Os homens japoneses

Até mesmo ao ponto de os homens serem bem mais tímidos que as mulheres. Valem lembrar que: Os japoneses não são todos iguais! Os japoneses gostam de se expressar mais com gestos e atitudes, devido a timidez eles fazem poucos elogios, eles não são frios, apenas tímidos, você deve ter isso em mente. Alguns deles já conquistaram os nossos corações, como nós não poderíamos deixar de apreciar eles também, vamos ver algumas das fotos dos 10 mais quentes homens japoneses que irão mudar o conceito dos preconceituosos dos K-drama …Confira também os Top 10 atores japoneses mais bonitos. Quais são os japoneses mais bonitos, segundo as japonesas? O J- Pop é uma das maiores indústrias de entretenimento no Japão e da Ásia. Neste mundo artístico circulam inúmeras celebridades como atores, cantores, apresentadores e modelos, que além do talento e popularidade, tem a beleza como um grande atributo e arrancam suspiros das moçoilas japonesas. Coisas brasileiras que os japoneses adoram 15.09.2016 A amizade entre Brasil e Japão já existe há mais de 100 anos; Depois de tanto tempo de relacionamento a cultura de um país acabou sendo apresentada ao outro, gerando muitos admiradores. Para encorajar os homens japoneses a procurar uma parceira, algumas empresas de relacionamento e cidadãos comuns estão usando de diversas estratégias. Uma delas foi um vídeo feito pelo japonês Yuta Aoki, que usou seu blog para incentivar e falar com os homens sobre o namoro com mulheres estrangeiras e tem feito sucesso na web. Para os homens japoneses entre 20 a 39 anos, 53% consideram que ser homem é um fardo (seja em alguns momentos ou em todos os momentos). Nessa faixa etária, a maior preocupação e dificuldade encontrada é a obrigação de ter que pagar, pensar e planejar todos os detalhes ao sair com uma mulher. Os 10 homens mais bonitos do Japão, segundo revista japonesa. Publicado há 4 anos ... entre leitores e os próprios funcionários da ... música e TV. Aos inqueridos foram apresentados dezenas de artistas japoneses que estão em evidência. A ‘ViVi então pediu para que eles dessem notas (de 1 a 5) de acordo com o “talento e a beleza ... Sobre os Homens/ Mulheres Chinesas A cultura chinesa é milenar e tão rica que acabou influenciando e moldando as culturas de seus vizinhos. Todos foram copiados e é por isso que os kanjis japoneses são os ideogramas chineses, apenas para dar um exemplo. Homens chineses Chinês revolucionário A geografia e a história Eu sei que na maior parte do tempo falamos muitos sobre os k-dramas, e eu assumo que em grande parte a culpa é minha. Mas quando falamos em dramas asiáticos, é preciso lembrar que é muito mais do que apenas k-dramas. Talvez muitos de vocês assim como eu conheceram esse universo através dos dramas japoneses, […] Segundo a lenda, quando os homens são levados pela mulher bonita, ela muda de forma e os pega e os come. ... Os japoneses desenvolveram uma metodologia para proteger os corpos da Kasha. De acordo com algumas lendas, os Kasha são gatos demoníacos como Nekomata ou Bakeneko, que sequestram as almas dos pecadores e os levam para o inferno. ...

Manifesto de Theodore Kaczynski (Unabomber), grande filosofo que popularizou o anarco-primitivismo

2020.09.13 08:06 pissass5 Manifesto de Theodore Kaczynski (Unabomber), grande filosofo que popularizou o anarco-primitivismo

A sociedade industrial e suas consequências têm sido um desastre para a raça humana. Elas não apenas aumentaram em muito a expectativa de vida nos países "avançados", como também desestabilizaram a sociedade, tornaram a vida frustrante, sujeitaram os seres humanos a indignidades, provocaram sofrimento psicológico generalizado (no Terceiro Mundo, sofrimentos físicos também) e infligiram graves danos ao mundo natural. O contínuo desenvolvimento da tecnologia irá agravar essa situação.O sistema tecnológico industrial poderá sobreviver, ou poderá entrar em colapso. Se sobreviver, é possível -apenas possível- que com o tempo chegue a um nível reduzido de sofrimento físico e psicológico. Mas isso só poderá acontecer depois de passado um período longo e muito doloroso de adaptação, e apenas ao custo da redução permanente dos seres humanos e muitos outros organismos vivos à situação de produtos criados artificialmente e meras peças na máquina social.Se o sistema entrar em colapso, as consequências serão muito dolorosas. Mas quanto mais o sistema crescer mais desastrosos serão os resultados de sua ruptura. Portanto, se pretendemos provocar sua ruptura é melhor fazê-lo mais cedo do que mais tarde.Por essas razões defendemos uma revolução contra o sistema industrial. Essa revolução pode ou não fazer uso da violência. Ela poderá ser repentina ou ser um processo relativamente gradativo, estendendo-se por algumas décadas.A Psicologia do Esquerdismo ModernoUma das manifestações mais difundidas da doidice de nosso mundo é o esquerdismo, de modo que uma discussão da psicologia do esquerdismo pode funcionar como introdução à discussão da sociedade moderna.Chamamos às duas tendências psicológicas subjacentes ao esquerdismo moderno de "sentimentos de inferioridade" e "supersocialização".Quando dizemos "sentimentos de inferioridade" queremos dizer não apenas sentimentos de inferioridade no sentido restrito do termo, mas todo um espectro de traços relacionados: baixa auto-estima, sentimentos de impotência, tendências depressivas, derrotismo, culpa, raiva de si mesmo, etc...Os esquerdistas são hipersensíveis em relação às palavras usadas para designar integrantes de minorias e a qualquer coisa que seja dita relativa às minorias. Os termos "negro", "oriental", "deficiente físico" ou "gata" para designar um africano, um asiático, uma pessoa incapacitada ou uma mulher não tinham, originalmente, qualquer conotação pejorativa.Muitos esquerdistas identificam-se profundamente com os problemas de grupos que transmitem imagens de fracos (mulheres), derrotados (índios americanos), repulsivos (homossexuais) ou inferiores de alguma outra maneira. Os próprios esquerdistas sentem que esses grupos são inferiores. Jamais admitiriam a si mesmos que têm tais sentimentos, mas é porque realmente vêem esses grupos como inferiores que se identificam com seus problemas.Os esquerdistas tendem a odiar qualquer coisa que transmita a imagem de ser forte, bom e bem-sucedido. Eles odeiam os EUA, odeiam a civilização ocidental, odeiam os homens brancos, odeiam o que é racional.Note-se a tendência masoquista das táticas esquerdistas. Os esquerdistas fazem protestos deitando-se no chão na frente de veículos. Nesses protestos, eles provocam a polícia, intencionalmente, a cometer abusos contra eles. Essas táticas podem muitas vezes funcionar, mas muitos esquerdistas as utilizam não como meios para atingir um fim, mas porque preferem táticas masoquistas. O ódio a si mesmo é uma característica esquerdista.Se nossa sociedade não tivesse nenhum problema, os esquerdistas teriam que inventar problemas para conseguir armar confusão.SupersocializaçãoAlgumas pessoas são tão altamente socializadas que a tentativa de pensar, sentir e agir moralmente impõe um peso muito grande a elas. Para evitar seus sentimentos de culpa, elas precisam enganar-se continuamente sobre suas verdadeiras motivações e encontrar explicações morais para sentimentos e atos que na realidade têm uma origem não moral. Utilizamos o termo "supersocializado" para descrever tais pessoas.Sugerimos que a supersocialização é uma das piores crueldades que os seres humanos infligem uns aos outros.O processo do poderOs seres humanos têm a necessidade (provavelmente originária de razões biológicas) de algo ao qual chamaremos "processo do poder". Este processo está intimamente ligado à necessidade de poder (que é amplamente reconhecida), mas não é exatamente a mesma coisa.É verdade que alguns indivíduos parecem ter pouca necessidade de autonomia. Ou seu desejo de poder é fraco, ou elas o satisfazem através da identificação com alguma organização poderosa da qual fazem parte. E existem também aquelas pessoas que não pensam, tipos animais que parecem se satisfazer com uma sensação de poder puramente físico.Mas para a maioria das pessoas, é por meio do processo do poder que se adquire auto-estima, autoconfiança e um senso de poder -ter uma meta, fazer um esforço autônomo e atingir essa meta. Quando não se tem uma oportunidade adequada de viver o processo de poder, as consequências são (dependendo do indivíduo e da maneira pela qual o processo de poder é perturbado) tédio, desmoralização, baixa auto-estima, sentimentos de inferioridade, derrotismo, depressão, ansiedade, sentimentos de culpa, frustração, hostilidade, abuso de cônjuge ou crianças, hedonismo insaciável, comportamentos sexuais anormais, desordens do sono, desordens alimentares, etc.Raízes dos Problemas SociaisAtribuímos os problemas sociais e psicológicos da sociedade moderna ao fato de que a sociedade exige que as pessoas vivam sob condições radicalmente diferentes daquelas nas quais a raça humana evoluiu, e se comportem de maneiras que entram em conflito com os padrões de comportamento que a raça humana desenvolveu enquanto vivia sob condições anteriores.Entre as condições anormais presentes na sociedade industrial moderna figuram a densidade demográfica excessiva, a separação entre o homem e a natureza, a rapidez excessiva das transformações sociais e a ruptura das comunidades naturais em pequena escala, como a família extensa, a aldeia ou a tribo.Os conservadores são idiotas: eles se queixam da decadência dos valores tradicionais, mas apóiam entusiasticamente o progresso tecnológico e o crescimento econômico. Ao que parece, nunca lhes ocorre que não se pode operar transformações drásticas e velozes na tecnologia e economia de uma sociedade sem provocar transformações velozes em todos os outros aspectos da sociedade também, e que tais transformações velozes levam inevitavelmente à ruptura dos valores tradicionais.Outra razão pela qual a sociedade não pode ser reformada em favor da liberdade é que a tecnologia moderna é um sistema unificado no qual todas as partes são interdependentes. Não se pode livrar-se das partes "ruins" da tecnologia e manter apenas as partes "boas". Tomemos o caso da medicina moderna. Os avanços na ciência médica dependem dos avanços nos campos da química, física, biologia, informática e outros. Os tratamentos médicos avançados exigem equipamentos caros de alta tecnologia que só podem ser assegurados por uma sociedade tecnologicamente progressiva e economicamente rica. É evidente que não se pode ter muitos progressos na medicina sem o sistema tecnológico inteiro e tudo que o acompanha.Revolução é mais fácil do que reformaA única saída é dispensar o sistema tecnológico industrial inteiro. Isso implica uma revolução, não necessariamente um levante armado, mas com certeza uma transformação radical e fundamental da natureza da sociedade.O que sugerimos é que a raça humana poderia facilmente chegar a um ponto em que sua dependência das máquinas seria tão grande que não lhe restaria nenhuma opção prática senão aceitar todas as decisões das máquinas. À medida que a sociedade e os problemas que a confrontam se tornam mais e mais complexos e as máquinas ficam mais e mais inteligentes, as pessoas vão deixar as máquinas tomarem cada vez mais decisões em seu lugar, simplesmente porque as decisões tomadas pelas máquinas trarão melhores resultados do que as decisões tomadas pelos homens. Com o tempo, é possível que se chegue a um estágio em que as decisões necessárias para manter o sistema funcionando sejam tão complexas que os seres humanos serão incapazes de tomá-las inteligentemente. Quando se chegar a esse estágio, as máquinas estarão, efetivamente, no controle. As pessoas não poderão simplesmente desligar as máquinas porque elas estarão tão dependentes delas que desligá-las equivaleria a cometer suicídio.EstratégiaAs duas principais tarefas para o presente são promover o estresse social e a instabilidade na sociedade industrial, e desenvolver e difundir uma ideologia que se oponha à tecnologia e ao sistema industrial. Quando o sistema ficar suficientemente estressado e instável, uma revolução contra a tecnologia pode tornar-se possível.Quanto às consequências negativas da eliminação da sociedade industrial, bem, dois proveitos não cabem num saco só. Para ganhar uma coisa, é preciso sacrificar outra.A maioria das pessoas odeia conflitos psicológicos. Por essa razão elas evitam pensar seriamente sobre qualquer problema social grave, e gostam que esses problemas lhes sejam apresentados em termos simples, preto no branco. A revolução precisa ser internacional e mundial. Ela não pode ser realizada de nação em nação. Toda vez que se sugere que os EUA, por exemplo, deveriam frear seu progresso tecnológico ou crescimento econômico, as pessoas ficam histéricas e começam a gritar que se cairmos para segundo lugar em termos tecnológicos os japoneses vão assumir a dianteira.Seria inútil os revolucionários tentarem atacar o sistema sem utilizar um pouco da tecnologia moderna. Eles precisam, no mínimo, utilizar a mídia para divulgar sua mensagem. Mas deveriam recorrer à tecnologia moderna para apenas um fim: atacar o sistema tecnológico.Com relação à estratégia revolucionária, os únicos pontos sobre os quais insistimos totalmente são que a única meta que se sobrepõe a todas as outras deve ser a eliminação da tecnologia moderna, e que não se deve permitir que nenhuma outra meta compita com essa.
Edit: Isso é apenas um trecho.
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2020.06.23 04:16 Mirality- "Acho que dar favoritismo pra alguns membros do server é melhor"

(Cuidado, pois toco num assunto de abuso sexual brevemente)
Bom dia Turma, gatas, papelões mortos e convidado inexistente que estão a ver.
Aliás, sou mulher, Luba, pode parar de fazer voz de homem.
Primeiro, preciso dizer que essa pessoa começa a agir nice apenas mais para o final da história.
Essa históra se extendeu por uns 3-4 dias e apenas se finalizou HOJE. Espero que odeiem. (sim, têm prints)
Uns 3 dias atrás, no Discord, um cara aleatório que NUNCA VI NA MINHA VIDA, vamos chamá-lo de Yarls (lembrem-se que ele tem 18 anos, pois se relaciona com um dos prints), chega em mim e pergunta: "Quanto tá o cu de traveco?" (achando que minha bandeira pan era a trans), o que não é algo muito legal de se perguntar, mas eu ignorei porque achei que ele era apenas um idiota.
A gente começa a conversar e falar sobre tarô (que eu adoro), até que ele me convida para o grupo de amigos dele, porque ele diz que sou muito legal, e eu entro.
Não lembro como, mas, dentro desse grupo, ele toca no assunto de que "não gosta muito de pessoas negras". Eu estranho mas acho que é humor negro e tento ignorar.
Ele começa a falar mais coisa estranha, até que ele chega num ponto em que ele fala que tá falando sério e não gosta porque "biológicamente, eles tendem a ser mais agressivos, igual como japoneses têm o qi naturalmente mais alto", além de também falar que negros são maior parte dos criminosos.
Eu: "Você tem que lembrar que eles também boa parte da população mais pobre"
Yarls: " "ain mas é sociecônomico" FODA-SE PORRA"
Ele me acusa de ser militante (o que prefiro nem mesmo dar bola) e com isso chega num assunto de pessoas transgênero.
Ele diz que acha que mulheres transgêneros deveriam ser banidas de esportes competitivos e me manda um artigo sobre mulheres trans que ganharam medalhas de ouro.
INTERESSANTEMENTE, nesse próprio artigo, eles falam de que não há provas científicas de que elas realmente possuem vantagens após 2 anos de transição.
Ele diz que é propaganda e que, já que não há pesquisas falando que essas vantagens existem -- segundo ele --, então também não há pesquisas falando que essas vantagens NÃO existem. Já que ele não viu nenhum homem trans ganhar (ignorando totalmente que há mais MtF do que FtM)
Continuamos conversando e chega num ponto em que tocamos em assunto de injustiças contra homens e sei lá. Eu mesma, digo que compreendo e apoio a luta de ambos os sexos contra o sexismo, já que ambos sofrem de maneiras diferentes diante eles e uso como exemplo um conhecido meu (sem mencionar nome) que foi molestado pela tia 3 vezes e não conta pra ninguém. E SABE QUAL FOI A RESPOSTA DELE?
Yarls: "Eu ia gostar"
Eu: "Isso não é hora pra piada. É um assunto sério"
Yarls: "Não é piada. Eu realmente não vejo problema. Se fosse por um homem, tudo bem. Mas se é por mulher, eu não entendo"
Yarls: "Tu gostaria, né marca amigo ?"
Amigo dele: "NÃO NÉ, PORRA"
Yarls: "MAS É UMA MINA"
Amigo dele: "FODA-SE"
Assim, eu oficialmente e finalmente peguei RANÇO dele e fiquei muito brava.
Hoje, à tarde, discutimos e eu bloqueei ele. Também falei com a dona do servidor o qual ele saiu e tomou providências.
Após ler os prints, espero que tenham gostado ou detestado menor que três
https://imgur.com/a/8ZlSdT9
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2020.03.26 12:54 KNWRV Quando for dormir

[Então,galerinha, eu fiz esse conto tem um tempinho e eu gostaria de um feedback, grato já pela atenção]
Dormimos para acordar, mas o sonho é irmão da morte carregando-nos inconscientes para as danças catatónicas dos pesadelos até que, então, nós não acordamos mais.
Filipinas, abril de 1867. Um camponês de trinta e três anos, cansado do dia de trabalho árduo, fala para sua mulher que já iria para a cama, despede-se do filho, beija sua mulher e caminha para o reino de Morpheus. A pele amarela do homem está marcada por enormes bolhas de suor, devido aos movimentos incessantes na cama, suas unhas estão cravadas no tecido da cama, a respiração é ofegante. De repente um grito seco ressoa pela casa, a mulher e o filho correm para o quarto, o camponês está morto. Sua morte passou despercebida, somente o vilarejo perto da casa onde morava ficou sabendo; os moradores indicaram rapidamente a causa: foi o Bagungot, uma criatura que espreita os sonhos dos homens, ela aparece em múltiplas lendas ao redor do mundo: a cristandade falava de Íncubos e Súcubos; os japoneses se referiam ao Pokkuri, na Tailândia, os mitos falam de de Phi Am.
Morrer no sonho é um caldeirão da mistura dos medos humanos, morrer sem resistir, sem poder escapar, sem saber porquê. A aflição se tornou então submissa a ritmos anciões e sonetos sagrados, encontrados nas artes e literatura, marcadas por números degraus de mitologia, folclore e imaginação diante das criaturas da noite, conhecimento e superstição se misturam, mas tudo aponta para a mesma coisa: tema os seus pesadelos. Encoberto no manto do mistério e pavor, esse fenômeno ganhou muitos nomes e muitos acrônimos.
França, agosto de 1917. Era o dia mais feliz de Eveline, o casamento que tanto esperara enfim iria acontecer. A igreja está em silêncio, senão pela marcha nupcial; no topo do altar o padre pergunta: "Eveline, você aceita Pierre como seu legítimo esposo"? Eveline não responde, seu corpo cai do alta. Ela dorme. Na Suíça, nem mesmo as dores do parto fazem uma mãe acordar. O mundo se viu diante de uma epidemia de "Doença do sono", os médicos chamavam de encefalite letárgica. A ciência então sistematizou, caracterizou e dissertou sobre o caso enumerando vários fatos e razões para o acontecimento: algumas pessoas eventualmente acordaram novamente- essas pode-se dizer que tiveram mais sorte do que as cem milhões que morreram no sono- elas relatavam que viam uma imagem negra, como uma sombra, rodopiando ao redor, rindo, dançando, como se aquilo fosse a maior das alegrias. Os cientistas caracterizaram isso como mera alucinação. A ciência é um devaneio que nós construímos, justificando com a razão e observação, na realidade, ela não passa de somente mais uma forma de se enxergar o mundo, uma forma que constantemente é posta à prova para ser dita certa. Curiosamente, esse é o grande paradoxo da ciência: ela só pode estar certa, quando for possível ela estar errada. Mas do que se chama aquilo que não pode ser posto à prova? Aquilo que não é mito, nem lenda? Aquilo que somente é, acontece subitamente sem explicação, sem qualquer motivo; costumo dizer que esse absurdo se chama existência.
Estados Unidos, julho de 1959. Veteranos da Guerra da Coreia, subitamente começam a relatar casos de insônia e estresse; um homem, refugiado do Laos, de 33 anos, saudável sem doenças crônicas ou genéticas, grita durante o sono. Ele é encontrado morto no dia seguinte, o grito se espalha por todos que vivem perto, a pequena comunidade de refugiados é dizimada, ao passar de dois meses cada um desde os mais novos aos mais velhos, vão subitamente morrendo em seus sonhos. Os médicos não encontram um motivo claro, a hipótese seria de um gene que ocasionou complicações cardiológicas e a morte era súbita. Mas nenhuma das pessoas que morreu apresentava caso ou histórico de doenças cardíacas, mas isso era o melhor que a medicina podia prever no momento.
Estados Unidos, março de 1964. Randy Gardner se dispõe a participar de um experimento sobre o sono, ficando onze dias e vinte e cinco minutos acordado. Monitorado por uma equipe médica, os seus sinais vitais se mantêm estáveis nos dois primeiros dias. No terceiro dia, Randy apresenta mudanças de humor. No quarto, o garoto afirma que estava sendo vigiado por uma sombra voadora. No quinto, o médico de tratava de Randy, faz uma visita para verificar os seus sinais vitais, Randy grita em pânico, ele acha que trouxeram um coveiro para o enterrar. No sexto dia, Randy se recusa a comer, aranhas estão em sua sopa, subindo pelo seu corpo até seus olhos. No sétimo, Randy afirma que era um famoso jogador de futebol americano. No oitavo, Randy disse que caminhava por uma floresta escura com árvores sem folhas; Randy nunca saiu do quarto de teste, durante a experiência. No nono dia, a sombra que lhe perseguia volta. No décimo, apesar da sala estar em completo silencia, Randy diz que as pessoas comentam sobre ele no rádio, falando mal de sua aparência. No dia onze, Randy senta no canto da sala, completamente calado, até que solta um enorme grito e cai no sono. O jovem dorme durante quinze horas, ao acordar ele não se lembra de nada dos últimos onze dias. Desde então Randy sofre de insônia, porque toda a vez que ele dorme, ele sonha com um quarto todo branco com uma sombra flutuando no lugar vazio.
Inglaterra, dezembro de 1976. Mary têm catorze anos, ela dormia tranquila, quando subitamente acorda, ela vê uma figura de rosto branco e sorriso vermelho sobre seu corpo, com uma faca na mão. Ela tenta se mexer, mas o corpo permanece parado, a figura diante de si, ri. Mary grita desesperadamente, seus pais vão até seu quarto, só havia a garota em sua cama. Mary conta tudo que aconteceu, sua mãe a leva para uma psicóloga. Mary é diagnosticado com psicose. Mary afirma que quando dormia, ela ouvia uma voz que ria.
México, outubro de 1989. Alejandro, depois de uma festa marcada pelo uso de drogas e muito sexo, anda bêbado pelas ruas da Cidade do México. Mendigos contam para as autoridades que ele tropeçou perto de uma parede e caiu no sono. O corpo do homem se contorcia e se dobrava de formas nunca antes vistas, quando o sol nascia Alejandro se levanta e caminha até a borda da pista. Ele se joga na direção do primeiro carro que passa. As testemunhas afirmam que ele estava de olhos fechado.
Brasil, maio de 1996. Gustavo toda a vez que vai dormir, ouve um sussurro que, às vezes, diz "boa noite" e outras vezes "deixe-me dormir com você". Um dia ele acorda às três horas da manhã, ele vê uma sombra que veste um manto sentada em sua cama, ela diz: "deixe-me dormir com você". Naquele momento, a voz conseguiu o que queria. Gustavo é encontrado, às nove horas da manhã pela diarista, sua morte não tem motivo aparente. Os médicos afirmam ser possível um infarto ou algum acidente vascular na região do encéfalo, mas nenhum exame confirmou qualquer teoria, até hoje.
Rússia, setembro de 2007. Uma creepypasta se torna popular na internet. Durante a segunda guerra mundial, foram postos diversos pacientes num experimento de privação de sono. Em uma base secreta bem resguardada, um grupo de pesquisa conduziu um experimento cruel com cinco prisioneiros da Gulag, os campos de trabalho forçado. Aos participantes foi prometida liberdade caso sobrevivessem a 30 dias em uma câmara cheia de gás psicotrópico sem dormir durante todo o período. No decorrer de cinco dias, a situação saiu de controle – os sujeitos bloquearam o canal de observação e surtaram, entre gritos e gemidos, nada se via, somente se ouvia o pavor. Depois, ficaram em silêncio completo por dias e, quando os cientistas adentraram a câmara, viram o inimaginável: eles haviam arrancado a maior parte da pele de seus corpos, e sangue cobria todo o chão. De alguma forma, os prisioneiros mutilados permaneceram vivos e imploravam para que o gás estimulante fosse novamente ligado; eles gritavam que "deviam ficar acordados". Quando o grupo tentou imobilizá-los, eles demonstraram uma força surpreendente, e até mataram alguns dos soldados que estavam ajudando os cientistas. Com o tempo, as cobaias se acalmaram. Um deles, instruído a dormir, morreu imediatamente depois de fechar os olhos. O resto veio a óbito enquanto tentava fugir. Antes de filmar o último participante, um pesquisador gritou: "O que é você?!". E o corpo mutilado, coberto de sangue, respondeu com um sorriso aterrorizante: "Somos você. Somos a loucura que se esconde dentro de todos vocês, implorando para ser libertada a qualquer momento de sua mente animal mais profunda. Nós somos o que você esconde em suas camas todas as noites. Nós somos o que você esconde em silêncio e paralisia quando vai para o refúgio noturno onde nós não podemos pisar". Assim que o homem terminou a frase, o pesquisador deu um tiro em sua cabeça.
A história é obviamente mentira, apenas mais uma desses contos de terror espalhados pela internet. Mas toda história tem um fundo de verdade. Sobre esse evento a grande questão que paira no ar é: em que ponto começa a mentira?
Espanha, 7 de agosto de 2016. Eu e minha mulher vamos à escola de nosso filho, ele havia se envolvido em uma briga escolar. A diretora nos afirma que ele está tendo um comportamento violento e mudanças de humor repentinas, além de se encontrado bebendo café constantemente. Levamos o garoto para casa, onde perguntamos o que está acontecendo, ele disse que não conseguia dormir, pergunto-lhe porquê, ele respondeu que tinha medo que uma sombra lhe pegasse enquanto dormia. Minha mulher interpreta isso como apenas um pesadelo. Decidimos ficar acordados, todos os três naquela noite, sentamos no sofá enquanto vemos um filme de super-herói. Na metade do filme, meu filho, cai no sono, eu o carrego em meus braços para seu quarto e o deito na cama. Minha mulher e eu nos recolhemos. No quarto, prestes a dormir, nós ouvimos um grito vindo do quarto de nosso filho, corremos para lá: ele é encontrado morto. Morte por Pesadelo.
Espanha, hoje, 14 de agosto de 2016. Eu não durmo há sete dias, durante esse período recolhi todas as informações que podia sobre esse fenômeno conhecido como sono, selecionei os eventos mais importantes para esse relato. O corpo de minha mulher começa a feder no canto da sala, deve estar iniciando o processo de putrefação, ela não entendia a importância em não dormir para se fazer o que se deve. A sombra que eles falavam eu já vejo há três dias, ela não parece mais tão aterrorizadora, em alguns momentos ela sorri e em outros ela até me abraça.
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2020.03.25 21:01 KNWRV O que nos espreita quando dormimos

Dormimos para acordar, mas o sonho é irmão da morte carregando-nos inconscientes para as danças catatónicas dos pesadelos até que, então, nós não acordamos mais.
Filipinas, abril de 1867. Um camponês de trinta e três anos, cansado do dia de trabalho árduo, fala para sua mulher que já iria para a cama, despede-se do filho, beija sua mulher e caminha para o reino de Morpheus. A pele amarela do homem está marcada por enormes bolhas de suor, devido aos movimentos incessantes na cama, suas unhas estão cravadas no tecido da cama, a respiração é ofegante. De repente um grito seco ressoa pela casa, a mulher e o filho correm para o quarto, o camponês está morto. Sua morte passou despercebida, somente o vilarejo perto da casa onde morava ficou sabendo; os moradores indicaram rapidamente a causa: foi o Bagungot, uma criatura que espreita os sonhos dos homens, ela aparece em múltiplas lendas ao redor do mundo: a cristandade falava de Íncubos e Súcubos; os japoneses se referiam ao Pokkuri, na Tailândia, os mitos falam de de Phi Am.
Morrer no sonho é um caldeirão da mistura dos medos humanos, morrer sem resistir, sem poder escapar, sem saber porquê. A aflição se tornou então submissa a ritmos anciões e sonetos sagrados, encontrados nas artes e literatura, marcadas por números degraus de mitologia, folclore e imaginação diante das criaturas da noite, conhecimento e superstição se misturam, mas tudo aponta para a mesma coisa: tema os seus pesadelos. Encoberto no manto do mistério e pavor, esse fenômeno ganhou muitos nomes e muitos acrônimos.
França, agosto de 1917. Era o dia mais feliz de Eveline, o casamento que tanto esperara enfim iria acontecer. A igreja está em silêncio, senão pela marcha nupcial; no topo do altar o padre pergunta: “Eveline, você aceita Pierre como seu legítimo esposo”? Eveline não responde, seu corpo cai do alta. Ela dorme. Na Suíça, nem mesmo as dores do parto fazem uma mãe acordar. O mundo se viu diante de uma epidemia de “Doença do sono”, os médicos chamavam de encefalite letárgica. A ciência então sistematizou, caracterizou e dissertou sobre o caso enumerando vários fatos e razões para o acontecimento: algumas pessoas eventualmente acordaram novamente- essas pode-se dizer que tiveram mais sorte do que as cem milhões que morreram no sono- elas relatavam que viam uma imagem negra, como uma sombra, rodopiando ao redor, rindo, dançando, como se aquilo fosse a maior das alegrias. Os cientistas caracterizaram isso como mera alucinação.
A ciência é um devaneio que nós construímos, justificando com a razão e observação, na realidade, ela não passa de somente mais uma forma de se enxergar o mundo, uma forma que constantemente é posta à prova para ser dita certa. Curiosamente, esse é o grande paradoxo da ciência: ela só pode estar certa, quando for possível ela estar errada. Mas do que se chama aquilo que não pode ser posto à prova? Aquilo que não é mito, nem lenda? Aquilo que somente é, acontece subitamente sem explicação, sem qualquer motivo; costumo dizer que esse absurdo se chama existência.
Estados Unidos, julho de 1959. Veteranos da Guerra da Coreia, subitamente começam a relatar casos de insônia e estresse; um homem, refugiado do Laos, de 33 anos, saudável sem doenças crônicas ou genéticas, grita durante o sono. Ele é encontrado morto no dia seguinte, o grito se espalha por todos que vivem perto, a pequena comunidade de refugiados é dizimada, ao passar de dois meses cada um desde os mais novos aos mais velhos, vão subitamente morrendo em seus sonhos. Os médicos não encontram um motivo claro, a hipótese seria de um gene que ocasionou complicações cardiológicas e a morte era súbita. Mas nenhuma das pessoas que morreu apresentava caso ou histórico de doenças cardíacas, mas isso era o melhor que a medicina podia prever no momento.
Estados Unidos, março de 1964. Randy Gardner se dispõe a participar de um experimento sobre o sono, ficando onze dias e vinte e cinco minutos acordado. Monitorado por uma equipe médica, os seus sinais vitais se mantêm estáveis nos dois primeiros dias. No terceiro dia, Randy apresenta mudanças de humor. No quarto, o garoto afirma que estava sendo vigiado por uma sombra voadora. No quinto, o médico de tratava de Randy, faz uma visita para verificar os seus sinais vitais, Randy grita em pânico, ele acha que trouxeram um coveiro para o enterrar. No sexto dia, Randy se recusa a comer, aranhas estão em sua sopa, subindo pelo seu corpo até seus olhos. No sétimo, Randy afirma que era um famoso jogador de futebol americano. No oitavo, Randy disse que caminhava por uma floresta escura com árvores sem folhas; Randy nunca saiu do quarto de teste, durante a experiência. No nono dia, a sombra que lhe perseguia volta. No décimo, apesar da sala estar em completo silencia, Randy diz que as pessoas comentam sobre ele no rádio, falando mal de sua aparência. No dia onze, Randy senta no canto da sala, completamente calado, até que solta um enorme grito e cai no sono. O jovem dorme durante quinze horas, ao acordar ele não se lembra de nada dos últimos onze dias. Desde então Randy sofre de insônia, porque toda a vez que ele dorme, ele sonha com um quarto todo branco com uma sombra flutuando no lugar vazio.
Inglaterra, dezembro de 1976. Mary têm catorze anos, ela dormia tranquila, quando subitamente acorda, ela vê uma figura de rosto branco e sorriso vermelho sobre seu corpo, com uma faca na mão. Ela tenta se mexer, mas o corpo permanece parado, a figura diante de si, ri. Mary grita desesperadamente, seus pais vão até seu quarto, só havia a garota em sua cama. Mary conta tudo que aconteceu, sua mãe a leva para uma psicóloga. Mary é diagnosticado com psicose. Mary afirma que quando dormia, ela ouvia uma voz que ria.
México, outubro de 1989. Alejandro, depois de uma festa marcada pelo uso de drogas e muito sexo, anda bêbado pelas ruas da Cidade do México. Mendigos contam para as autoridades que ele tropeçou perto de uma parede e caiu no sono. O corpo do homem se contorcia e se dobrava de formas nunca antes vistas, quando o sol nascia Alejandro se levanta e caminha até a borda da pista. Ele se joga na direção do primeiro carro que passa. As testemunhas afirmam que ele estava de olhos fechado.
Brasil, maio de 1996. Gustavo toda a vez que vai dormir, ouve um sussurro que, às vezes, diz “boa noite” e outras vezes “deixe-me dormir com você”. Um dia ele acorda às três horas da manhã, ele vê uma sombra que veste um manto sentada em sua cama, ela diz: “deixe-me dormir com você”. Naquele momento, a voz conseguiu o que queria. Gustavo é encontrado, às nove horas da manhã pela diarista, sua morte não tem motivo aparente. Os médicos afirmam ser possível um infarto ou algum acidente vascular na região do encéfalo, mas nenhum exame confirmou qualquer teoria, até hoje.
Rússia, setembro de 2007. Uma creepypasta se torna popular na internet. Durante a segunda guerra mundial, foram postos diversos pacientes num experimento de privação de sono. Em uma base secreta bem resguardada, um grupo de pesquisa conduziu um experimento cruel com cinco prisioneiros da Gulag, os campos de trabalho forçado. Aos participantes foi prometida liberdade caso sobrevivessem a 30 dias em uma câmara cheia de gás psicotrópico sem dormir durante todo o período. No decorrer de cinco dias, a situação saiu de controle – os sujeitos bloquearam o canal de observação e surtaram, entre gritos e gemidos, nada se via, somente se ouvia o pavor. Depois, ficaram em silêncio completo por dias e, quando os cientistas adentraram a câmara, viram o inimaginável: eles haviam arrancado a maior parte da pele de seus corpos, e sangue cobria todo o chão. De alguma forma, os prisioneiros mutilados permaneceram vivos e imploravam para que o gás estimulante fosse novamente ligado; eles gritavam que “deviam ficar acordados”. Quando o grupo tentou imobilizá-los, eles demonstraram uma força surpreendente, e até mataram alguns dos soldados que estavam ajudando os cientistas. Com o tempo, as cobaias se acalmaram. Um deles, instruído a dormir, morreu imediatamente depois de fechar os olhos. O resto veio a óbito enquanto tentava fugir. Antes de filmar o último participante, um pesquisador gritou: “O que é você?!”. E o corpo mutilado, coberto de sangue, respondeu com um sorriso aterrorizante: “Somos você. Somos a loucura que se esconde dentro de todos vocês, implorando para ser libertada a qualquer momento de sua mente animal mais profunda. Nós somos o que você esconde em suas camas todas as noites. Nós somos o que você esconde em silêncio e paralisia quando vai para o refúgio noturno onde nós não podemos pisar”. Assim que o homem terminou a frase, o pesquisador deu um tiro em sua cabeça.
A história é obviamente mentira, apenas mais uma desses contos de terror espalhados pela internet. Mas toda história tem um fundo de verdade. Sobre esse evento a grande questão que paira no ar é: em que ponto começa a mentira?
Espanha, 7 de agosto de 2016. Eu e minha mulher vamos à escola de nosso filho, ele havia se envolvido em uma briga escolar. A diretora nos afirma que ele está tendo um comportamento violento e mudanças de humor repentinas, além de se encontrado bebendo café constantemente. Levamos o garoto para casa, onde perguntamos o que está acontecendo, ele disse que não conseguia dormir, pergunto-lhe porquê, ele respondeu que tinha medo que uma sombra lhe pegasse enquanto dormia. Minha mulher interpreta isso como apenas um pesadelo. Decidimos ficar acordados, todos os três naquela noite, sentamos no sofá enquanto vemos um filme de super-herói. Na metade do filme, meu filho, cai no sono, eu o carrego em meus braços para seu quarto e o deito na cama. Minha mulher e eu nos recolhemos. No quarto, prestes a dormir, nós ouvimos um grito vindo do quarto de nosso filho, corremos para lá: ele é encontrado morto. Morte por Pesadelo.
Espanha, hoje, 14 de agosto de 2016. Eu não durmo há sete dias, durante esse período recolhi todas as informações que podia sobre esse fenômeno conhecido como sono, selecionei os eventos mais importantes para esse relato. O corpo de minha mulher começa a feder no canto da sala, deve estar iniciando o processo de putrefação, ela não entendia a importância em não dormir para se fazer o que se deve. A sombra que eles falavam eu já vejo há três dias, ela não parece mais tão aterrorizadora, em alguns momentos ela sorri e em outros ela até me abraça.
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2020.03.05 02:11 Raopo_BR Por que os japoneses são fascinados por calcinhas

Desde criança, sempre fui muito curioso, especialmente por coisas que as pessoas chamam de conhecimento inútil. Com a era da internet, isso ampliou meus horizontes e minha curiosidade. Por anos, alimentei um blog sobre essas curiosidades que pesquisava. Infelizmente tive que desistir do blog, mas não consigo parar de pesquisar essas coisas, e decidi compartilhar uma dessas pesquisas.
Eu venho contar para vocês, resumidamente, porque os japoneses são fascinados por calcinhas.
Tudo começa no século 16, com as primeiras interações entre Portugal e o Japão. Na época, os japoneses, tanto homens quanto mulheres, não tinham problemas com a nudez. Não que todos andassem nus, mas, especialmente no verão, não tinham o problema de andar com o corpo à mostra. As mulheres não tinham problema em ficar com os seios a mostra enquanto cuidavam das plantações e não se preocupavam se estavam mostrando suas vaginas. E, claro, os homens sempre se orgulhavam de seus pênis. E, apesar de não existia o conceito de roupa de baixo, existia o fundoshi, um pano ou pedaço de couro amarrado de modo que se proteja os órgãos genitais para situações onde seria perigoso mante-los expostos, como ao pescar, lutar ou mesmo nadar.
Voltando aos portugueses, quando os jesuítas começaram a espalhar o catolicismo, começaram a espalhar também a moralidade cristã. Eles começaram a fazer os japoneses sentirem vergonha de sua nudez. Entretanto, os jesuítas foram expulsos antes que pudessem ter influenciado mais a população. Séculos depois, seria a vez dos americanos alimentarem mais essa ideia. No século 19, os americanos viram a oportunidade perfeita para apresentar aos japoneses o conceito de calcinhas. Para isso, começaram a demonizar a nudez costumeira dos japoneses, e ensinaram que o moralmente certo seria que as mulheres escondessem suas partes genitais.
Entretanto, os americanos preferiram apresentar as calcinhas somente à nobreza japonesa, oferecendo calcinhas de alta qualidade, feitas de seda e outros materiais caros. Com isso, a calcinha passou a ser considerada um símbolo da nobreza e do luxo. O próximo passo - Edição esse 'próximo passo' só ocorreu no século 20, aproximadamente na década de 30 - foi o fato de que as prostitutas começaram a usar calcinhas como as da nobreza para chamar a atenção dos clientes. Aos poucos, as calcinhas começaram a se tornar fetiche de vários japoneses, o que foi alimentado pelo entretenimento ao longo das décadas. Une-se a tudo isso os problemas psicossociais que os japoneses vem passando, e você chega aos dias de hoje com as máquinas vendedoras de calcinhas e as lojas de lingeries usadas.
Agradeço desde já aos comentários e correções.
Edição: Ajuste de informações
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2019.06.13 18:45 euamocachorros79 Nietzsche e o mito

Se você, através de algum dispositivo infalível, obtivesse a certeza de que o tempo é uma ilusão, e que todo e qualquer ato vivido até agora, os que serão ainda experimentados e até mesmo o presente momento em que seus olhos percorrem essas linhas, coexistem simultaneamente no mesmo ambiente, o que faria? Mais do que isso, encararia esse fato como uma condenação ou como uma benção? Como você escolheria viver, tendo a noção de que seus atos ecoarão pela eternidade para ouvidos ausentes?
Paula pensava saber a respostas para essas questões até sentir o solavanco da pistola semiautomática, calibre 9mm, em seu pulso, antebraço e ombro. Assim que o cheiro de pólvora e ferro tomou de assalto suas narinas e pulmões, disparando sinapses necessárias para reconhecer o que ocorrera, a boca, seca até então, começou a salivar no prenúncio atávico do vômito causado por choque. A mão suada e fria deixou escorregar a pistola até a mesma produzir um som vazio e seco ao encontrar-se com o chão. Paula não ouviu, seus ouvidos imersos num zumbido agudo e incessante.
A arma é um objeto inanimado, com partes móveis, capaz de produzir um resultado final coeso e definido desde que matéria-prima e demais entradas sejam ordenadas de maneira adequada. Movimento é vida. O disparo oriundo da pressão sobre o gatilho, o deslocamento do cão, a explosão controlada, a trajetória do projétil, todos movimentos. A pistola, ainda que brevemente, vive. Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas. O ciclo da vida repete-se, novamente e mais uma vez.
Os vidros protegidos por película escura escondem o interior do carro, ao sair do condomínio fechado na Zona Oeste da cidade. Melhor assim, uma vez que ninguém deveria ver uma mulher tentando controlar as lágrimas e retomar o controle da própria vida. A tensão mostra-se péssima carona, desviando o foco do tráfego e quase causando uma colisão entre um motoboy e sua Ranger, ainda na esquina do conjunto habitacional. Ela entende o custo de um possível acidente agora e agradece mentalmente a intervenção divina que a fez acionar os freios a tempo de impedi-lo. Respira fundo e ignora os xingamentos gritados pela quase vítima, enquanto retoma a marcha que a afastará do pesadelo recente.
A pobreza na infância e juventude não impediu sua formatura em Pedagogia numa universidade pública, e posteriormente, uma especialização em filosofia da educação. Paula manifestara interesse em diferentes correntes de pensamento durante sua vida acadêmica. Leitora ávida dos filósofos alemães, americanos, japoneses e dinamarqueses, encontrava acolhimento para suas neuroses e crises de insônia no existencialismo. A falta de uma figura paterna sólida coletava seus impostos à noite, impedindo o sono e imprimindo um ritmo acelerado na busca por aprovação e reconhecimento de homens mais velhos. Ela queria casar, constituir família, ser uma pessoa boa para os que amava e para o restante da sociedade.
O tenente reformado, duro e simples, com um leve desvio na dicção que o fazia soar como alguém que possui a língua presa, sentia-se sozinho após o segundo divórcio. Seus filhos, homens adultos, cada um com seus projetos e ambições particulares, mantinham uma relação afastada e formal, oriunda das regras de casa. Jairo queria atenção, carinho e respeito de uma mulher jovem, submissa e alheia ao seu passado. Não suportava a noção de ter que manter contato civilizado com as ex-mulheres, ingratas na sua concepção, que haviam corrido de casa no instante em que se achavam merecedoras de pensões, incapazes de perceber o quanto ele tolerava suas necessidades por cirurgias plásticas, sessões de massagens linfáticas e uso irrestrito de cosméticos numa tentativa fútil de voltar no tempo.
Fulminados por uma paixão arrebatadora, nove dias após conhecerem-se num debate sobre a gratuidade da educação pública, ela favorável, ele contrário, Paula e Jairo começaram um relacionamento que seria responsável, anos mais tarde, pela geração de uma menina linda e vivaz, Carolina. Apesar da divergência entre seus posicionamentos, viveram em relativa harmonia até o dia em que, tentando se impor em uma discussão doméstica, acerca dos valores a serem ensinados à filha, Jairo soltou a palma pesada contra o rosto, de pele macia e branca, de Paula, entre as quatro paredes do quarto do casal. Em estado de choque, ela não reagiu e os golpes repetiram-se, uma, duas, três, incontáveis vezes. Após a surra, Jairo deixou o quarto e arfando, sobre o ombro, disse:
- Olha o que você me fez “fasser”.
Ela não respondeu, apenas tentava abafar o choro contra o travesseiro, deixando na fronha olhos, nariz e boca molhados numa caricatura horrenda de si. O medo pela segurança de sua filha, a sensação de impotência e o ódio começando a cozinhar um caldo amargo dentro do peito.
No banco traseiro da Ranger, Carolina pergunta para a mãe o motivo de ser buscada mais cedo na escola. Paula, pensando nos seus filósofos preferidos, responde a filha suspirando, o motor do carro num som ritmado, buscando um rumo novo:
- Eu escolhi viver. Te amo filha.
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2019.06.13 18:43 euamocachorros79 Nietzsche e o mito

Se você, através de algum dispositivo infalível, obtivesse a certeza de que o tempo é uma ilusão, e que todo e qualquer ato vivido até agora, os que serão ainda experimentados e até mesmo o presente momento em que seus olhos percorrem essas linhas, coexistem simultaneamente no mesmo ambiente, o que faria? Mais do que isso, encararia esse fato como uma condenação ou como uma benção? Como você escolheria viver, tendo a noção de que seus atos ecoarão pela eternidade para ouvidos ausentes?
Paula pensava saber a respostas para essas questões até sentir o solavanco da pistola semiautomática, calibre 9mm, em seu pulso, antebraço e ombro. Assim que o cheiro de pólvora e ferro tomou de assalto suas narinas e pulmões, disparando sinapses necessárias para reconhecer o que ocorrera, a boca, seca até então, começou a salivar no prenúncio atávico do vômito causado por choque. A mão suada e fria deixou escorregar a pistola até a mesma produzir um som vazio e seco ao encontrar-se com o chão. Paula não ouviu, seus ouvidos imersos num zumbido agudo e incessante.
A arma é um objeto inanimado, com partes móveis, capaz de produzir um resultado final coeso e definido desde que matéria-prima e demais entradas sejam ordenadas de maneira adequada. Movimento é vida. O disparo oriundo da pressão sobre o gatilho, o deslocamento do cão, a explosão controlada, a trajetória do projétil, todos movimentos. A pistola, ainda que brevemente, vive. Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas. O ciclo da vida repete-se, novamente e mais uma vez.
Os vidros protegidos por película escura escondem o interior do carro, ao sair do condomínio fechado na Zona Oeste da cidade. Melhor assim, uma vez que ninguém deveria ver uma mulher tentando controlar as lágrimas e retomar o controle da própria vida. A tensão mostra-se péssima carona, desviando o foco do tráfego e quase causando uma colisão entre um motoboy e sua Ranger, ainda na esquina do conjunto habitacional. Ela entende o custo de um possível acidente agora e agradece mentalmente a intervenção divina que a fez acionar os freios a tempo de impedi-lo. Respira fundo e ignora os xingamentos gritados pela quase vítima, enquanto retoma a marcha que a afastará do pesadelo recente.
A pobreza na infância e juventude não impediu sua formatura em Pedagogia numa universidade pública, e posteriormente, uma especialização em filosofia da educação. Paula manifestara interesse em diferentes correntes de pensamento durante sua vida acadêmica. Leitora ávida dos filósofos alemães, americanos, japoneses e dinamarqueses, encontrava acolhimento para suas neuroses e crises de insônia no existencialismo. A falta de uma figura paterna sólida coletava seus impostos à noite, impedindo o sono e imprimindo um ritmo acelerado na busca por aprovação e reconhecimento de homens mais velhos. Ela queria casar, constituir família, ser uma pessoa boa para os que amava e para o restante da sociedade.
O tenente reformado, duro e simples, com um leve desvio na dicção que o fazia soar como alguém que possui a língua presa, sentia-se sozinho após o segundo divórcio. Seus filhos, homens adultos, cada um com seus projetos e ambições particulares, mantinham uma relação afastada e formal, oriunda das regras de casa. Jairo queria atenção, carinho e respeito de uma mulher jovem, submissa e alheia ao seu passado. Não suportava a noção de ter que manter contato civilizado com as ex-mulheres, ingratas na sua concepção, que haviam corrido de casa no instante em que se achavam merecedoras de pensões, incapazes de perceber o quanto ele tolerava suas necessidades por cirurgias plásticas, sessões de massagens linfáticas e uso irrestrito de cosméticos numa tentativa fútil de voltar no tempo.
Fulminados por uma paixão arrebatadora, nove dias após conhecerem-se num debate sobre a gratuidade da educação pública, ela favorável, ele contrário, Paula e Jairo começaram um relacionamento que seria responsável, anos mais tarde, pela geração de uma menina linda e vivaz, Carolina. Apesar da divergência entre seus posicionamentos, viveram em relativa harmonia até o dia em que, tentando se impor em uma discussão doméstica, acerca dos valores a serem ensinados à filha, Jairo soltou a palma pesada contra o rosto, de pele macia e branca, de Paula, entre as quatro paredes do quarto do casal. Em estado de choque, ela não reagiu e os golpes repetiram-se, uma, duas, três, incontáveis vezes. Após a surra, Jairo deixou o quarto e arfando, sobre o ombro, disse:
- Olha o que você me fez “fasser”.
Ela não respondeu, apenas tentava abafar o choro contra o travesseiro, deixando na fronha olhos, nariz e boca molhados numa caricatura horrenda de si. O medo pela segurança de sua filha, a sensação de impotência e o ódio começando a cozinhar um caldo amargo dentro do peito.
No banco traseiro da Ranger, Carolina pergunta para a mãe o motivo de ser buscada mais cedo na escola. Paula, pensando nos seus filósofos preferidos, responde a filha suspirando, o motor do carro num som ritmado, buscando um rumo novo:
- Eu escolhi viver. Te amo filha.
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2019.03.04 00:14 Manner1918 Nação Livre Brasileira

-Contexto: Estou escrevendo este livro por causa de um devaneio. Estou procurando criticas tanto positivas quanto negativas sobre esta escrita.Para ter um contexto geral antes da leitura, esse livro se passa em um mundo alternativo onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial, os nazistas também invadiram o Brasil e a tornaram em um estado fantoche a serviço da Alemanha.
Ainda não fiz nenhuma personagem no livro explicar sobre esse evento, ou como eles ganharam a guerra, mas já tenho as ideias principais anotadas em um caderno e tudo vai ser bem explicado. Se você tiver qualquer dúvida sobre o porque eu não dei muitos detalhes sobre qualquer coisa (a casa, as características de personagens, roupas, etc) é porque eu decidi não explicar no momento que a cena acontece, mas vou detalhando sobre tudo ao decorrer do livro.
-Importante: Só estou postando o primeiro capitulo do livro, apesar de ser mais de 3000 palavras. Já escrevi o inicio do segundo capitulo, mas está incompleto.Sinto muito por qualquer erro de português. E sinto muito por ser longo, mas vamos ao inicio do livro:


Eram cinco da manhã, Amélia tinha passado a noite acordada já que sua insônia tinha lhe mantida acordada novamente. Ela virava de um lado para outro na cama, agitava seu cabelo negro e liso que vinha até seus ombros, girava e apalpava seu travesseiro, tentando conseguir dormir ao mínimo alguns minutos. Mas foi tudo em vão e logo ela começava a pensar, enquanto desistia de culpar a sua cama pela insônia, pensava sobre como ela ainda não tinha um pingo de sono e enquanto olhava para o teto de seu quarto, pensava novamente em seus avós, como toda manhã, e como ela sentia saudades deles, de suas risadas, conselhos, puxadas de orelhas e, sobretudo, o cheiro do bolo de chocolate que seu avô fazia enquanto ela escutava as músicas que sua avó ouvia enquanto alimentava seus belíssimos pássaros. A sua avó adorava pássaros, e ela os tinha de todas as cores e espécies que ela poderia se lembrar, ela se lembrava do periquito azul, do canário amarelo, da calopsita cinza, da andorinha branca e um pássaro peculiar que parecia um pequeno pavão, da qual Amélia adorava como parte de sua família e até nomeará o pequeno pássaro como Fênix.
Os avós de Amélia tinham saído do país para viajar, isso de acordo com seus pais que tinham recebido uma carta no mês passado, na carta eles citam que iriam para um lugar muito longe e muito bonito, para Amélia, este lugar só poderia estar cheio de pássaros e bolos de chocolate. Mas, ao se tocar da realidade, ela cortou o seu sorriso da cara ao lembrar que eles nunca escreveram novamente, nem mesmo uma carta ou cartão postal. Ela pensava se tinha feito algo de errado antes deles partirem, talvez tenha sido o quadro do vovô que ela tinha derrubado ao brincar de astronauta no quarto de seus avós, ou talvez o vovô tenha ficado bravo com ela por ela derrubar o fermento, fazendo que o bolo do vovô não tenha crescido, ou poderia ter sido a gota d’água ela ter desligado a música da vovó acidentalmente em seu aniversário de seis anos. Ou talvez ela não era uma boa ouvinte dos conselhos, talvez ela nem merecesse os ouvir, ela não se sentia corajosa como sua avó, ou astuta como seu avô, pensando bem, ela não se sentia nem forte, nem observadora, ou dedicada, focada, e até mesmo inteligente como seus avós. Como toda manhã, ela pensava novamente em outro e novo motivo que poderia justificar a viajem e a não comunicação com ela por parte de seus avós, e hoje, ela pensava que poderia ser a sua gula, talvez se ela não tivesse pedido mais um pedaço de bolo no aniversário de oito anos, eles poderiam ter ficado.
Em todos estes pensamentos, ela notou que seus pais finalmente acordaram, na noite passada eles combinaram de acordar mais cedo para se arrumarem, ela se sentia sozinha com seus pensamentos a noite inteira por causa de sua insônia, ela vira para seu relógio de pilha que marcava seis em ponto, em breve ela teria que ir rapidamente a rua na frente de sua casa, precisando estar com cabelo e roupas arrumadas, e portando um sentimento de foco, força e determinação. Ela sentia dificuldade em todas as etapas, como iria arrumar o cabelo se ele sempre ficava mais alto na parte direita?, como iria arrumar a sua roupa, se ela se sentia desconfortável com a calça e o tênis verdes?, ela odiava os tênis verdes, como iria se levantar com foco, se quando levantava o sono lhe atacava com seus grilhões fortes? como iria sentir força se ela era tão magra em comparação aos seus pais e avós? E, como iria se sentir determinada, se ela deveria ser o motivo para seus avós partirem em uma viajem para outro país que parecia durar para sempre? As seis e quinze, o relógio despertava, ela conseguia ouvir o bairro inteiro se levantando em um pulo, ela queria ter essa força de vontade como os outros, principalmente a força de vontade de seu vizinho que ela nunca virá ficar triste ou desanimado, quem conseguia ficar animado de manhã? Ela pensava consigo mesma. Finalmente, seus pais batem na porta de seu quarto.
-Vamos logo Amélia, não se perca no horário novamente mocinha.
Dizia o seu pai, quase gritando. Ela tinha perdido o horário no dia anterior e enfureceu o seu pai e ela teve que ficar sem ler a parte do jornal que continha as tirinhas que ela adorava, do Capitão Hound, ela não queria perder mais um dia de suas aventuras no espaço. Levantando em seu ritmo e motivada pelas tirinhas que iria ler no fim do dia, pegou em seu armário as suas roupas e as vestiu sem ligar a luz de seu quarto, ela então olhava no espelho e tentava seu arrumar o máximo possível para não desapontar seus pais e finalmente sai do quarto e vai de encontro aos seus pais na sala de estar, ela via o seu pai terminando de se arrumar, ele tinha comprado uma gravata nova após tanto reclamar por falta de uma por quase um mês inteirinho, e reclamava por sempre estar passando vergonha na frente de seus vizinhos que tinham uma gravata nova quase toda semana, mas, dessa vez, ele iria impressionar com a gravata marrom escura de veludo nova, que combinava com seus cabelos e olhos castanhos, mas não tanto com a barba, pensava Amélia. Sua mãe estava otimista com seu cabelo, eles eram cacheados e escuros e todo dia pareciam ser diferentes após o banho e quase nunca à agradavam, mas hoje ela estava contente com o resultado que havia conseguido. O pai de Amélia checava em seu relógio de pulso a cada segundo para estar na rua de sua casa na hora certa, andava de um lado para outro em frente a porta, confiante com sua gravata de veludo.
-Eu sempre fico ansioso, não importa quantas vezes eu faça, ou quão pronto eu esteja, ou acho que esteja. Disse o pai de Amélia sem parar um segundo para respirar.
-Acho que nós já se acostumamos, a Amélia já está aqui e não irá cometer o erro de ontem, aquilo foi um show de horror. Sua mãe falava enquanto arrumava os seus brincos e olhando para a televisão em estática.
-Eu já pedi desculpas, eu só estava pensando no vovô e na vovó novamente e me atrasei, já chegou alguma carta deles mamãe? Amélia sempre tinha um pingo de esperança pela manhã, em que sua mãe lhe diria que havia chegado uma carta de seus avós.
-Já lhe disse para não comentar sobre seus avós, vamos deixar eles aproveitarem a viajem, também não podemos enviar cartas a eles, não sabemos o endereço correto e não podemos fica-
Enquanto sua mãe falava, seu pai a interrompe com um gesto de corte com a mão, e querendo desligar o assunto dos pais de sua esposa, que ele não gostava tanto por um motivo que Amélia não sabia.
-Pedir desculpas não adianta, o que move o nosso país e o mundo são ações, não palavras, você sabe muito bem mocinha, já lhe contamos essa história um milhão de vezes, não precisamos te falar o quão importante é que você sempre esteja na hora, esteja com foco, força e...
-Determinação. Completava Amélia a frase de seu pai com a cabeça baixa, olhando para os seus tênis verdes que tanto odiava.
-Agora, vamos continuar esperando a hora certa, a televisão já está no volume máximo, se o relógio não funcionar, temos a televi... – A fala de seu pai é cortada pelo despertador do relógio de pulso, mostrando que de fato eram sete horas da manhã, ele então desliga o despertador e abre a porta de sua casa com um grande sorriso no rosto, que, para ele mostrava sua força e determinação para continuar o dia e estar na hora exata todo dia seria uma grande demonstração de foco e ele se orgulhava nisso. Sua mãe acompanhou o marido enquanto puxava Amélia pelo ombro para lhe seguir, sua mãe sempre estava de cabeça erguida as sete da manhã, isto mostrava sua determinação, estar com sua filha mostrava o seu foco como mãe, já a sua força era refletida na saúde total de seu marido e sua filha. Amélia sentia que por conseguir levantar de manhã e não desmaiar de sono, era seu foco, aguentar seus pais com esses horários era sua força e, conseguir andar parecendo ridícula com aqueles tênis verdes, eram sua determinação.
Finalmente, os homens de cada casa começavam a elevar a bandeira nos mastros que todas as casas tinham exatamente alinhada, uma bandeira verde, amarela, com um círculo azul no meio e uma grande suástica branca com bordas pretas no meio desse círculo e dentro da suástica possuía em preto a frase “Foco, Força e Determinação”. Com a bandeira no topo, todos levantavam seus braços direitos em direção a bandeira e começavam a cantar o Hino da Nação Livre Brasileira.
Enquanto Amélia cantava o hino, acompanhando o ritmo do hino que estava sendo tocado na televisão da maioria das casas e nas rádios das outras casas, ela olhava ao seu redor, via que todos nunca tiravam os olhos da bandeira, não piscavam ou sequer moviam seus braços estendidos, e se questionava se ela também deveria estar sempre assim, mas ela não aguentava mais estar de pé cedo todos os dias, mesmo que sua insônia lhe mantivesse acordada a noite inteira. Ela olhava o seu vizinho que nunca virá ficar triste, um menino mais velho que Amélia, de cabelos curtos, lisos e loiros, chamado de Arthur Von Müller Hoff Braun, e ele, como toda sua família se orgulhava imensamente de ser totalmente alemão, o pai de Amélia tinha feito uma amizade quase duradoura com essa família. Já do outro lado da rua, ela via diversas crianças quase da mesma idade que ela, mas ela não tinha conhecimento de quase ninguém, ela tentava imaginar os nomes dessas crianças, do que elas gostavam de comer aos Sábados, se elas gostavam de bolo de chocolate, como deveria ser o quarto delas, imaginava se eles tinham uma televisão em casa ou um rádio, de quais desenhos eles mais gostavam, se eles eram alemães, ou italianos, japoneses ou brasileiros e, pensava também como os tênis de outras crianças eram incrivelmente mais legais do que os dela e ainda por cima, pareciam muito mais confortáveis do que os tênis verdes dela. No meio dessas famílias desconhecidas, ela via a sua única amiga da escola, uma menina de cabelos escuros e olhos claros, chamada de Rúbia, Amélia adorava esse nome, por achar muito diferente do que todos que já tinha ouvido na vida e, diferentemente das outras crianças, ela sabia quase tudo sobre Rúbia, começando pelo nome, o que ela gostava de comer aos Sábados, se ela tinha uma televisão, quais desenhos ela gostava e tudo mais. Rúbia não vinha de uma família muito rica, ela tinha exatamente tudo para ter uma boa vida, mas não tinham uma televisão, o que o pai de Amélia achava estranho e dizia que era algo que somente pessoas pobres e sem cultura não teriam uma televisão em casa, mas, a família de Rúbia tinha um rádio que precisava ser ligado em uma tomada, esse rádio não era um orgulho dos pais de Rúbia, mas Amélia achava o rádio incrível, por ser grande, quase do seu tamanho e não precisar comprar pilas quase toda semana, o que ela achava uma inconveniência enorme, além de ser muito bonito por ter um pedaço feito com couro de verdade, apesar de Amélia não saber exatamente de onde o couro vinha. Amélia tinha conhecido Rúbia após precisar de ajuda em História da Alemanha no segundo ano da escola, Rúbia ajudou Amélia em quase todos os aspectos da história alemã e ambas conseguiram notas máximas na última prova do ano escolar e, desde então, ficaram amigas para “todo mundo, para sempre e adiante”, como Amélia sempre dizia.
O hino tinha finalmente acabado, todas as famílias iam para dentro de casa após dobrar a bandeira, o pai de Amélia andava de peito estufado para que todos olhassem a sua gravata de veludo, enquanto ele ia retirar a bandeira para a hastear no próximo dia, já sua mãe foi em direção da família dos Von Müller para conseguir se atualizar nas conversas, já que no dia anterior não conseguiram conversar por causa do atraso de Amélia para cantar o hino nacional. Amélia estava ajudando o seu pai a retirar e dobrar a bandeira do Brasil.
-Filha, por favor, tente manter contato visual com a bandeira, você sabe que todo mundo faz isto.Dizia o seu pai quase sussurrando para Amélia.
-Eu... estava só olhando ao redor, a bandeira não ia sair dali pai. Você nunca fez isto quando criança?
-Se fiz, fui repreendido pelos meus pais, o mesmo que estou fazendo com você. Então eu espero que você siga o meu caminho e me obedeça. Amanhã olhe diretamente para a bandeira e não tire seus olhos dela, fui claro mocinha?
-Tudo bem pai, sinto muito. Disse Amélia com um tom deprimido, olhando novamente para seus tênis verdes. Ela imaginava se deveria contar ao seu pai que o tamanho que ele comprará estava errado, ou se ela deveria aguentar até o próximo ano, quando seu pai poderia comprar-lhe outro tênis, seu pai tinha guardado dinheiro para comprar a Amélia um tênis da marca Griffin, considerado um dos melhores de acordo com o programa de moda alemã que sua mãe tinha visto no ano anterior. Talvez seu pai fosse brigar com ela ou dizer que ela está maluca por não gostar de um tênis tão caro e de marca alemã. Com isto em mente, ela decidiu não falar nada para seu pai, e pensava que no ano seguinte, ele iria lhe comprar um tênis melhor, apesar que tinha medo que seu pai comprasse novamente um tênis que não lhe serviria.
Ela tinha terminado de ajudar seu pai com a bandeira, guardando-a em uma caixa de madeira ao lado da caixa de correio, e em um piscar de olhos seu pai foi para dentro de casa se arrumar para o trabalho e, se conseguisse se arrumar rápido ele conseguiria ver o noticiário da manhã que iria começar as sete e meia da manhã, exatamente a hora em que o hino nacional iria parar de tocar nas televisões e nas rádios. Amélia decide entrar em casa e checar novamente seu material escolar antes da aula, seria a terceira vez que iria fazer isso, já que, de madrugada ela tinha checado duas vezes por não conseguir dormir. Ela conta quantos lápis possui, quantas canetas, até tentou contar quantas folhas tinham em seu livro didático e em seu caderno, mas desistiu quando a contagem chegou a cinquenta e sete e meio, já que ela tinha rasgado uma página do seu caderno no meio para poder desenhar o Capitão Hound e ela juntos em uma aventura longe da sua casa, longe do bairro, longe da escola, longe do Brasil, longe de tudo e todos; Quanto Rúbia viu o desenho, pediu para estar junto com ela, Rúbia admirava os desenhos que Amélia conseguia fazer, ela tinha guardado em casa um desenho de Amélia, sobre uma noite estrelada dentro dos olhos de Rúbia. O desenho com ela, Rúbia e o Capitão Hound estava guardado perto do espelho de seu armário marrom, onde ela poderia ver toda manhã.
Ela escutou o som do jornal sendo jogado contra à porta, ela estava animada para poder ler o quadrinho novo do Capitão Hound, mas sabia que só poderia ler quando seu pai terminasse de ler todas as notícias, o que só acontecia ao anoitecer, mas ela não se importava com isso, porque ela sabia que o Capitão Hound estaria ali a noite para conceder uma proteção vinda do espaço e além. Ela saiu de seu quarto para o corredor, sua mãe ainda não tinha voltado para casa, com certeza a conversa com a vizinha deveria estar muito emocionante, ela pensou consigo mesma. Seu pai veio logo em seguida arrumando uma gravata antiga que ele possuía, com certeza ele só utilizaria a gravata de veludo na hora do hino, ou talvez em alguma outra ocasião importante, como quando sua mãe faria Schnitzel em algum jantar futuro, o pai de Amélia amava Schnitzel, ele abriu a porta da frente e pegou o jornal acenando para alguns vizinhos que estavam na rua, ele logo entrou em casa e guardou o jornal no topo do armário da sala, onde Amélia não alcançava de jeito algum, e ela tinha parado de tentar quando quase quebrou o braço se equilibrando em uma cadeira, querendo mostrar as tirinhas para Rúbia em uma tarde de Sábado. Seu pai então se sentou no sofá da sala e começou a ver o noticiário da manhã, ela se sentou no chão em cima do tapete branco e felpudo para esperar os desenhos as oito da manhã. Ela estava lá em corpo, mas sua mente sempre estava fervendo com novos pensamentos, ela se imaginava comendo novamente um bolo de chocolate de seu avô e vendo o álbum de fotos da vovó, que ela nunca tinha visto por completo, já que sempre começavam a ver tudo novamente toda vez que iam ver as fotos no fim da tarde, e na metade do álbum seu pai sempre chegava para lhe trazer para casa, a vovó sempre tinha histórias novas para contar, mesmo que as fotos eram as mesmas, apesar de Amélia não entender muito bem sobre o que a vovó falava, um tempo em que você não precisava acordar de manhã para cantar o hino, um tempo em que você não tinha toque de recolher, um tempo com o que a vovó chamava de liberdade. O que a vovó queria dizer com liberdade? Amélia nunca tinha visto algo além de sua casa, sua rua, sua escola, a casa de seus avós e o espaço sideral com o Capitão Hound. O pensamento de Amélia foi puxado de novo para o presente quando ela ouviu a televisão dar um alto som do noticiário, e um grito de espanto do papai.
-MINHA NOSSA. Gritou o pai de Amélia.
-Caros telespectadores, é com pesar que anunciamos um ataque terrorista novamente perto da Capital, os terroristas plantaram uma bomba na Praça da Liberdade e acabaram matando dois estudantes da Juventude Hitlerista e um político de alta patente que o nome não será relevado para maior segurança de seus familiares. Estes terroristas são inimigos declarados do Reich e do Brasil Livre, mantenham seus olhos abertos, seus vizinhos podem ser inimigos da nossa nação e da nação alemã, não se esqueçam de denunciar a qualquer autoridade sobre atividades suspeitas ligadas a terrorismo e ligações com tentativas de criar o fim da liberdade de nosso povo e da nossa grande nação. O nosso grande líder Heinrich Hitler II, fará um pronunciamento para a o Reich Alemão devido ao alto número de terroristas nesse ano, este pronunciamento irá ocorrer com intenção de unir a nossa grande nação em uma só causa. O pronunciamento será transmitido as oito da noite, no programa ReichZeit, ou Hora do Reich.Traremos mais notícias sobre o incidente assim que tivermos quaisquer novidades. Voltamos a programação normal. Heil Hitler.
Amélia só tinha visto aquele repórter uma vez na televisão, mas ela sabia que quando ele aparecia não era uma boa notícia, e o seu pai tinha sempre grandes ataques de ansiedade com notícias fortes e alarmantes. Enquanto o repórter falava, imagens da Praça da Liberdade eram mostradas, apesar de Amélia nunca ter visto a praça antes, ela sabia que não era daquele modo que deveria estar, com fogo, ruínas e ambulâncias por todo lado.
-Minha nossa, eu não posso acreditar que ocorreu novamente, deve ser a quinta ou sexta vez que está acontecendo isto. Como isto está acontecendo, como pode estar acontecendo? Meus vizinhos podem ser inimigos? Não só inimigos da nação, mas inimigos da minha liberdade e da minha família. Eu tenho que pensar em algo para me proteger e para proteger minha família. Como... quando, eu, posso fazer algo.... eu teria que, bem, eu posso tentar, não, é impossível... só se eu fizer aquilo, mas não, não posso e nem deveria.Seu pai dizia sem piscar ou respirar, a sua ansiedade estava altíssima.
A mãe de Amélia entra na casa correndo, ela deveria ter visto o mesmo noticiário da casa dos Von Müller. Ela se acalma e respira fundo e nota que seu marido está andando de um lado para outro sem parar.
-Acalme-se Luís, com certeza teremos uma repercussão alta pelo pronunciamento do Führer. Ele vai ajeitar tudo. Nós temos que acreditar na nação. Não podemos perder a cabeça, estamos aqui e juntos iremos passar por qualquer situação.A mãe de Amélia conseguira fazer o marido sentar um instante para respirar.
Amélia não conseguia entender a situação completamente, ela sabia quem era o Führer, mas não entendia como os terroristas agiam, ou porque agiam deste modo, ou quem eram. O repórter havia dito que seus vizinhos poderiam ser inimigos, mas como poderiam? Rúbia era sua amiga para todo mundo, para sempre e adiante. E Arthur era inofensivo, um pouco chato, mas inofensivo sem dúvidas, uma vez ela pisou no sapato dele sem querer e ele que pediu desculpas a Amélia. E no fundo, ela se perguntava se esses ditos “terroristas” iriam gostar do bolo de chocolate do seu avô.

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2018.10.03 23:27 OhFazFavor Breve História da Monarquia em Portugal, à luz das recomendações da Europa

1140 Afonso Henriques, homem branco e machista, espetou um par de estalos na mãe, e decidiu ser independente. Este facto na altura não foi escandaloso porque todas as mulheres eram oprimidas, mesmo as rainhas.
Quase um século depois, Dom Dinis, um puto branco privilegiado a quem lhe tinham dado como presente o Algarve, numa demonstração cabal de como os 1% mandam nisto tudo, decidiu explorar a mão de obra disponível para mandar construir barcos.
Não há registos de greves, mas devem ter acontecido, porque as condições de trabalho eram horríveis, e nem electricidade havia. Um documento encontrado em Leiria, até agora ligado ao PCP, na realidade é um panfleto onde se lê claramente "Dom Dinis Não!" e "Descentralização Já!"
É em 1350 que se dá um evento que deveria ser o único a ser celebrado ainda hoje, respeitante a este período histórico: o nascimento de Brites de Almeida, um nome em si mesmo de género neutro, e um exemplo para todxs xs feministas.
Brites de Almeida foi a primeira Capaz, um ser que matou de desgosto os seus pais por não corresponder aos ideias de beleza, nem ao estilo de vida, forçados pelo patriarcado da altura ao género forçadamente assumido feminino. Foi um corpo de mão cheia, com 6 dedos em cada mão, ossuda, boca muito rasgada, e cabelos crespos, todo um ideal de beleza para qualquer feminista que se preze. Foi feirante, matou um amante com a sua espada, foi vendida a um muçulmano, mas conseguiu escapar fixando-se em Aljubarrota como empreendedora no sector da panificação, sendo que está estabelecido que recebeu o apoio do programa ALJ1380 a fundo perdido, fruto de uma amizade com um conde local.
Em 1385 após ter encontrado sete Castelhanos dentro do seu forno a lenha, cozeu-os lentamente, enquanto gritava "Estou farta até à cona de castelhanos". Tomou-lhe o gosto, juntou-se como umas amigas e fundou o movimento feminista "Capazes". Naquele dia não só Brites de Almeida fundou o primeiro movimento feminista mundial, como inventou também a receita para o pão com chouriço castelhano. O seu grupo de feministas era implacável tendo muitas vezes fingindo que não percebia que os homens que perseguiam eram inocentes, ou Portugueses, para os matar na mesma. Infelizmente o patriarcado anulou a revolta através da sua força opressora, e só no século XX é que Portugal viria a renovar este grupo fundamental ao desenvolvimento da sociedade Portuguesa.
1380 A situação política está complicada: a filha de Dom Fernando tinha sido oprimida e obrigada a casar com um espanhol, que pensa que é o dono disto tudo, o primeiro numa longa geração de homens brancos que tomaram como sua esta visão da sociedade.
Por outro lado, Dom João Mestre de Avis anda a conspirar com a burguesia de Lisboa e Porto, numa demonstração de nacionalismo exacerbado de quem quer novamente oprimir uma mulher, pisca o olho à Inglaterra e rodeia-se de judeus sefarditas.
Lança um programa de casting, para escolher quem iria liderar o exército Português contra Castela (note-se que não havia uma única mulher na lista de candidatos, o que gerou muita celeuma na altura).O escolhido acabou por ser Nuno Álvares Pereira. cujo género não podemos assumir.
Dom João, através do recurso à violência, e não ao diálogo, oprime violentamente os Castelhanos, cujo rei frustrado com a derrota foi de volta para o seu castelo e deu uma carga de porrada na mulher, sendo que temos que concluir que era Benfiquista.
Dom João adiciona um "I" ao nome, e decide que a solução para o país é ir oprimir para outras freguesias. Avança com a "Expansão Marítima" que na realidade deve ser considerada a "Opressão Marítima", sem qualquer consideração pela natureza ou pelos peixes do mar.
No final do século XV já eram milhares de povos oprimidos pelos Portugueses, liderados por Dom João II. Numa demonstração de ignorância profunda, e desprezo pela diversidade, e com a conivência da igreja branca e patriarcal, divide-se o mundo em dois, em Tordesilhas.
Vasco da Gama chega à Índia em 1498, oprime tudo o que encontra à sua frente, e começa a exploração macro-económica das populações oprimidas, numa visão neo-liberal capitalista radical do mundo. Começa aqui a praga do gosto pelos produtos alimentares exóticos.
Não satisfeitos com a opressão sobre os Africanos e Indianos, o Império opressor faz as malas e mete-se a caminho do Oriente, onde oprime os Japoneses, e apropria-se culturalmente de uma série de hábitos indígenas.
Mas a opressão não é apenas externa. Com a morte de Dom João II, a nobreza dá uma de Hitler e começa a expulsar os judeus do país, e acaba com a pseudo-meritocracia vigente, para dar lugar ao compadrio e ao negócio imediato, algo que perdurou até aos dias de hoje.
O reinado de Dom Sebastião, cujo género devemos assumir através da escultura de Manuel Cargaleiro em Lagos - chegando à conclusão que Portugal teve o primeiro rei andrógeno da história mundial - encerra este período negro da nossa história.
De referir que tal como nos dias de hoje existem rumores que o atleta Cristiano Ronaldo vai a Marrocos para encontros com outros homens, é um facto histórico que Dom Sebastião foi mesmo fodido pelos marroquinos em Alcácer Quibir. Seguem-se 60 anos de opressão Espanhola.
Mas por esta altura já tínhamos tornado a escravatura uma ciência, e não se compreende como o tribunal dos direitos humanos nunca nos levou ao banco dos réus, mostrando que os poderosos são protegidos pelos poderosos, e quem se lixa é o mexilhão.
Com a ajuda da França e da Inglaterra lá conseguimos recuperar a nossa independência, mas nada seria o mesmo e a vontade de oprimir continuava presente, mas os responsáveis pelo nosso país, tal como hoje, eram péssimos a gerir as finanças públicas. Resumindo, deu merda.
Em 1755 um terramoto dá cabo do país tendo sido sentido em Lisboa, os Franceses invadem o país porque também querem oprimir um bocadinho (sendo um exemplo de que na altura já existia um sistema de quotas para a igualdade).
Em 1822 o Brasil torna-se independente, mas sem ouro, e os que lá ficam a mandar continuam a oprimir, não porque querem mas porque foram condicionados pelo Império Português a fazê-lo. O opressão e exploração pelo capital continua até aos dias de hoje.
Nesta altura Portugal é um país opressor e oprimido, mas muito mais opressor, não haja ilusões. A Inglaterra quer oprimir mais, faz um ultimatum, Dom Carlos é assassinado e assim acaba a monarquia em 1910.
A escravatura foi o momento mais negro deste período histórico. Para sustentar esta informação podemos recorrer aos inquéritos de satisfação realizados pelo trono Português na chegada dos escravos ao Brasil.
Estes inquéritos, que nada mais eram do que uma tentativa de tornar mais eficiente o transporte dos escravos disfarçado de preocupação pelo bem estar dos mesmos, mostram as condições terríveis de transporte na altura:
96% dos inquiridos queixavam-se que o espaço para as pernas era muito reduzido.
82% queixavam-se que a oferta de alimentação era muito escassa e não havia opção vegetariana.
97% queixavam-se da demora no embarque e o tempo despendido na viagem
32% Não sabiam ou não respondiam
O resultado destes inquéritos mostram que o transporte de escravos, desde África para o Brasil, eram organizados pelo equivalente da Ryan Air na altura com partida desde o aeroporto de Lisboa.
O facto de não existirem quaisquer relatos sobre violência doméstica, opressão da comunidade LGBTX, e lutas pela igualdade de género, leva-nos a concluir que o regime tinha uma máquina opressora bastante eficaz que calou toda e qualquer oposição.
Qualquer imprecisão histórica deverá ter em conta que o revisionismo não se compadece com os factos.
Edit: gramática Edit 2: Adicionei o segmento da padeira de Aljubarrota, depois de inspirado pelo jcopta
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Bom pessoal, esse vídeo é para a mulherada que gosta de um Japa, e tem curiosidade em saber como eles são, como eles agem e para você que está interessada em... Uma breve descrição dos 12 homens que tem o maior capital japones. Gostou curta nossa pagina no facebook. Facebook: Nesse vídeo vamos falar sobre a dificuldade que os Japoneses tem em se casar atualmente e o que causa este fenômeno. Algumas organizações do país já trabalha... O intuito desta publicaçao é facilitar o acesso ao conteudo atraves de diversos mecanismos de pesquisa. este video nao é de minha autoria, nao tenho interess... Muitas mulheres recusam homens que não tenham um emprego estável. Já os homens japoneses, têm preferido prostíbulos, salas de vídeos ou, até mesmo, alugar uma namorada. Será que essa ... O vídeo de hoje aborda: Curiosidades do Japão, Papo de Homem e Tecnologia japonesa. Se voce gostou deixe seu like, Compartilhe nas suas redes sociais... Deixe seu comentário... Obrigada por ...