 Quarteirense 11 8 3 2 3 8 11 -3
9 Imortal 10 8 3 1 4 8 10 -2
10 Culatrense 6 8 1 3 4 11 19 -8
11 Carvoeiro United 3 8 0 3 5 7 16 -9
12 Sambrasense 2 8 0 2 6 7 22 -15

Menções Honrosas

Obrigado ao meu pai querido por ter ido comigo, apesar de depois me dar na cabeça porque o fiz perder tempo com um jogo morto como aqueles. Também gosto muito de ti.
Até à próxima malta!
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